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Agora no g1 A Volkswagen (VW) convocou um recall de quase 73 mil veículos elétricos devido a baterias defeituosas, segundo dados publicados nesta terça-feira (20) pela Autoridade Federal de Transporte Motorizado da Alemanha (KBA). Cerca de 10 mil veículos, em sua maioria da linha ID da Volkswagen, são afetados apenas na Alemanha. Outros recalls já estão em andamento no Reino Unido e nos Estados Unidos. No mercado americano, mais de 22 mil unidades do modelo ID.4 são afetadas, segundo autoridades dos EUA. A preparação do recall alemão já havia sido divulgada na semana passada, após verificações internas de qualidade identificarem que determinadas células de baterias de alta tensão em veículos da família ID não atendem aos requisitos de qualidade. Segundo a empresa, a causa está relacionada a defeitos de produção de fornecedores e afeta um período limitado de fabricação. "Em casos raros, isso pode levar a um aumento do estresse térmico nessas baterias; em situações extremas, pode ocorrer um incêndio", informou a Volkswagen na semana passada. Os modelos afetados na Alemanha incluem os ID.3, ID.4, ID.7 e ID.Buzz produzidos em determinados períodos entre 2022 e 2025, além do Cupra Born, fabricado pela subsidiária espanhola Cupra entre 2022 e 2024. A empresa reportou que os proprietários dos veículos afetados receberão uma carta de notificação. Volkswagen ID.4 Pro divulgação/Volkswagen Tempos de crise Como medida imediata de segurança, a Volkswagen anunciou que limitará o carregamento dos veículos afetados a, no máximo, 80% da capacidade até que eles sejam inspecionados por uma oficina autorizada. De acordo com a montadora, os módulos de bateria afetados não precisarão necessariamente ser substituídos, já que uma atualização de software pode ser suficiente. Este não é o primeiro recall da empresa em 2026 relacionado a baterias. Em março, Volkswagen e Cupra já haviam convocado mais de 90 mil veículos em todo o mundo pelo mesmo motivo, sendo 28 mil deles na Alemanha. No fim de setembro, a montadora também chamou mais de 5 milhões de veículos para reparos, devido a um parafuso do sistema de direção suscetível à corrosão. A Volkswagen vem passando por uma crise mais ampla, com ameaças de cortes de empregos e fechamento de fábricas. As causas mais comumente apontadas incluem o aumento dos custos de produção, o enfraquecimento do mercado interno, a concorrência da China e uma estratégia vacilante para veículos elétricos.

Bugatti restaurou o Veyron Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio polido. Divulgação / Bugatti A Bugatti restaurou um Veyron Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio polido, que já foi visto em Mônaco com o piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso ao volante. O carro foi vendido recentemente pela empresa alemã Mechatronik, a mesma que vendeu o Pagani Zonda Roadster Diamante Verde a Alonso. (Veja mais detalhes a seguir) O exemplar, identificado pelo número de chassi 8.100, voltou à sede da Bugatti, em Molsheim, na França, para passar por um processo de certificação, recuperação e reconfiguração. O objetivo era resgatar as características originais do projeto e preservar a história do modelo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O trabalho foi feito pelo programa La Maison Pur Sang, criado pela fabricante para pesquisar o histórico dos carros, certificar sua autenticidade e realizar restaurações. Os valores do carro e da restauração não foram divulgados. A iniciativa também auxilia colecionadores a encontrar modelos para suas coleções e permite que os veículos sejam recuperados de acordo com suas especificações originais ou modificados conforme a vontade dos proprietários. Como um Tesla voou e andou de ponta-cabeça? No caso do Veyron de chassi 8.100, uma das etapas centrais foi retirar personalizações acrescentadas posteriormente. A intenção era recuperar a proposta original do carro, mantendo suas características históricas. A montadora não detalhou quais peças foram substituídas ou reparadas durante o serviço. O trabalho divulgado, porém, incluiu a certificação do exemplar e a recuperação cuidadosa de sua configuração. Fernando Alonso flagrado em Mônaco dirigindo o raro Bugatti Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio polido. Reprodução / Redes sociais Alumínio polido O acabamento externo é o principal diferencial do Veyron. Em vez de esconder o metal sob uma pintura convencional, a carroceria utiliza alumínio polido exposto, que reflete a luz e cria o efeito espelhado nas superfícies do carro. A solução exigiu um trabalho cuidadoso desde a fabricação. Blocos de alumínio que pesavam até 20 toneladas foram levados para Molsheim para viabilizar o projeto. Bugatti restaurou o Veyron Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio polido. Divulgação / Bugatti Antes de chegar à oficina, o desenho passou por estudos de proporções, superfícies e iluminação. Depois de definido o visual, o trabalho foi realizado no ateliê da Bugatti, onde profissionais especializados deram forma ao projeto. A fabricante também documentou as etapas de criação, formando um registro do desenvolvimento de um dos projetos mais singulares da época do Veyron. Por dentro, o carro combina couro vermelho Carmine Red, fibra de carbono aparente, alumínio polido e detalhes feitos à mão. O interior vermelho cria um contraste com a carroceria metálica. 1.200 cv O Veyron Grand Sport Vitesse também se destaca pelo conjunto mecânico. O modelo usa um motor W16 de 8.0 litros, com quatro turbos, capaz de entregar 1.200 cv de potência e 153 kgfm de torque. Mais de uma década depois de sua criação, o Veyron está na Riviera Francesa, região que inclui Mônaco. A Bugatti descreve o exemplar como um dos mais raros Veyron Grand Sport Vitesse já produzidos. Segundo Luigi Galli, especialista em patrimônio histórico e certificação da montadora, o programa busca acompanhar os colecionadores desde a pesquisa sobre a história de um veículo até a preservação de sua autenticidade para o futuro. Pagani Zonda Roadster Diamante Verde do piloto de F1 Fernando Alonso. Divulgação / Mechatronik Diamante Verde Outro carro raro ligado a Fernando Alonso é o Pagani Zonda Roadster Diamante Verde, um exemplar único que o piloto comprou também por meio da empresa alemã Mechatronik. Fabricado em 2017, o superesportivo tem motor V12 de 760 cavalos, carroceria com fibra de carbono aparente e pintura especial. O nome Diamante Verde faz referência à combinação exclusiva de cores e acabamentos do carro. A configuração foi criada na própria fábrica da Pagani, seguindo as especificações da linha 760. Não se trata de uma conversão feita posteriormente por uma empresa especializada, mas de uma unidade produzida originalmente com essas características. O exemplar é um dos mais exclusivos da família Zonda e tinha apenas 800 quilômetros rodados quando foi entregue a Alonso. Desde que saiu da fábrica, segundo a Mechatronik, teve somente um proprietário anterior, de acordo com o histórico. Pagani Zonda Roadster Diamante Verde do piloto de F1 Fernando Alonso. Divulgação / Mechatronik Carroceria tem peças exclusivas Uma das principais diferenças do Diamante Verde está no conjunto externo. A carroceria combina fibra de carbono aparente com uma pintura especial, aplicada por um processo que não foi utilizado da mesma maneira em nenhum outro Pagani. O capô dianteiro também chama a atenção. A peça foi originalmente desenvolvida para o Zonda 760LM, enquanto os para-lamas dianteiros são mais largos que os de outras configurações do superesportivo. A construção utiliza um chassi que combina carbono e titânio, material que faz parte da estrutura do carro. O acabamento interno segue uma proposta mais discreta, com Alcantara preta. Por ser um roadster, o modelo permite dirigir sem teto. Nessa configuração, os ocupantes ficam mais próximos do som produzido pelo motor e pela admissão de ar, que alimenta o V12 por meio de dutos conectados a uma entrada no estilo da configuração Cinque. Motor V12 O Pagani Zonda Roadster Diamante Verde é equipado com um motor Mercedes-AMG V12 de 7.3 litros. O conjunto entrega 760 cv de potência. O sistema de escapamento também tem componentes específicos. Os coletores, com formato trabalhado e revestimento cerâmico, direcionam os gases para quatro silenciadores azulados de liga de inconel. Na traseira, as quatro saídas ficam agrupadas dentro de um elemento circular, característica visual dos modelos da Pagani. Pagani Zonda Roadster Diamante Verde de Fernando Alonso com capacete do piloto e cadeirinha personalizada. Divulgação / Mechatronik

Aumento ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, provocada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Marcello Casal Jr./Agência Brasil O preço do diesel comum subiu 6,67% na primeira quinzena de outubro em relação à segunda metade de setembro e chegou à média de R$ 7,20 por litro no Brasil. A alta ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora os valores cobrados nos postos de combustíveis em todo o país. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (20). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com a alta registrada na primeira quinzena de outubro, o preço do diesel comum acumula aumento de 15,2% desde janeiro, quando o litro custava R$ 6,25. Até setembro, a alta acumulada era de 9,44%, com o combustível vendido a R$ 6,84. Já na comparação entre o fim de setembro e a primeira quinzena de outubro, o avanço foi de 5,26%. Apesar da alta recente, o valor ainda está abaixo do pico registrado em abril, quando a média mensal chegou a R$ 7,46. O diesel S-10, usado principalmente em veículos mais novos, também ficou mais caro. O preço médio subiu 5,07%, para R$ 7,46 por litro. Entre os demais combustíveis, o etanol registrou alta de 2,38% e teve preço médio de R$ 4,31 por litro. Já a gasolina ficou praticamente estável, com leve aumento de 0,15%, e foi vendida a R$ 6,73 por litro. 🔎 A alta do diesel preocupa porque o combustível é amplamente usado no transporte de mercadorias, na agricultura e na indústria. Quando fica mais caro, pode elevar os custos de produção e distribuição, com reflexos nos preços pagos pelos consumidores. Agora no g1 Por que o diesel está mais caro? Um dos principais fatores da alta é a dependência do Brasil em relação ao diesel importado. Embora produza petróleo, o país não consegue fabricar, em suas refinarias, todo o diesel necessário para atender ao consumo interno. Por isso, parte do combustível precisa ser importada. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as importações representaram 23,14% das vendas de diesel A no Brasil em agosto. Isso significa que as oscilações dos preços internacionais e dos custos de transporte podem afetar diretamente os preços cobrados nos postos brasileiros. A situação se agravou com os conflitos no Oriente Médio, que ameaçam o abastecimento mundial de petróleo. Nesta terça-feira (20), o barril do tipo Brent, referência internacional, voltou a superar US$ 111 e atingiu o maior nível em cinco meses. Para tentar conter a alta dos preços, o governo federal ampliou, na semana passada, o subsídio ao diesel importado de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro. A medida tem validade inicial de 30 dias. O subsídio foi criado em maio deste ano para reduzir parte dos custos do combustível e evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Segundo o Ministério da Fazenda, a manutenção da subvenção em outubro se deve à "persistente volatilidade dos preços internacionais do petróleo". Onde o diesel ficou mais caro? A região Sul registrou os maiores aumentos do diesel na primeira quinzena de outubro. O diesel comum subiu 11,70%, para R$ 6,97 por litro. Já o S-10 teve alta de 7,50%, com preço médio de R$ 7,17. Apesar dos reajustes, Sul e Sudeste continuaram com os menores preços médios regionais do diesel comum, de R$ 6,97 por litro. No Centro-Oeste, o diesel comum avançou 6,97%, para R$ 7,21 por litro. O S-10 subiu 7,02%, para R$ 7,62, a maior média regional dessa modalidade. Já o Norte registrou os combustíveis mais caros do país, considerando as médias regionais: Diesel comum: R$ 7,75 por litro; Diesel S-10: R$ 7,80 por litro; Etanol: R$ 5,19 por litro; Gasolina: R$ 7,25 por litro. Entre os estados, Roraima registrou o diesel comum mais caro, a R$ 8,19 por litro, enquanto Minas Gerais teve o menor preço médio, de R$ 6,91. O Paraná registrou a maior alta do diesel comum, de 12,66%, para R$ 6,94 por litro. Já o Acre teve a maior queda, de 1,60%, embora o combustível ainda custasse, em média, R$ 8 por litro. No caso do diesel S-10, o maior preço foi registrado no Acre, a R$ 8,30 por litro, e o menor no Rio Grande do Sul, a R$ 6,95. Entre os demais combustíveis, o etanol teve o maior preço médio em Sergipe (R$ 5,54) e o menor em São Paulo (R$ 4,03). Já a gasolina variou de R$ 7,64, em Roraima, a R$ 6,28, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso liderou as altas do etanol (3,96%), enquanto Pernambuco registrou o maior aumento da gasolina (2,46%). O Rio Grande do Norte teve as maiores quedas entre os dois combustíveis, de 5,07% e 3,02%, respectivamente.








