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Bandeira da Noruega Maarten Heerlien/@Maarten1979/Reprodução O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026 também desperta interesse por um motivo que vai além do futebol. A Noruega é um dos países mais avançados na adoção de energia limpa, mas continua tendo no petróleo e no gás uma importante fonte de riqueza. À primeira vista, essas duas realidades parecem difíceis de conciliar. Mas elas fazem parte da estratégia adotada pela Noruega para avançar rumo a uma economia de baixo carbono sem abrir mão, ao menos por enquanto, de um dos principais motores de sua economia. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O caso norueguês alimenta um debate que vai além de suas fronteiras: como conciliar metas climáticas, segurança energética e crescimento econômico em um mundo que busca reduzir a dependência dos combustíveis fósseis? Agora no g1 Petróleo na estratégia norueguesa Embora seja reconhecida internacionalmente pelos avanços em energia limpa, a Noruega continua sendo uma potência do setor. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o país está entre os maiores produtores mundiais de petróleo e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de gás natural. ⛽ Dados da Comissão Europeia mostram que a Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás natural da União Europeia, respondendo por cerca de 31% das importações do bloco em 2025. 🌱 Em 2023, Noruega e União Europeia também firmaram uma Aliança Verde para ampliar a cooperação em energia limpa, transição industrial e proteção ambiental. É nesse contexto que o governo norueguês argumenta que a manutenção da produção de petróleo e gás não é incompatível com seus objetivos climáticos. Segundo o Ministério da Energia e a Diretoria Norueguesa de Offshore, o setor continua sendo o principal em valor de exportações e arrecadação pública, mas também pode contribuir para reduzir as emissões em outros países. Em comunicações oficiais, o governo afirma que substituir usinas movidas a carvão por usinas a gás pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade, além de melhorar a qualidade do ar. Também sustenta que o gás complementa fontes renováveis, como a solar e a eólica, cuja geração depende das condições climáticas. "À medida que a Europa incorpora cada vez mais fontes renováveis intermitentes, aumenta a necessidade da flexibilidade que o gás pode oferecer para equilibrar as oscilações no fornecimento de energia e garantir um abastecimento confiável aos consumidores", afirma o governo norueguês. Essa iniciativa, no entanto, também desperta questionamentos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que as receitas provenientes de recursos naturais representam uma "espada de dois gumes": podem impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também criar desafios para a gestão das contas públicas e para o crescimento de longo prazo. No caso da Noruega, o organismo considera que o país conseguiu construir um planejamento robusto para administrar essa riqueza ao longo das últimas décadas. Ainda assim, ressalta que a abundância de recursos naturais pode levar países a concentrar esforços na captura dessas receitas, reduzindo o foco em reformas estruturais e na produtividade, o que pode desacelerar o crescimento de atividades fora do setor de petróleo. Adversário do Brasil: Noruega tem participação na fundação do 1º time de futebol de NY Financiando a transição com a riqueza do petróleo Uma das principais ferramentas criadas pela Noruega para administrar a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás foi o Government Pension Fund Global (GPFG), fundo soberano que transforma essa renda em ativos financeiros para as próximas gerações. Segundo o próprio GPFG, o objetivo é proteger a economia das oscilações do mercado de petróleo e preservar essa riqueza no longo prazo. No fim de 2025, o fundo administrava cerca de 21,3 trilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) — um patrimônio equivalente a cerca de 3,8 milhões de coroas (R$ 2 milhões) por habitante. Além de investir em milhares de empresas ao redor do mundo, a instituição adota diretrizes ambientais e sociais para orientar suas aplicações e amplia gradualmente os investimentos em infraestrutura de energia renovável. A transição também foi facilitada por uma característica da matriz elétrica do país. Segundo a IEA, cerca de 89% da eletricidade produzida na Noruega vem de hidrelétricas, o que favoreceu a eletrificação de residências, da indústria e, mais recentemente, dos transportes. O resultado mais visível dessa estratégia está no mercado de automóveis. Após décadas de incentivos, a Noruega passou a liderar a adoção de veículos elétricos. 🚗 O governo estabeleceu como meta que todas as vendas de carros novos sejam de modelos sem emissões, apoiando essa mudança por meio de benefícios tributários, expansão da infraestrutura de recarga e regras estáveis ao longo do tempo. Com o avanço da frota elétrica, parte desses incentivos vem sendo reduzida gradualmente para preservar a arrecadação pública. Segundo o relatório Global EV Outlook 2025, da IEA, essa transformação já produz efeitos no consumo de combustíveis. Desde 2021, o uso de petróleo no transporte rodoviário caiu cerca de 12%, reflexo da substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis por modelos elétricos. Além da eletrificação dos automóveis, a legislação norueguesa estabelece metas obrigatórias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os municípios também receberam instrumentos para criar zonas de emissão zero, exigir critérios ambientais em obras públicas e ampliar políticas de gestão de resíduos. E a própria indústria petrolífera passou a incorporar iniciativas para reduzir suas emissões: projetos como o Hywind Tampen — considerado o maior parque eólico flutuante do mundo — foram desenvolvidos para fornecer eletricidade renovável às plataformas de petróleo e gás no Mar do Norte, reduzindo as emissões da própria produção.

Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 Divulgação / Lego Max Verstappen, piloto holandês da Red Bull, criticou a decisão da Fórmula 1 de colocar os competidores em carros feitos com peças de Lego durante o desfile antes do Grande Prêmio da Inglaterra, neste domingo. Para o tetracampeão mundial, a iniciativa pode fazer com que os pilotos pareçam "crianças e palhaços". O holandês disse à emissora Viaplay que prefere o formato tradicional, em que os pilotos dão uma volta pelo circuito em um caminhão aberto, acenam para o público e concedem entrevistas à TV. "Prefiro brincar de Lego em casa, com as crianças. Não aqui, para ser sincero", afirmou. "Prefiro ficar em cima de um caminhão, com todo mundo junto. Acho que é mais divertido e também passa uma imagem mais profissional." Na quinta-feira (2), a Fórmula 1 e a Lego anunciaram que os 22 pilotos vão percorrer o circuito de Silverstone antes da corrida em pequenos carros montados com milhares de peças da marca. Agora no g1 Leia mais: Pilotos de F1 vão usar karts de Lego em volta de apresentação; veja como carrinhos foram feitos Uma ação semelhante foi realizada no Grande Prêmio de Miami no ano passado. Na ocasião, os pilotos dividiram carros de dois lugares, houve pequenas colisões entre eles e várias peças ficaram espalhadas pela pista. "No fim das contas, somos pilotos de Fórmula 1. Acho que não devemos parecer crianças e palhaços tentando bater uns nos outros", disse Verstappen. "Não acho que seja disso que a Fórmula 1 precisa, mas fazer o quê." Emily Prazer, diretora comercial da Fórmula 1, afirmou que a ação vai mostrar um lado diferente da categoria e "criar um espetáculo incrível para os fãs". Max Verstappen na quinta feira (2) antes do GP de Silverstone de 2026 REUTERS/Andrew Boyers

Fechamento de fábrica em Guarulhos não significou fim da produção da Michelin no Brasil g1 Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que fabricante de pneus Michelin vai deixar o Brasil após fechar uma unidade em Guarulhos, na Grande São Paulo. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts? Publicações que viralizaram neste mês em redes como Instagram, Facebook e X exibem uma montagem em que aparecem a fachada de uma fábrica e o mascote da Michelin, além de duas caixas de texto dizendo:"Mais uma que vai embora: Michelin fecha fábrica com mais de 70 anos e demite centenas de trabalhadores" ; e "Mais uma empresa que vai embora do Brasil do desgoverno Lula" . Veja um exemplo de legendas que acompanharam as postagens: "A Michelin anunciou o fechamento gradual de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, encerrando as atividades de uma unidade que operava há mais de 70 anos no Brasil. A decisão afeta cerca de 350 trabalhadores, que deverão ser desligados ao longo do processo de desativação da planta". Mas isso não é verdade. Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da empresa enviou uma nota dizendo: "A informação não procede. A Michelin anunciou, em junho do ano passado, a decisão de encerrar as atividades na fábrica de Guarulhos (SP) de forma gradual até o fim de 2025. Mesmo com esse fechamento, a marca mantém seu comprometimento com o Brasil, onde possui o ciclo completo da produção, e segue com as suas operações no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo". A companhia informou que demissões ocorreram até o fim de 2025, e não recentemente: "Na época [final do ano passado], um pacote social foi aprovado com o sindicato e incluia apoio financeiro e serviço de orientação profissional para os afetados". Nas últimas semanas, o Fato ou Fake desmentiu conteúdos semelhantes, envolvendo outras empresas. Veja dois exemplos: É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai É #FAKE que Toyota vai deixar o Brasil e demitiu 1,5 mil funcionários de fábrica no interior de São Paulo ⚠️ Por que É #FAKE? Leia outro trecho do comunicado enviado ao Fato ou Fake pela assessoria da Michelin: "A unidade [de Guarulhos] produzia, principalmente, câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas, pneus industriais e produtos semiacabados. A decisão foi resultado de uma supercapacidade de produção gerada a partir da entrada expressiva de produtos importados da Ásia, que muitas vezes chegam abaixo do custo de produção local, impactando fortemente o segmento de câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas". Em nota publicada em junho de 2026 com o título "Fabricantes de pneus vão ao MDIC pedir medidas contra importados", a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) relatou ter procurado o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para "pedir medidas contra a concorrência desleal de pneus importados no mercado brasileiro". A Anip diz que as empresas que produzem pneus nacionalmente terminaram o primeiro quadrimestre deste ano com 31% de participação nas vendas totais. Segundo a entidade, esse foi o menor patamar da série histórica. Já os importados abarcaram 69% do mercado. Em 2019, essa relação era inversa: 69% dos nacionais, contra 31% dos estrangeiros. Fechamento de fábrica em Guarulhos não significou fim da produção da Michelin no Brasil g1 Veja também É #FAKE vídeo de Haaland tomando susto ao se ver de boca cheia em espelho de restaurante' É #FAKE vídeo de Haaland tomando susto ao se ver de boca cheia VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake







