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Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática, que não tem falta eliminatória

Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos. De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova. As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma: Infrações leves: 1 ponto; Infrações médias: 2 pontos; Infrações graves: 4 pontos; Infrações gravíssimas: 6 pontos. O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática. Veja abaixo a lista completa de infrações. Clique ou toque em cada uma das quatro categorias para ver todos os erros que compõem cada tipo de infração: Veja os principais pontos que mudam com o novo manual: O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento; A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada; O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O primeiro reteste passa a ser gratuito; O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático; Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação; Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real; Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas. O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento O candidato deixa de ter o estacionamento como uma etapa isolada da avaliação de suas habilidades de direção. Com o novo manual, a parada do carro em uma vaga delimitada deve acontecer durante o trajeto. "O estacionamento envolve a aplicação coordenada de habilidades cognitivas, perceptivas e operacionais. Trata-se de uma manobra com características próprias, realizada em baixa velocidade, mas que exige do condutor a leitura adequada do ambiente, a antecipação de riscos e a tomada de decisões compatíveis com as condições do local", diz o manual. O manual explica ainda que o candidato também será avaliado pela análise que fizer antes de escolher a vaga, levando em conta o ambiente da rua ou do local onde estiver. Será esperado que ele considere as seguintes variáveis ao decidir se deve estacionar ou não: O volume de circulação de outros veículos; A presença de pedestres e de outros usuários vulneráveis; As condições de visibilidade do local; A sinalização existente no local; As restrições do local, como placas que proíbem o estacionamento. Voltar ao início. A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada A baliza deixa de ser obrigatória, mas não deixa de existir. Como explicado no ponto anterior, o estacionamento passa a integrar a avaliação do candidato e, nesse contexto, a baliza pode ser necessária para entrar em uma vaga mais apertada. Como o estacionamento faz parte do trajeto, o candidato também é avaliado pela forma como deixa o veículo. Voltar ao início. O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar; O manual deixa claro que não há tempo máximo para que o candidato conclua o estacionamento do veículo. No entanto, o documento prevê uma avaliação baseada em um “tempo razoável”. "Quando se tornar evidente que o candidato não consegue concluir o trajeto ou finalizar o estacionamento em tempo razoável, de modo a comprometer a continuidade regular do exame, o preposto [agente] deverá registrar a ocorrência e comunicá-la à Comissão de Exame de Direção Veicular, para fins de deliberação quanto à interrupção definitiva do exame", diz o manual. As vagas reservadas para o estacionamento e a baliza dos carros precisam ter as dimensões do veículo acrescidas de 50% desse espaço. Assim, um carro com 4,5 metros de comprimento e 2 metros de largura será avaliado em uma vaga com 6,75 metros de comprimento e 3 metros de largura. Voltar ao início. O primeiro reteste passa a ser gratuito Em caso de reprovação, o candidato poderá realizar um novo teste sem pagar por outro exame prático. A depender da agenda do dia, esse novo exame de direção pode acontecer no mesmo dia, inclusive logo após a notificação da reprovação. Se a agenda do dia não permitir o reteste, o candidato poderá agendar uma nova tentativa em outra data. Voltar ao início. O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático O exame agora pode ser realizado em veículos com qualquer tipo de transmissão, seja manual ou automática. Quando o veículo for fornecido pelo órgão executivo de trânsito, cabe a ele garantir que o carro esteja estacionado no local da prova e em conformidade com as regras de trânsito, como estar devidamente emplacado, com os itens obrigatórios de segurança e, segundo o manual, “em condições de uso”. No caso de veículo do candidato, a responsabilidade é exclusiva dele. O candidato só pode estar no carro nas seguintes situações: Quando um instrutor devidamente autorizado estiver presente no veículo; Quando outra pessoa já habilitada dirigir o veículo e o posicionar no local da prova. Voltar ao início. Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP O manual estabelece que quatro servidores são responsáveis pela avaliação do candidato no momento do exame: Preposto: agente que acompanha o candidato na prova prática e é responsável por transmitir instruções durante o trajeto, indicar deslocamentos e assegurar a segurança do candidato. Comissão de Exame de Direção Veicular: formada por três agentes que, como uma banca avaliadora, participam do exame apenas para a avaliação técnica e a definição do resultado final. Todos os membros são servidores públicos, e ao menos um deles deve possuir habilitação na categoria da prova. Voltar ao início. Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real Segundo o manual, o percurso deve seguir critérios técnicos rigorosos para evitar “pegadinhas” para "induzir o erro do candidato ou para impor dificuldades artificiais dissociadas da finalidade do exame". "Não é admissível a adoção de trajetos ou situações intencionalmente estruturadas como armadilhas, com o objetivo de elevar indevidamente o grau de reprovação ou de submeter o candidato a desafios desproporcionais e incompatíveis com a avaliação da condução segura em vias públicas", diz o manual. Assim, o trajeto deve seguir uma progressão de dificuldades naturais de um ambiente real, permitindo que o candidato evolua de forma mais gradual. "Essa progressividade é especialmente relevante em razão do contexto avaliativo do exame, no qual o candidato se encontra submetido a maior carga de estresse e ansiedade," aponta o manual. Voltar ao início. Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas O manual aponta algumas situações que não são aceitas durante o teste de direção. São elas: Vias expressas ou de trânsito rápido; Estradas; Trechos com obras em andamento; Desvios provisórios; Sinalização temporária instável ou intervenções viárias que alterem de forma significativa a previsibilidade da circulação; Áreas com elevada concentração de carga e descarga; Zonas logísticas; Centros de abastecimento; Trechos com alto índice de veículos pesados; Túneis; Pontes; Viadutos; Passagens em desnível; Travessias ferroviárias; Ruas sem saída. O objetivo dessas restrições é evitar surpresas para o candidato, especialmente em situações para as quais ele não foi devidamente treinado. Segundo o manual, esses cenários dificultam excessivamente o trajeto e exploram situações excepcionais. Voltar ao início.
Um em cada seis veículos zero km emplacados em 2026 é eletrificado, e 35% são feitos no Brasil

Haval H6 HEV, que tem produção nacional em Iracemápolis (SP) divulgação/GWM Os veículos eletrificados responderam por 16,8% de todas as vendas de carros zero km no Brasil. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que indica os híbridos como a maior fatia desse total. Esse resultado significa que, a cada seis carros vendidos no país, um é eletrificado — participação que, segundo a entidade, é a maior já registrada no Brasil. Do total, 35% são híbridos produzidos em território nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Esse resultado reforça a importância da produção local no processo de transição tecnológica e indica uma trajetória de crescimento ao longo de 2026. O produzido aqui no Brasil cresce mais do que aquele importado”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Carro sustentável aumenta as vendas em 22,8% Além do avanço dos modelos eletrificados, os veículos habilitados para o programa Carro Sustentável tiveram crescimento expressivo nas vendas entre julho de 2025 e janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período entre 2024 e 2025. Desde o início do programa, foram comercializadas 282 mil unidades desses veículos. No período anterior, entre 11 de julho de 2024 e 31 de janeiro de 2025, o número de emplacamentos foi de 230 mil. Ao separar o crescimento por tipo de venda, as realizadas por concessionárias foram as que mais avançaram. Segundo a Anfavea, esse canal registrou alta de 63,1%, enquanto as vendas diretas — feitas sem a intermediação de concessionárias — cresceram 13,1%. No ano passado, o volume desses veículos chegou a 201,4 mil emplacamentos. O resultado já indicava alta de 14,5% em relação ao período anterior ao programa. O que é o programa Carro Sustentável? Volkswagen Polo, Fiat Mobi e Renault Kwid estão com desconto de IPI Verde g1 O programa Carro Sustentável zera a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos compactos com alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil. Para ter direito ao IPI zero, o carro deve: Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro Conter mais de 80% de materiais recicláveis Ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) Se enquadrar em uma das categorias de carro compacto. A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos. O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade. Segundo o governo, o decreto não terá impacto fiscal. O decreto prevê ainda que veículos com melhores indicadores receberão descontos nos impostos, enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo. O governo estima uma redução das alíquotas para 60% dos veículos comercializados no Brasil, considerando o número de carros vendidos em 2024. A lista de veículos habilitados para o programa Carro Sustentável inclui os modelos abaixo: Renault Kwid; Fiat Mobi; Fiat Argo; Hyundai HB20; Hyundai HB20S; Volkswagen Polo; Volkswagen Saveiro; Volkswagen T-Cross; Volkswagen Nivus; Chevrolet Onix; Chevrolet Onix Plus.
Chevrolet Captiva volta diferente, 100% elétrica e mais barata que rival da BYD; veja se vale a pena

Chevrolet Captiva vira elétrica e chinesa, mais barata que o BYD concorrente A Chevrolet Captiva foi um enorme sucesso nos anos 2010, quando os SUVs ainda começavam a se tornar mania no Brasil. Quando a montadora anunciou que o modelo voltaria, muita gente imaginou um carro diferente do que acabou surgindo. A Captiva que o público conhecia não existe mais. Oito anos depois de sair de linha, o modelo retorna com uma proposta totalmente diferente: um SUV é 100% elétrico e voltado a quem busca mais tecnologia, mais espaço interno e um custo menor para rodar no dia a dia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mais que isso, o lançamento é a segunda resposta da GM ao avanço dos carros elétricos chineses no mercado brasileiro. Assim como o Spark EUV, a nova Captiva chega para colocar uma pulga atrás da orelha de um possível comprador do BYD Yuan Plus. Um dos modelos mais vendidos da marca chinesa, o Yuan Plus oferece potência parecida e uma autonomia quase igual. O preço, porém, é mais alto: R$ 235.990, cerca de R$ 35 mil acima dos R$ 199.990 da Captiva. O g1 foi a Campos do Jordão (SP) a bordo do lançamento da GM e pode dizer que quem vai de coração aberto encontra poucos pontos negativos na Captiva. Ainda assim, para fazer frente ao terceiro elétrico mais vendido do país, com 6 mil unidades em 2025, o modelo terá um desafio pela frente. Veja o teste abaixo. Chevrolet Captiva EV divulgação/Chevrolet Design típico chinês O visual da nova Captiva bebe claramente da fonte dos modelos chineses, a ponto de seguir uma cartilha de design já conhecida: Iluminação diurna (DRL) bem destacada; Faróis posicionados mais abaixo; Lanternas e faróis estreitos; Capô que desce até encontrar a entrada de ar, fechada por se tratar de um modelo elétrico. Mesmo com o foco no design e nos concorrentes chineses, a Captiva traz um tempero que não destoa tanto dos outros modelos da Chevrolet. Isso fica evidente na dianteira, que, mesmo sem uma entrada de ar funcional, posiciona o logo da marca em uma peça plástica que remete à grade de um carro a combustão. A entrada de ar abaixo do logo — essa, sim, funcional — traz detalhes que reforçam a sensação de um conjunto maior, mais próximo do visual de carros ocidentais. Além disso, o desenho da iluminação em LED, que parece passar por trás de um elemento metálico antes de se integrar aos faróis, acrescenta personalidade a um carro que, na prática, nasceu na China como Wuling Starlight S e chegou ao Brasil como Captiva. Em nenhum momento ele remete diretamente a marcas como BYD, GWM, Geely, GAC ou JAC. Chevrolet Captiva EV por fora Chevrolet Captiva EV por fora Por dentro, porém, tudo muda. É no interior que aparecem as transformações mais profundas, inclusive na definição de público que a Chevrolet busca para o modelo. O ambiente é claramente mais tecnológico e essa inspiração vem direto da China. As semelhanças com rivais chineses, como o BYD Yuan Plus, aparecem no forte minimalismo, que reduz ao máximo os botões físicos — raros até no volante — e concentra quase todos os comandos do ar-condicionado na central multimídia. E é impossível não reparar nela. São 15,6 polegadas, maiores do que as telas de muitos concorrentes chineses que apostam em displays giratórios. Para se ter uma ideia, esse tamanho supera o de muitos notebooks e se aproxima até dos modelos mais exagerados do universo gamer, que normalmente chegam a 17 polegadas. Uma tela grande pode acabar evidenciando limitações nas câmeras de 360 graus, mas, neste caso, a junção das imagens para criar o efeito de “planeta” está alinhada ao que se espera de um carro com foco em tecnologia. Chevrolet Captiva EV divulgação/Chevrolet Nos testes, mesmo à noite, a sensação era de que um drone sobrevoava o veículo, com qualidade de imagem semelhante à de câmeras de smartphones dos mais caros. Além da qualidade de imagem, outro ponto sensível para esse público é o tempo de resposta ao toque na tela. Nos testes, não houve qualquer sinal de lentidão, embora já tenhamos visto experiências mais refinadas, como nos novos GWM Haval H6. Se, por um lado, esse conjunto pode passar a impressão de pouca criatividade no desenho do interior, por outro o conforto é inegável. Há pouquíssimas áreas em plástico rígido, além de superfícies de toque macio em diferentes tonalidades e texturas, e partes do painel que imitam metal e madeira. Nem mesmo o Equinox a combustão, que custa R$ 91,2 mil a mais, oferece tanto toque macio e sensação de conforto no acabamento. Já a versão elétrica do Equinox, R$ 150 mil mais cara que a Captiva e baseada em um projeto 100% norte-americano, também não alcança o mesmo nível de cuidado em acabamento e tecnologia. Chevrolet Captiva EV Assim, se por um lado a Captiva nasce de um projeto chinês, por outro ela tem tempero suficiente para mostrar que o lado ocidental vai além do nome e do logo em formato de gravata. O resultado combinou o que há de melhor nos carros chineses com o que o consumidor brasileiro espera de um modelo que não está entre os mais baratos do mercado. Além disso, a Chevrolet afirmou ao g1 que fez ajustes no carro, algo que também percebemos ao rodar com o modelo. O principal deles está na suspensão, que remete ao acerto mais firme presente em outros SUVs da marca, como Tracker e Equinox. Também chama atenção a direção bastante leve. Manobras, tanto em baixa quanto em alta velocidade, foram feitas com muito conforto. O sistema elétrico de assistência está entre os melhores que já testamos, sem tirar a sensação de controle — algo comum quando o volante fica leve demais. A Captiva ficou maior, mesmo sem parecer Chevrolet Captiva EV (esq) e Jeep Commander (dir) arte/g1 Além do visual, do conforto e da tecnologia de inspiração chinesa, o SUV também cresceu. Em comparação com a última versão vendida no Brasil, a nova Captiva é 26,9 centímetros mais longa e ganhou 10 centímetros no entre-eixos. Com isso, o porta-malas passou de 383 para 403 litros, e o espaço interno segue amplo o suficiente para que cinco pessoas viajem com conforto, sem a preocupação de encostar os joelhos no banco da frente. Esse comprimento supera o de um Volkswagen Tiguan, se aproxima dos 4,77 metros do Jeep Commander e dos 4,79 metros do Toyota SW4. Vale lembrar que esses dois modelos acomodam sete pessoas, enquanto a Captiva opta por seguir com cinco ocupantes, privilegiando mais espaço para cada um. O bom aproveitamento interno, favorecido pelo menor espaço ocupado pelo conjunto elétrico, faz com que a Captiva EV seja apenas três centímetros mais curta que o Jeep Commander, sem transmitir a sensação de “ônibus” que o rival americano costuma passar. Ao somar o ganho de espaço ao conforto e à tecnologia trazidos pela nova Captiva, fica clara a intenção da Chevrolet de atrair um cliente que valoriza tecnologia, mas que provavelmente já tem um ou dois filhos e precisa de espaço para viagens mais longas. Chevrolet Captiva EV Divulgação/Chevrolet A velocidade máxima de 150 km/h e os 9,9 segundos no 0 a 100 km/h reforçam esse posicionamento: não se trata de um público que busca desempenho esportivo, mas conforto em um nível que a antiga Captiva nunca chegou a oferecer — e que só foi possível alcançar com a base chinesa, sem que o preço saltasse para patamares de BMW ou Mercedes-Benz. É também um consumidor que, em muitos casos, já teve um carro elétrico e entende os cálculos necessários ao viajar para outra cidade. Nesse ponto, a Captiva não decepciona: alcança 304 km com uma única carga. O g1 perguntou ao vice-presidente da General Motors Brasil, Fabio Rua, se não seria possível oferecer a Captiva com maior autonomia, especialmente considerando que o espaço interno é um atrativo para viagens mais longas. Segundo Rua, existem tecnologias capazes de oferecer maior autonomia, sendo uma delas dentro da própria Chevrolet, com a arquitetura Ultium, mas o objetivo da Captiva foi entregar uma opção de custo mais acessível e o conjunto utilizado aponta para esta economia. Pa é a única cidade que não é capital e concentra somente 1% de todos os eletropostos do país - São a. Todas depois dela têm ainda menos. Para quem é a Chevrolet Captiva? A Chevrolet Captiva EV não se dirige ao mesmo público do modelo vendido no passado. Isso acontece, primeiro, pela troca do motor a combustão por um conjunto elétrico e, segundo, por estrear em um mercado que hoje oferece SUVs de todos os preços e tamanhos, com opções a partir de menos de R$ 100 mil. Da Captiva antiga, permanece apenas a percepção de que se trata de um utilitário voltado a quem quer ou precisa de espaço. A geração anterior já era maior que um Ford EcoSport, por exemplo, mas agora oferece dimensões próximas às de um SUV de sete lugares. Para quem já não é solteiro, tem filhos e costuma viajar, trata-se de um carro com poucos concorrentes diretos. E, se além disso o consumidor valoriza tecnologia e um visual mais moderno, a Captiva consegue se equiparar aos modelos chineses, com o diferencial de levar o peso de uma marca com 100 anos de atuação no Brasil. Ela deixa de ser uma boa opção apenas para quem não consegue recarregar o carro em casa e vive fora dos grandes centros urbanos. Isso porque, apesar do Brasil contar com 16.880 pontos de recarga, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a maioria deles está concentrada nas capitais: São Paulo: 2.116 eletropostos; Rio de Janeiro: 963 eletropostos; Brasília: 631 eletropostos; Curitiba: 445 eletropostos; Goiânia: 330 eletropostos; Fortaleza: 294 eletropostos; Porto Alegre: 288 eletropostos; Salvador: 257 eletropostos; Belo Horizonte: 234 eletropostos; Recife: 203 eletropostos; Campinas: 194 eletropostos. Da lista acima, Campinas (SP) é a única cidade que não é capital e concentra somente 1% de todos os eletropostos do país - São Paulo, por exemplo, tem 12,5%. Diante desse cenário e se você não está longe de um eletroposto ou carregador, é difícil não recomendar a Captiva, mas vale ficar atento ao preço. Atualmente, ela custa menos que o BYD Yuan Plus, seu principal concorrente, mas essa relação pode mudar. O Chevrolet Spark, que estreou em situação semelhante ao ser comparado ao BYD Dolphin, já passou por reajustes e hoje custa R$ 19.990 a mais que o rival.