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Efeito China: preços dos 25 carros usados mais buscados no Brasil em 2026 caem até 15%

Carros seminovos caíram de preço mais do que o registrado na tabela Fipe Divulgação Como mostrou o g1 neste mês, o mercado de seminovos no Brasil tem sofrido com a enxurrada de carros chineses e as promoções dos carros zero km. Agora, os dados mostram que os preços efetivamente praticados no mercado de usados caem de forma mais acentuada do que indica a tabela Fipe, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Um levantamento da Auto Avaliar, feito com exclusividade para o g1, mostra que todos os 25 carros usados mais buscados do Brasil caíram de preço nos últimos 12 meses, em uma média de 10,2%. A Fipe mostra uma média de apenas 4%. Desvalorização no preço de venda ao consumidor em agosto 2026: Jeep Compass: -15,7% Jeep Renegade: -13,8% Chevrolet Tracker: -13,5% Ford Ranger: -11,8% Toyota Corolla Cross: -11,8% VW Nivus: -11,2% Fiat Pulse: -10,5% Toyota Hilux: -10,3% Chevrolet Onix: -10,1% Honda Civic: -10,1% Hyundai Creta: -10% Honda HR-V: -9,9% Nissan Kicks: -9,7% Fiat Strada: -9,6% VW T-Cross: -9,5% Toyota Corolla: -9,3% VW Polo: -9,3% Fiat Toro: -9,3% Honda City: -9,2% VW Virtus: -8,6% Hyundai HB20S: -8,5% Toyota Yaris: -7,9% Fiat Argo: -7,2% Hyundai HB20: -7% Renault Kwid: -6,8% 🔎 A Auto Avaliar é uma plataforma em que mais de 27 mil lojistas compram e vendem automóveis. Existem mais de 6 mil concessionárias cadastradas, o que corresponde a 85% do segmento. O levantamento de preços feito para o g1 cobre sete anos-modelo, de 2019 a 2025. A distribuição: 26% são carros de 0 a 2 anos, 29% de 3 a 4 anos e 45% de 5 a 7 anos. São 30 mil combinações de modelo/versão/ano/estado só nos 25 carros. 'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos Distorção da tabela O estudo da Auto Avaliar mostra que existe um atraso entre o que o mercado está praticando nas vendas e o que a tabela Fipe informa. Todos os 25 modelos têm esta distorção entre tabela e preço praticado na transação. Segundo J.R. Caporal, presidente da Auto Avaliar, esse fenômeno acontece porque a Fipe compila dados de anúncios e com certa defasagem de tempo. “O nosso banco de dados mostra o quanto o lojista pagou pelo carro e por quanto ele fechou a venda”, explica o executivo. Dessa maneira, explica Caporal, é possível ver de maneira imediata como o mercado se comporta na reacomodação dos preços. A tabela Fipe faz um levantamento somente de preços anunciados. No gráfico abaixo é possível perceber como a tabela Fipe registra queda nos preços, mas o valor de queda percentual mapeado pela Auto Avaliar é maior. Desvalorização de carros mais buscados Arte/g1 Segundo José Éverton Fernandes, presidente da Federação Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), é preciso entender que a tabela Fipe demora a mostrar ajustes. “Na Fipe, a gente olha para um retrovisor. São dados de quatro semanas atrás e que provocam essa sensação de preços praticados fora da realidade”, explica. De acordo com Fernandes, os lojistas e o mercado estavam acostumados com uma demanda grande de clientes e pouca oferta de carros. Hoje, segundo o presidente da Fenauto, há uma reacomodação do mercado. Esse choque de realidade aparece quando se compara o preço anunciado pelo lojista e quanto realmente o cliente pagou para levar o carro para casa. Veja abaixo alguns exemplos. Diferença entre preço de anúncio e valor pago na venda. g1 Outro fenômeno que os dados mostram é como os 25 carros “queridinhos” do mercado de usados já não conseguem ser vendidos acima da tabela Fipe. Esse valor que ultrapassa o praticado no mercado é chamado de ágio. O ágio era até então um dos principais argumentos de compra desses modelos no mercado de zero km e também da valorização deles no mercado de usados. Com o recuo das tabelas praticadas nos automóveis novos, os preços dos seminovos passaram por um processo de ajuste proporcional. O presidente da Fenauto afirma que essa movimentação não representa um cenário de crise no setor automotivo, mas sim uma busca natural por equilíbrio entre a quantidade de veículos ofertados e a capacidade de compra do mercado. Fim do ágio na compra de seminovos g1 Analisando os números, é possível perceber que, em agosto de 2025, 1 em cada 3 seminovos “queridinhos” era vendido acima da Fipe. Já em agosto de 2026, o valor caiu para irrisórios 0,8%. A situação é ainda mais clara nos seminovos com menos de 2 anos. Nesse caso, mais de 67% dos carros em agosto de 2025 eram vendidos com ágio. Isso caiu em 2026 para só 2%. Esse é um movimento claro do comportamento dos clientes, que estão abrindo mão de carros seminovos com baixa quilometragem e procurando as promoções dos chineses e dos zero km. Com o preço certo O levantamento exclusivo do g1 mostra que os 25 queridinhos passam pouco tempo no estoque da loja. Essa métrica é importante, pois mostra o quanto um veículo é desejado e, por isso, sai logo do pátio da loja para a garagem do cliente. A média do mercado é de 18 dias e todos os 25 veículos estão abaixo da média. Veja o ranking de quantidade de dias que o carro passa no estoque (modelos de 2020 a 2026). VW Polo: 3 dias VW Virtus: 5 dias VW T-Cross: 5 dias Hyundai HB20: 6 dias Fiat Argo: 6 dias Chevrolet Tracker: 6 dias Chevrolet Onix: 6 dias Hyundai HB20S: 7 dias Fiat Strada: 7 dias Hyundai Creta: 8 dias Nissan Kicks: 9 dias Jeep Renegade: 9 dias VW Nivus: 10 dias Renault Kwid: 10 dias Jeep Compass: 11 dias Honda HR-V: 11 dias Honda Civic: 11 dias Fiat Pulse: 12 dias Toyota Hilux: 13 dias Fiat Toro: 13 dias Toyota Yaris: 15 dias Toyota Corolla: 15 dias Ford Ranger: 15 dias Honda City: 16 dias Toyota Corolla Cross: 18 dias * O cálculo usa uma mediana de dados da Auto Avaliar em setembro de 2026. Toyota Corolla Cross demora hoje, em média, 18 dias para sair do pátio da loja de seminovos. Rafael Leal/g1 Caporal ressalta que os veículos estocados há mais tempo foram comprados em um contexto de preços mais elevados. Diante disso, para girar o estoque e concretizar as vendas, os lojistas precisam realizar ajustes para baixo e absorver margens menores. “O lojista precisa entender que é o momento de vender ganhando menos e voltar ao mercado para comprar estoque no preço certo e buscar de novo a margem”, explica Caporal. Efeito China Queda é influenciada pela chegada de marcas chinesas e pelos descontos dados pelas fabricantes tradicionais. Crédito mais restrito também dificulta as negociações. Para a consultora Tereza Fernandez, a queda dos preços dos seminovos está se consolidando em 2026. A chegada de marcas chinesas e a redução de preços promovida pelas fabricantes tradicionais aumentaram a pressão sobre os veículos usados. Segundo Tereza, lojas que mantêm estoques elevados podem ter prejuízos com a desvalorização. O impacto, porém, depende da capacidade de cada vendedor de reduzir rapidamente os preços e limitar as perdas. A consultora não vê uma crise no segmento de lojas de carros usados. Para ela, o efeito da queda dependerá da velocidade da desvalorização, do tamanho da redução dos preços e da quantidade de veículos mantidos em estoque. “Lojas que têm estoques muito grandes podem enfrentar problemas mais sérios com a desvalorização.” A queda dos preços também afeta o consumidor que pretende trocar de carro. Quem vende um seminovo encontra valores menores na hora da venda, mas também pode comprar outro veículo usado por um preço mais baixo. Por isso, Tereza avalia que não deve haver uma mudança significativa nesse tipo de negociação. O principal impacto estaria na compra de um carro zero km, que passa a depender dos descontos oferecidos pelas montadoras. A consultora ressalta que não é possível generalizar o comportamento do mercado. Outro fator que dificulta as negociações é a inadimplência, que levou os bancos a adotar critérios mais rígidos e dificultou o acesso ao crédito. Para Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, a maior confiança do consumidor também ajuda a explicar a queda dos preços dos seminovos. Com mais confiança, parte dos clientes que antes comprava veículos usados passa a considerar a aquisição de um carro novo. Nesse cenário, os modelos chineses ganham espaço, segundo o consultor. “A maioria desses carros chineses já entrega eletrificação, tecnologia e um tempo de garantia que dá segurança ao cliente”, diz o consultor. Para Pagliarini, a mudança já afeta o cenário para os lojistas. Os problemas podem ser maiores para quem mantém grandes quantidades de seminovos, veículos que antes eram comprados em volume justamente por apresentarem boa liquidez. O mercado também mudou em relação aos veículos eletrificados, de acordo com o consultor. Ele afirma que ficou para trás o período em que esses modelos tinham menor poder de revenda e permaneciam por mais tempo nos estoques. Pagliarini estima que o mercado de veículos em 2026 possa chegar perto de 3 milhões de unidades. Na avaliação dele, o resultado poderia ser maior se houvesse condições melhores de financiamento. O principal obstáculo, porém, está na aprovação do crédito. Segundo o consultor, embora exista demanda, a dificuldade de conseguir financiamento limita os negócios neste momento. Nenhum dos especialistas entrevistados pelo g1 conseguiu prever até quando essa reacomodação dos preços deve acontecer.
Diesel sobe e atinge maior preço no Brasil desde maio, diz ANP

Começa a valer fim de subsídio ao diesel O preço médio do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 2,3% nesta semana em relação à anterior, para R$ 7,13 por litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (18). Esse é o maior valor desde o fim de maio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A alta ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo e de seus derivados neste mês. O mercado enfrenta novos riscos para a oferta mundial por causa dos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia. 🔎 O diesel chegou a voltar a ser mais barato que a gasolina entre 2 de agosto e 12 de setembro. Preços dos combustíveis nos postos em 2026 arte/g1 Petrobras aumenta Diesel em R$ 1 A Petrobras informou que aumentou em R$ 1 por litro o preço de venda do diesel A para as distribuidoras. Na prática, porém, o aumento não deve alterar o preço cobrado pela estatal, devido a um novo subsídio do governo federal no mesmo valor. Entenda mais: Petrobras aumenta diesel em R$ 1, mas reajuste será neutralizado por subsídio do governo O benefício terá validade de 30 dias. Segundo a Petrobras, com a medida, o preço de venda do combustível pela empresa às distribuidoras permanecerá inalterado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na semana passada uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12 por litro que já está em vigor e vale até 26 de setembro. Assim, durante o período em que as duas medidas estiverem em vigor, o valor total da subvenção ao diesel chegará a R$ 2,12 por litro. Governo destina R$ 6,6 bi à produção e importação de combustíveis O governo federal publicou MP no Diário Oficial da União que autoriza gastos de R$ 6,6 bilhões para manter subsídios à produção e importação de combustíveis por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que tem pressionado os preços. A maior parte dos recursos (R$ 5,6 bilhões) irá para a subvenção à produção e importação de óleo diesel. Outro R$ 1 bilhão cita subsídios a combustíveis derivados de petróleo, incluindo a gasolina. Entenda mais: Governo destina R$ 6,6 bilhões em subsídios à produção e importação de combustíveis; guerra no Oriente Médio elevou preços Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, ou seja, estão fora dos limites de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. *Com informações da Reuters ANP afirma que abastecimento de diesel no Brasil está garantido até fim de abril Jornal Nacional/ Reprodução
CNH vencida voltou a valer: entenda por que governo prorrogou prazo até dezembro

Aplicativo da CNH do Brasil Divulgação / Serpro O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou a data de vencimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Documentos com validade entre 5 de junho e 8 de dezembro passaram a ter uma nova data única de vencimento: 9 de dezembro. Com a medida, o prazo foi ampliado em até 187 dias para as carteiras com vencimento a partir de 5 de junho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Procurado pelo g1, o Ministério dos Transportes afirmou que as mudanças aplicadas à emissão e à renovação da CNH justificam a prorrogação da validade dos documentos. “O texto aprovado pelo Congresso Nacional trouxe alterações que exigem adequações operacionais e sistêmicas para a plena implementação das novas regras de renovação da CNH”, diz a pasta. Agora no g1 Segundo o ministério, uma dessas adequações é a “integração dos sistemas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) com os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans)”. O objetivo é: Permitir a correta identificação da situação de cada condutor; Viabilizar o processamento das informações dos exames psicológico e de aptidão física e mental; Garantir o registro dos resultados no prontuário do condutor. “A medida é transitória e busca assegurar que o período necessário para a conclusão dessas adaptações não prejudique os condutores nem o exercício dos direitos previstos na nova legislação”, apontou a pasta. Com a mudança, CNHs e ACCs vencidas desde junho voltam a ser consideradas válidas, e os motoristas não poderão ser punidos em fiscalizações por estarem com esses documentos vencidos. Segundo o Contran, a prorrogação já está em vigor, e o condutor não precisa apresentar recurso caso o documento já esteja vencido. A medida, porém, não vale para motoristas com o direito de dirigir suspenso ou cassado. Após a nova data de vencimento, os motoristas terão 30 dias para renovar os documentos. Renovação pode ser grátis e automática Desde o início de 2026, novas regras passaram a valer para a CNH, incluindo uma que permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: permite a renovação gratuita e automática da habilitação. A medida é um benefício para o chamado “bom condutor”. Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios: 🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses; 🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período; 📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para aderir ao RNPC e ter a CNH renovada de graça, o motorista deve: Abrir o aplicativo CNH Brasil; Selecionar a opção “Condutor”; Acessar “Cadastro Positivo”; Tocar em “Autorizar participação”. CNH física não é emitida de graça Segundo as novas regras, apenas a versão digital da CNH é renovada automaticamente. Caso o condutor também queira o documento físico, será necessário solicitá-lo separadamente, após a renovação da versão digital. Para receber a CNH física, o condutor pode fazer a solicitação pelo aplicativo CNH Brasil ou presencialmente em uma unidade do Detran do estado onde reside. As novas regras da CNH não eliminaram o custo de emissão da carteira física, cujo valor varia conforme o Detran de cada estado. A renovação da CNH física envolve os seguintes valores: Em São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 137,79. Em Tocantins, a cobrança é maior, chegando a R$ 221,21; No Acre, a taxa é de R$ 88,81. É importante destacar que nem todos os condutores têm direito à renovação automática da CNH, mesmo aqueles que não cometeram infrações ou receberam multas nos últimos 12 meses. Pelas novas regras, condutores com mais de 50 anos podem renovar automaticamente a CNH apenas uma vez. Além disso, os casos abaixo não têm direito à renovação automática: Condutores com 70 anos ou mais; A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.