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Nova CNH: STF arquiva ação e permite uso de carro particular no exame de direção

Detran-RJ alerta motoristas de CNH C, D e E sobre exame toxicológico O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a ação que questionava a possibilidade de usar carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para a ministra Carmen Lúcia, que analisou o caso, antes de chegar a uma discussão sobre a Constituição, seria preciso verificar se a resolução está de acordo com outras leis que tratam do trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por esse motivo, o STF entendeu que não cabia analisar o pedido naquele processo e arquivou a ação. Com isso, a resolução continua valendo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Com isso, continua em vigor a Resolução nº 1.020/2025, que permite o uso de veículos particulares na formação de condutores e no exame prático de direção. A ação havia sido apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A entidade contestava a possibilidade de utilizar veículos particulares, sem adaptações ou modificações, nas aulas e na prova. Para a CNTTL, a medida seria incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O que muda para quem vai tirar a CNH Para o candidato, a decisão não muda o que já estava valendo. Desde dezembro de 2025, é possível fazer aulas práticas e o exame de direção em um carro particular. A resolução permite o uso de veículos destinados à formação de condutores ou eventualmente utilizados para aprendizagem, independentemente de quem seja o proprietário. Também não exige adaptações ou modificações. A medida faz parte das mudanças promovidas pelo Contran na formação de condutores, que também acabaram com a obrigatoriedade de cumprir todas as aulas práticas em autoescolas. A possibilidade de levar um carro particular para as aulas e para a prova, porém, trouxe outra questão: se houver um acidente, o seguro do veículo cobre os danos? E se houver um acidente? A autorização para usar o carro particular não significa que um eventual acidente estará automaticamente coberto pela apólice. Em reportagem publicada pelo g1 em maio, seguradoras consultadas afirmaram que, em geral, não há cobertura para situações em que o veículo é conduzido por uma pessoa sem CNH. A Mapfre afirmou que não há cobertura técnica para condutores não habilitados e que pode haver negativa de indenização caso o proprietário empreste o veículo para a realização da prova prática. A Allianz também informou que, de maneira geral, suas apólices não cobrem acidentes quando o carro é conduzido por uma pessoa não habilitada, inclusive durante o exame para obtenção da CNH. Já a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmou que a análise depende das condições contratadas e do uso informado na apólice. Como a utilização de veículos particulares por candidatos é uma situação nova para o mercado, a entidade recomenda que o proprietário consulte previamente a seguradora ou o corretor. Advogados divergem sobre o tema A interpretação jurídica também não é unânime. Parte dos advogados ouvidos pelo g1 entende que a falta de habilitação pode ser motivo para a negativa da indenização, caso exista uma exclusão prevista no contrato. Outros especialistas avaliam que o candidato que realiza uma prova oficial de direção está em uma situação diferente daquela de uma pessoa que simplesmente dirige sem habilitação. Nesse caso, dizem, é preciso considerar as cláusulas da apólice e as circunstâncias do acidente. Por isso, a recomendação aos proprietários é consultar a seguradora antes de emprestar o veículo e pedir uma resposta formal sobre a existência de cobertura para aulas e exames. LEIA TAMBÉM: Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas
Etanol do posto pode receber corante verde e gosto amargo para não ser usado em bebidas falsas

Carro abastece com etanol hidratado em posto de combustíveis. Divulgação / GM A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro um estudo que propõe mudanças na composição do etanol hidratado combustível para dificultar seu uso irregular na fabricação clandestina de bebidas. Existem duas iniciativas: uma de caráter provisório, já em 2027, e outra que seria definitiva, que precisa de mais avaliações. Elas surgiram após os casos de mortes causadas por bebidas alcoólicas adulteradas em 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A solução considerada definitiva, apontada no estudo, é a adição obrigatória de benzoato de denatônio ao combustível. A substância tem sabor extremamente amargo e, segundo a avaliação da agência, poderia ser percebida por consumidores caso o etanol fosse usado na adulteração de bebidas. Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros serão afetados A adoção da medida, no entanto, ainda depende de testes de viabilidade. A ANP pretende avaliar se a substância pode provocar impactos relevantes nos componentes dos veículos ou nas emissões dos motores. O benzoato de denatônio já é utilizado em diferentes produtos, como itens de higiene e limpeza, justamente para diferenciá-los de bebidas alcoólicas. Segundo o estudo, porém, não há precedentes de sua utilização em etanol destinado ao uso em motores. Por causa da necessidade dos testes mecânicos, ainda não há prazo para a implementação da solução do "gosto amargo". Enquanto isso, a ANP propõe uma medida provisória: a adição obrigatória de corante verde ao etanol hidratado combustível nas usinas. Para colocar essa regra em vigor, a agência terá de revisar a legislação. O processo de revisão começa imediatamente e prevê etapas como: Análise de impacto regulatório ou elaboração de Nota Técnica de Regulação; Consulta e audiência públicas; Votação pela Diretoria Colegiada da ANP. A previsão é que a norma revisada estabeleça um período de transição para que as usinas os possam se adaptar. A expectativa da ANP é implementar a medida ainda em 2027. O estudo foi realizado após diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação incluiu reuniões com produtores de etanol, distribuidores de combustíveis líquidos, fornecedores de corantes, empresas de inspeção da qualidade, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também foram realizados testes físico-químicos no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT), além da análise de outros estudos. A medida atende à Resolução CNPE, que determinou que a ANP realizasse estudos para prevenir o desvio de etanol hidratado combustível para a fabricação clandestina de bebidas, como ocorreu no Brasil em 2025 com pessoas intoxicadas por metanol. O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol O trabalho também atende a uma recomendação do TCU, resultado de auditoria sobre a prevenção e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas e os riscos à saúde da população. No começo de setembro, o relatório foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, que preside o CNPE, e ao TCU. Anfavea recomenda testes A reportagem do g1 entrou em contato com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que declarou em nota que, por "não haver um histórico representativo de uso e aplicação da substância desnaturante “benzoato de denatônio” em etanol combustível, não dispomos de uma base técnica que permita avaliar seu impacto nos sistemas de alimentação e de escape dos motores de combustão interna. Entendemos que o mais prudente seria estabelecer um programa de validação que contemplasse avaliações por meio de ensaios de durabilidade e de emissões. O ideal é que, tanto para a finalidade desnaturante quanto para a aplicação de corantes, sejam consideradas substâncias isentas de metais, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação ou envenenamento do catalisador".
Volkswagen prepara van com ‘espírito de Kombi’ para o Brasil em parceria com gigante chinesa

Volkswagen prepara nova van para o Brasil em parceria com gigante chinesa Divulgação/Volkswagen A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara seu retorno ao mercado de utilitários no Brasil. A empresa, que completa 45 anos, vai ampliar sua atuação para além dos segmentos em que já está presente e apresentará uma nova família de veículos na Fenatran 2026, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Os nomes dos veículos ainda não foram divulgados. Inicialmente, os modelos serão importados da China, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus trabalha para estruturar a produção na região. Depois do Brasil, os novos modelos também serão levados para a Argentina. Uma Kombi, uma casa e o Brasil como destino A nova linha é resultado de um acordo de cooperação entre a VWCO e a chinesa SAIC Motor, uma das maiores montadoras do mundo. Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, será a primeira vez que a empresa fará um lançamento em parceria com uma montadora asiática. “Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história [...]. Vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos”, afirma Cortes. Veículos já estão sendo testados Embora os detalhes dos veículos ainda sejam mantidos em sigilo, os modelos já estão em fase avançada de testes. Protótipos estão sendo avaliados nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. A nova família de utilitários será apresentada oficialmente na Fenatran 2026. O evento também terá outros lançamentos da VWCO. A empresa apresentará a nova geração de motores D26 Ultra para os caminhões extrapesados Meteor e Constellation. Também vai mostrar avanços em sua estratégia de descarbonização e em serviços que integram veículos, atendimento e manutenção.