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Linha de montagem da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) divulgação/Volkswagen A produção de veículos no Brasil caiu 1,1% em setembro, na comparação com agosto, enquanto as vendas de veículos novos subiram 2,3%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com setembro do ano passado, porém, a produção cresceu 10,2%, para 268,3 mil veículos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O número inclui carros, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado de janeiro a setembro, a produção aumentou 8,7%, para 2,17 milhões de veículos. As vendas de veículos novos, medidas pelo número de veículos licenciados, também cresceram na comparação anual. Em setembro, foram 281,4 mil unidades, alta de 15,7% ante o mesmo mês de 2025. Agora no g1 Com isso, as vendas acumulam alta de 18,1% no ano, para 2,26 milhões de veículos. No comércio exterior, as exportações de veículos caíram 24,2% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 39,8 mil unidades. Já as importações aumentaram 34,9% na mesma comparação, para 57.196 veículos. Anfavea eleva projeções A Anfavea revisou para cima as projeções de fechamento de 2026 para a venda e a produção de veículos no Brasil. A expectativa atual é de que o mercado nacional alcance 3,1 milhões de unidades emplacadas no ano. Com a confirmação da estimativa, o crescimento será de 15,2% em relação a 2025, um índice superior aos 2,7% previstos no início do ano. O patamar de vendas esperado não é atingido desde 2014. A produção nacional de autoveículos também deve registrar alta e chegar a um volume superior a 2,8 milhões de unidades, o melhor resultado desde 2019. A projeção de crescimento da fabricação passou para 6,7% na comparação com o ano anterior. Essa taxa já havia sido ajustada de 3,7% para 5,8% em julho. O resultado anual é impulsionado pelo desempenho registrado no terceiro trimestre. Linha de montagem na fábrica da GM em São Caetano do Sul (SP) divulgação/GM O avanço do mercado interno é liderado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, que possuem expectativa de crescimento de 16,4% no ano. No acumulado de 2026, as vendas de automóveis subiram 22,5%. O desempenho teve o acréscimo de 84 mil unidades no segmento de entrada, motivado pelo programa Carro Sustentável. O avanço dos veículos eletrificados gerou outras 242 mil unidades vendidas, com os elétricos puros triplicando suas vendas. Atualmente, os eletrificados representam 20,1% de todos os registros de veículos leves zero quilômetro. O segmento de veículos pesados segue no sentido oposto e deve encerrar o ano com retração de 6,5%. No mercado externo, as exportações também receberam uma revisão negativa e devem fechar 2026 com queda de 17,7%. O recuo é reflexo da retração do mercado argentino e da maior presença de veículos chineses nos países da América do Sul. De janeiro a setembro, o Brasil exportou 334 mil unidades, o que representa uma queda acumulada de 23%. O cenário provocou um déficit expressivo na balança comercial brasileira do setor automotivo. O país registrou o ingresso de 463,9 mil autoveículos no ano, um aumento de 30,4% nas importações. Os veículos de origem chinesa correspondem a 55% desse total e já ocupam 11,3% de participação no mercado nacional. Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que o aquecimento do mercado doméstico impulsiona a produção e a geração de empregos no momento. O executivo alertou, no entanto, para os reflexos da alta das importações e do recuo das exportações. Calvet explicou que parte da alta na produção ocorre por meio da montagem de veículos totalmente desmontados, importados da China, conhecidos pela sigla SKD, que empregam pouca mão de obra e não utilizam o parque de autopeças nacional. Das 173 mil unidades adicionais produzidas no país neste ano em relação a 2025, 123 mil são provenientes de montagem SKD e CKD. Eleições Calvet acredita que, independentemente do que vai acontecer na eleição, qualquer governo que assumir deve ter uma agenda de ajuste fiscal. Segundo o executivo, a agenda de ajuste fiscal é necessária para o país. E não importa, diz Calvet, se com mais ou menos ímpeto e velocidade. "A Anfavea sempre trabalhou com os governos, não importa se são de direita ou se são de esquerda", disse Calvet. O presidente da Anfavea também disse que a entidade não se posiciona na corrida eleitoral entre os candidatos a presidente. * Com informações da Reuters.

Jaguar apresenta o elétrico de luxo Type 01 em Nova York. REUTERS/Mike Segar A Jaguar apresentou nesta quarta-feira (7) em Nova York o Type 01, seu novo carro elétrico de quatro portas, com preço inicial de US$ 130.500 (R$ 648 mil em conversão direta). O modelo tem capô muito longo, não possui vidro traseiro e concentra uma série de recursos tecnológicos. O lançamento marca, segundo a Jaguar, o início de uma nova geração de veículos da marca e de uma nova fase para a fabricante britânica, controlada pela indiana Tata Motors. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O preço elevado representa uma aposta no mercado norte-americano, onde a aceitação de carros elétricos tem sido menor do que na Europa. Segundo a Reuters, a JLR, grupo ao qual a marca pertence, pretende aumentar o foco nos consumidores dos Estados Unidos enquanto enfrenta dificuldades no mercado europeu. Agora no g1 Entre os desafios estão a concorrência de carros chineses com preços mais baixos, custos relacionados a tarifas e interrupções provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O desenho do Type 01 busca inspiração nos esportivos Jaguar E-Type dos anos 1960, modelos que se tornaram valorizados entre colecionadores. O modelo tem uma arquitetura elétrica de 850 volts, o que possibilita despejar mais de 1.000 cv de potência e uma recarga ultrarrápida de 350 kW. Segundo a Jaguar, com este recurso de recarga é possível recuperar em apenas 13 minutos mais de 320 km de autonomia. A marca declara que o alcance total do Type 01 com as baterias de 118 kW cheias é de mais de 600 km. A apresentação ocorre depois que a Jaguar mostrou, em 2024, o conceito Type 00, usado como símbolo da reformulação da marca. O protótipo tinha pintura em tom de rosa forte e provocou críticas de entusiastas de carros e de alguns políticos. Como parte de um plano de recuperação, a empresa anunciou no mês passado que pretende reduzir quase 10% de sua força de trabalho nos próximos dois anos, por meio de desligamentos voluntários. A companhia também decidiu transformar toda a sua linha em veículos elétricos. A estratégia ocorre apesar de executivos do setor terem demonstrado dúvidas sobre o interesse de consumidores de maior poder aquisitivo por carros elétricos. Nova identidade polêmica A transformação da Jaguar começou em novembro de 2024, quando a marca abandonou o tradicional logotipo com o felino que acompanhava seus carros desde os anos 1950. A nova identidade passou a priorizar o nome Jaguar, escrito em letras minúsculas, com tipografia mais arredondada e espaçamento maior entre as letras. A empresa afirmou que a mudança fazia parte de um plano para tornar a marca relevante para uma nova geração. A reformulação também estava ligada ao plano de transformar a Jaguar em uma marca totalmente elétrica. Nova marca da Jaguar divulgação/Jaguar A reação nas redes sociais, porém, foi negativa. Muitos usuários questionaram a mudança e disseram preferir o retorno aos carros a combustão com motores V8. Outros criticaram a tentativa de combinar carros elétricos voltados a um público mais jovem com referências à Pop Art dos anos 1950. Pouco depois da mudança visual, a Jaguar apresentou o Type 00, carro conceito que serviria de base para os novos modelos elétricos da marca. O carro chamou atenção pelo desenho. Enquanto algumas curvas remetem aos esportivos da Jaguar, a lateral apresenta linhas retas que lembram a picape Tesla Cybertruck. Nas redes sociais, a apresentação não conseguiu reverter as críticas à nova fase da marca. Usuários compararam o protótipo a um climatizador e a uma geladeira. Também houve comentários apontando semelhanças com modelos de outras marcas, como Rolls-Royce, BMW e Porsche. Conceito Jaguar Type 00 foi apresentado para ilustrar o futuro da marca. divulgação/Jaguar Cortes Em setembro de 2026, a Jaguar Land Rover anunciou outro movimento de grande impacto. A fabricante informou que eliminará cerca de 4 mil postos de trabalho, quase 10% de seu quadro, por meio de um programa de demissão voluntária ao longo dos dois anos seguintes. A empresa pretende economizar 1,7 bilhão de libras, cerca de R$ 12,5 bilhões, e reduzir seu ponto de equilíbrio para aproximadamente 300 mil veículos. A JLR emprega cerca de 43 mil pessoas em todo o mundo, sendo 34 mil no Reino Unido. A empresa não informou onde os cortes serão realizados. A medida ocorre em meio à concorrência de fabricantes chineses e aos efeitos das tarifas comerciais. A fabricante também ainda se recuperava de um ataque cibernético ocorrido em 2025, que provocou uma longa paralisação da produção e afetou sua cadeia de fornecedores. A reportagem do g1 conversou com o CEO da JLR no Brasil, João Oliveira, sobre a situação da fábrica do grupo em Porto Real (RJ). A planta pode produzir os modelos Evoque e Discovery e tem capacidade de montar mais de 40 mil unidades por ano usando os três turnos. Desde julho a linha de produção está parada. O Discovery foi descontinuado globalmente e a produção do Evoque até o fim de 2026 já foi feita. Ainda será definido o futuro do modelo no Brasil. Os colaboradores da fábrica passam desde então por treinamentos de reciclagem. Não houve demissões no Brasil até o momento. Mesmo com o corte de empregos, a JLR afirmou que pretende lançar cinco novos produtos nos 12 meses seguintes e manter investimentos entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras, cerca de R$ 110,5 bilhões a R$ 132,6 bilhões, nos cinco anos seguintes. Os recursos serão destinados à eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente. O programa de demissão voluntária deverá atingir principalmente os 26 mil funcionários das áreas administrativa e de gestão. A empresa afirmou que precisa reduzir custos e simplificar sua estrutura para tornar o negócio mais resiliente. * Com informações da agência Reuters.

Um Porsche é mesmo difícil de 'domar'? g1 testou esportivo de 711 cv e R$ 2,1 milhões A Porsche está reestruturando seus negócios para um futuro com vendas menores. A fabricante de carros esportivos aposta em um maior foco nos modelos de luxo para recuperar suas margens de lucro, mesmo diante de uma demanda mais fraca. A empresa deve, portanto, focar em modelos e versões mais caras dentro do portfólio, como, por exemplo, o icônico 911. Modelos que brigam em segmentos mais concorridos, como os SUV Macan e Cayenne, além dos esportivos com motor 2.0 718 Boxster e 718 Cayman, ficariam com menos atençã. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A montadora, que, assim como sua controladora Volkswagen, passa por uma grande reestruturação para enfrentar vendas fracas e custos elevados, afirmou em seu plano de recuperação que pretende reduzir para menos de 200 mil o número de carros que precisa vender para equilibrar as contas. O número fica bem abaixo das 279.449 unidades entregues no ano passado. As entregas globais da Porsche já caíram quase 10% desde 2022, ano em que a empresa abriu seu capital. A queda na demanda na China e as tarifas impostas pelos Estados Unidos afetaram dois dos principais mercados da marca. Porsche 911 Turbo S no autódromo Velocitta em Mogi Guaçu (SP). Divulgação / Porsche Durante um evento para investidores no centro de desenvolvimento da empresa, em Weissach, o presidente-executivo Michael Leiters buscou convencer os investidores de que o foco em carros esportivos de luxo, como o 911, pode colocar a Porsche de volta nos trilhos. A estratégia inclui aumentar os preços dos 10 mil veículos mais caros da marca. “Queremos reforçar a Porsche como a fabricante de carros esportivos mais cobiçada do mundo”, disse Leiters, colocando a marca ao lado da Ferrari e da Louis Vuitton em termos de valor. Retorno rápido às margens de dois dígitos Leiters, que assumiu o cargo no início do ano com a missão de reestruturar a empresa, afirmou que a estratégia, neste momento, será concentrada na redução de custos. “Não sabemos como será a próxima crise nem de onde ela virá. É por isso que a Porsche precisa ser adaptável, eficiente e resiliente”, disse. A Porsche estabeleceu uma meta de longo prazo de margem operacional de 15%. No médio prazo, em cerca de cinco anos, a expectativa é chegar a uma margem entre 10% e 15%. A margem de lucro da empresa despencou no ano passado para 1,1%, muito abaixo dos cerca de 15% registrados quando a Porsche abriu o capital, há quatro anos, sob a liderança de Oliver Blume. Ele deixou o comando da fabricante, mas continua como presidente-executivo da Volkswagen. Os investidores pareceram receber bem a nova estratégia. As ações da Porsche subiram 3,2% após o anúncio. Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil








