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Ford do Brasil faz recall de Mustang por falhas elétricas; reparo será feito em 2027

Ford Mustang GT Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta terça-feira (22) um recall para o Mustang, modelos 2024 a 2026. O problema, segundo a Ford, está nos terminais de aterramento do chicote elétrico do compartimento do motor, que podem romper por causa de uma falha no processo de fabricação. Dependendo do terminal afetado, o defeito pode provocar perda de força motriz, falha nos faróis dianteiros, na bomba do fluido do limpador de para-brisa, no ar-condicionado ou no ventilador de arrefecimento do motor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Ford informa que a perda de força durante a condução, a redução da visibilidade causada pela falha dos faróis e a inoperância do limpador de para-brisa podem aumentar o risco de acidentes, com possibilidade de danos aos ocupantes do veículo e a terceiros. O motorista também poderá perceber o acendimento da luz de advertência do motor, mensagens de alerta no painel de instrumentos ou um aviso sonoro, dependendo de qual terminal de aterramento for afetado. Agora no g1 O g1 entrou em contato com a fábrica e a Ford ainda não informou quantas unidades do esportivo foram afetadas no Brasil. O recall inclui veículos dentro das seguintes faixas de chassis: Mustang 2024: chassis de R5412950 a R5434492 Mustang 2025: chassis de S5405308 a S5504022 Mustang 2026: chassis de T5409219 a T5503389 Como será feito o reparo A solução prevista pela Ford é a substituição gratuita dos terminais de aterramento do chicote elétrico do compartimento do motor. O atendimento gratuito está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027, assim que o reparo estiver disponível nas concessionárias. A Ford informa que fará um novo chamamento para que os proprietários possam agendar o serviço.
Toyota reabre fábrica de Porto Feliz um ano após destruição por vendaval

Toyota reabre fábrica de Porto Feliz um ano após destruição por vendaval A Toyota reabriu nesta terça-feira (22) a fábrica de motores de Porto Feliz (SP), um ano após a destruição da unidade por um vendaval. Um evento para funcionários marcou o reinício das operações. A unidade da multinacional japonesa é responsável pela fabricação de motores do grupo. Com a unidade própria de motores paralisada, as operações da empresa ocorreram com o apoio de outras unidades de fora do Brasil e em um condomínio de galpões na Rodovia Castello Branco. Leia mais abaixo. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp As novas estruturas são 45% mais reforçadas do que a anterior. A reforma realizada já prevê futuras expansões. As novas colunas do prédio são todas metálicas. Os prejuízos do vendaval, de acordo com a empresa, foram cobertos pelo seguro contratado, que estava em vigência. A capacidade será de 400 motores por dia, somente no caso do Yaris. A capacidade total, incluindo a do motor 2.0, será de 700 veículos por dia. Toyota reabre fábrica de Porto Feliz (SP) um ano após destruição por vendaval Toyota/Divulgaçã Nesta primeira etapa, o retorno da produção em Porto Feliz contará com 150 pessoas. A unidade tinha cerca de 800 pessoas antes do evento climático. Elas foram distribuídas para a planta de Sorocaba (SP), para a unidade atual DVR e também para a implantação ou reimplantação da unidade de Porto Feliz. Os funcionários que estavam em Sorocaba deverão retornar para a unidade de Porto Feliz. A expectativa é de que, em 2028, toda a operação, incluindo a montagem do motor 2.0, volte para Porto Feliz. O uso da estrutura alugada por mais tempo é uma questão que ainda está em estudo. LEIA MAIS: Nova fábrica da Toyota em Sorocaba vai produzir o Corolla a partir de novembro Expansão da Toyota usa 3,1 mil toneladas de aço para criar fábrica mais adaptável em Sorocaba Toyota implanta Centro de Desenvolvimento de Tecnologias para Biocombustíveis no interior de SP com R$ 120 mi do BNDES Segundo a multinacional, a reconstrução da fábrica de Porto Feliz, que fica às margens da Rodovia Marechal Rondon, terá papel ainda mais relevante na estratégia da Toyota, atendendo o Brasil e outros mercados. A iniciativa reforça a importância estratégica da cidade para as operações industriais da companhia e se conecta ao ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões anunciado para o Brasil até 2030, com foco em competitividade, tecnologia local, exportações e produção nacional. “A reconstrução de Porto Feliz é também um projeto de competitividade industrial. Cada etapa foi planejada para garantir a continuidade da produção local, incorporar ganhos de produtividade e preparar a fábrica para apoiar a estratégia da Toyota no Brasil e na região. Ver a produção retornar gradualmente é resultado de um esforço coletivo, mas, sobretudo, confirma a relevância desta unidade para o futuro da nossa operação”, afirma Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota do Brasil. A empresa reorganizou sua cadeia global de produção e suprimentos. As operações no Japão, Europa e Ásia contribuíram com o fornecimento de motores e componentes, permitindo a retomada da produção de veículos no Brasil cerca de 40 dias após o incidente, enquanto a companhia preservava sua base de fornecedores brasileiros e avançava na reconstrução da fábrica de Porto Feliz. “A retomada da fábrica de motores em Porto Feliz reforça a confiança da Toyota no mercado brasileiro e a sua contribuição para o desenvolvimento do País com produção local, exportações e tecnologia local. Estamos reconstruindo e modernizando esta unidade para que ela volte ainda mais competitiva, integrada à nossa estratégia industrial e preparada para atender o Brasil e outros mercados”, afirma Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil. Galpão alugado Atividade atual da Toyota em galpão alugado de Porto Feliz (SP) Toyota/Divulgação Para a manutenção da produção após o evento climático, a empresa precisava de 25 mil metros quadrados. A determinação era colocar toda a operação em um mesmo local. Com isso, a escolha foi por galpões em um condomínio de empresas em Porto Feliz, a 11 quilômetros da fábrica da montadora, em Sorocaba. Um dos pontos mais críticos da operação era a falta de energia elétrica adequada no prédio escolhido, que não atendia à empresa. Com apoio da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e da Prefeitura de Porto Feliz, o processo de 10 meses foi feito em três. Após o desastre, a operação de fundição, que agora retorna à unidade própria, era feita na matriz, no Japão. No galpão alugado de Porto Feliz ocorria a usinagem e a montagem do motor. Em 26 de janeiro de 2026, quatro meses após o vendaval, as operações no prédio alugado começaram e a empresa celebrou o primeiro veículo flex híbrido produzido no Brasil. Na unidade estavam sendo produzidos motores flex, flex híbrido e somente à gasolina. O último tipo é dedicado à exportação, para 23 países, e a Argentina é o maior consumidor. São 373 colaboradores no local alugado, que tem 45 mil metros quadrados. Imagem aérea de galpão onde Toyota atua após estrago em fábrica de motores, em Porto Feliz (SP) Toyota/Divulgação Vendaval O forte temporal de setembro do ano passado destelhou a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), provocando a paralisação imediata das operações e impactando também as unidades de Sorocaba e Indaiatuba. A empresa anunciou fechamento por tempo indeterminado e iniciou negociações com sindicatos para definir medidas emergenciais, incluindo férias coletivas para os colaboradores. Com rajadas de vento de até 90 km/h, a estrutura foi severamente danificada, veículos estacionados foram destruídos e cerca de 30 funcionários tiveram ferimentos leves, todos já liberados após atendimento médico. A paralisação afetou diretamente a fábrica de Sorocaba, que depende dos motores de Porto Feliz, levando à suspensão dos três turnos de produção por tempo indeterminado. Fábrica de motores da Toyota ficou destelhada após temporal em Porto Feliz Redes Sociais Temporal e ventania causou estragos em uma fábrica da Toyota em Porto Feliz (SP) Régis Rosa/TV TEM Temporal causou estragos em fábrica da Toyota em Porto Feliz (SP) Thiago Ariosi/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Lei Seca: drogômetro terá de diferenciar uso de remédio de 'abuso na balada', diz secretário

Lei Seca Divulgação/Magno Segllia GOVRJ Em agosto deste ano, uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabeleceu novas regras para a fiscalização da Lei Seca. Entre as novidades está a regulamentação do uso do "drogômetro". (entenda como funciona abaixo) Em entrevista ao g1, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, reconheceu que a lista de substâncias detectadas pelo drogômetro inclui substâncias presentes em medicamentos usados em hospitais e também vendidos em farmácias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo Adrualdo, um exemplo é o Venvanse, usado no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “Tomar medicamento prescrito pelo médico normalmente, como esses tratamentos, né, Venvanse, proíbe dirigir? Não. Resposta não, objetiva, não tem proibição nenhuma. Nenhuma proibição”, disse o secretário. Agora no g1 Catão também afirma que ainda há pontos a serem definidos para o uso adequado do equipamento. Um deles é estabelecer um limite aceitável para a quantidade da substância detectada. “A lei não quer pegar vestígio (...), ela quer saber se o cidadão consumiu mesmo (...). A mesma coisa vai acontecer agora no caso do drogômetro. Ele não vai poder ser certificado se ele só pegar vestígio”, diz. Sobre o medicamento usado no tratamento do TDAH, o secretário ressalta que ele também pode ser usado de forma ilegal. “O cara pegou uma caixa de Venvanse e foi pra balada. E ficou doidão. Isso é outra coisa. É totalmente diferente. Então o equipamento tem que tá calibrado para pegar o segundo caso, não o primeiro”, complementa. Mas como o equipamento poderá fazer essa distinção? Para entender a questão, é preciso saber primeiro quais substâncias o teste é capaz de detectar. O que o drogômetro detecta? O drogômetro tem como objetivo identificar substâncias psicoativas que alteram a capacidade de decisão do motorista. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), já existe no Brasil um teste de saliva capaz de detectar uma série de drogas. Esse equipamento funciona como um "drogômetro". Em nota enviada ao g1, o Inmetro informou que o teste permite a detecção preliminar das seguintes substâncias: Anfetamina; Cocaína; MDMA (ecstasy); 6-MAM (heroína); LSD; Δ9-THC (cannabis); Fentanil; Cetamina; K2 (canabinoides sintéticos); Morfina; Metanfetamina; MDPV. Das 12 substâncias listadas, cinco estão presentes, direta ou indiretamente, em medicamentos vendidos em farmácias. Isso levanta uma dúvida: um motorista pode ser multado por ter tomado um medicamento? No entanto, os especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao reforçar a afirmação do secretário nacional de Trânsito: fazer um tratamento médico regular, por si só, não impede uma pessoa de dirigir. Quais substâncias estão em remédios vendidos na farmácia? Segundo Tula Beck Bisol, doutora em química e professora do Instituto Federal de Santa Catarina, são elas: Morfina: opioide usado em hospitais e também presente em medicamentos como o Dimorf. Fentanil: opioide mais potente que a morfina, usado em ambiente hospitalar e também encontrado em adesivos aplicados na pele para o tratamento de dores crônicas intensas. Cetamina: segundo especialistas, essa substância está presente em medicamentos usados no tratamento de dores crônicas e da depressão. Uma de suas versões, chamada escetamina, também é utilizada em medicamentos e em ambiente hospitalar. Δ9-THC: composto derivado da cannabis que pode estar presente em medicamentos à base de CBD ou THC, como o Mevatyl. Anfetamina: sua presença ocorre de forma indireta, porque o princípio ativo do medicamento se transforma em anfetamina após ser metabolizado pelo organismo. O Venvanse, usado no tratamento do TDAH, é um exemplo. O infectologista pediátrico e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, ressalta que, embora sejam vendidos em farmácias, esses medicamentos são de venda controlada. “Medicamentos com essas substâncias (anfetaminas e derivados de morfina) são vendidos em farmácias com receituário especial. Pacientes devem ser alertados sobre o risco de sonolência, alteração de humor, desmaios e etc”, revela Kfouri. Laura Marise, farmacêutica do Nunca Vi 1 Cientista, afirma que, mais importante do que conhecer o princípio ativo, é ler a bula do medicamento. A orientação é a mesma dada por Kfouri. A farmacêutica também explica que os procedimentos hospitalares já preveem um período para que o organismo elimine a substância. “A pessoa que recebeu anestesia só vai ter alta do hospital muitas horas depois da anestesia ter passado. Nesse momento é bem provável que não seja possível mais detectar anestésico. A não ser que o procedimento tenha sido feito de maneira irregular, e a pessoa foi liberada logo em seguida, ou se ela usou como droga”, diz Laura.