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Waze ganha IA para motoristas conversarem com o app, modo moto e novo controle de voz no Brasil. Google O app de navegação Waze anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de novos recursos de inteligência artificial para o serviço no Brasil. Entre as novidades está uma ferramenta que permite conversar com o app em linguagem natural para enviar atualizações para o mapa. A empresa também está lançando o "Modo moto", que exibe o tempo estimado do trajeto para quem viaja de motocicleta. O Google Maps já oferece essa função há mais tempo, e ela só agora chega ao Waze. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Outro lançamento é o modo "Menos falante", que permite reduzir a quantidade de interações por voz do Waze durante a navegação. As novidades chegam em um momento em que várias empresas tentam incorporar IA aos seus serviços para melhorar a experiência dos usuários. Só neste ano, o Google Maps ganhou um modo de conversação, a Siri (assistente virtual da Apple) ficou mais inteligente com a integração do Gemini, e a Alexa+, assistente da Amazon reformulada com IA generativa, também chegou ao Brasil. Converse com o Waze Waze Map Mate Reprodução/YouTube Waze Anunciado para alguns usuários em fase de testes em 2025, o "Waze Map Mate" enfim foi lançado para todos no Brasil. O recurso permite que motoristas relatem ocorrências, como acidentes, buracos, obras e congestionamentos, usando comandos de voz. Será possível dizer frases como "O número desta casa mudou para [número]", "Tem uma lixeira no meio da rua Y" ou "Parece que tem carros parados à frente!". Para usar a ferramenta, basta tocar no botão de alertas e descrever a situação naturalmente. O aplicativo usa o Gemini para interpretar o que foi dito e gerar a sugestão de atualização do mapa. Segundo o Google, que é dono do Waze, as sugestões serão enviadas aos editores de mapas, que vão verificar as informações antes de atualizar o aplicativo. O recurso funciona em celulares Android e iPhone (iOS). Modo menos falante Recurso de "instruções por voz" do Waze. Divulgação/Google Em coletiva com a imprensa, executivos do Google disseram que os brasileiros gostam de personalizar o Waze com vozes temáticas, mas alguns usuários podem considerar que o aplicativo possa estar falando demais. A partir de agora, o menu "Instruções por voz" passa a oferecer as opções "Normal", "Menos falante", "Apenas alertas" e "Desativado". Segundo o Google, o modo "Menos falante" reduz a quantidade de instruções por voz e prioriza mensagens mais curtas. Ainda assim, o usuário continuará recebendo alertas considerados críticos, como avisos sobre perigos, conversões e mudanças de faixa. Modo moto Modo modo no Waze. Divulgação/Google Outra novidade é o Modo Moto, que passa a informar ao motociclista o tempo estimado de uma viagem feita de motocicleta. Segundo a empresa, o sistema usa IA para considerar restrições específicas para motos e informar sobre buracos, lombadas, fins de acostamento e pontes estreitas. O Waze afirma que conta com uma equipe de editores que pilotam motocicletas para ajudar a manter as informações do recurso atualizadas. A função, que já estava disponível no Google Maps, chega agora ao Waze e pode ser usada em celulares Android e iPhone (iOS). Mais recursos de IA no Waze O Waze está ampliando o uso de inteligência artificial e, para isso, tem aproveitado a tecnologia do próprio Google para tentar melhorar a experiência no aplicativo. A empresa está levando mais uma vez o Gemini, rival do ChatGPT, ao Waze para ajudar os usuários a encontrar destinos. Será possível fazer perguntas como "Encontre um estacionamento perto do meu destino", "Encontre um posto de gasolina próximo com os preços mais baixos" ou "Encontre uma cafeteria aberta agora". O aplicativo exibirá uma lista de recomendações e dará a opção de iniciar a navegação. Outra novidade é a navegação personalizada, recurso que busca entender melhor as preferências do motorista. Segundo o Waze, se o usuário costuma preferir rodovias a ruas locais com mais semáforos, por exemplo, o aplicativo poderá destacar essa rota após o destino ser informado. "Ele sugere rotas com base nas suas viagens anteriores e na análise dos padrões de trânsito locais", explicou a empresa. A função pode ser desativada a qualquer momento nas configurações. WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa

Chevrolet Sonic: vai ter problema na correia? É melhor que os rivais? Veja respostas A Chevrolet já vendeu mais de 5 mil unidades do Sonic e, por isso, o g1 criou uma lista com detalhes importantes para quem considera comprar o SUV. É preciso saber como cuidar da nova correia banhada a óleo, conhecer os preços dos acessórios, entender a política de preços promocionais da GM e como o Sonic se comporta ao volante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Cara de SUV, alma de hatch O g1 foi o primeiro veículo de comunicação a testar o Chevrolet Sonic. Na ocasião foi possível perceber em primeira mão que o Sonic tem vários argumentos que fazem dele um SUV, mas que na prática as sensações são de um hatch maior. O acerto da suspensão é justo e não tem a flutuação comum de carros com suspensão elevada. As imperfeições do solo podem ser percebidas pelo acerto firme, mas sem incomodar. A direção comunica bem e a frente do Sonic é ágil. Repórter do g1 faz teste do Chevrolet Sonic em concessionária de São Paulo Carlos Cereijo / g1 A posição de dirigir lembra a do Onix mais do que a do Tracker. O que pode ser um ponto positivo para quem quer comprar o primeiro SUV, mas não gosta da posição alta de dirigir nem do acerto desajeitado de um utilitário esportivo popular. Por outro lado, o cliente que busca um carro com alma de SUV talvez fique decepcionado. Neste caso, é melhor já pular para alguma configuração do Tracker. Peças compartilhadas Uma estratégia adotada por quase todas as montadoras é compartilhar componentes que o consumidor não vê, como câmbio, motor, parte eletrônica e itens de segurança. Em geral, são peças que ficam escondidas sob a carroceria ou atrás dos revestimentos de plástico do automóvel. Alguns fabricantes também compartilham partes da carroceria para ganhar escala e acelerar o processo de desenvolvimento de novos modelos. Com o Sonic, não é diferente. Portas e vidros, por exemplo, são os mesmos utilizados no Onix. Chevrolet Sonic RS 2027 tem portas e vidros laterais do Onix. Divulgação / GM Essa prática também é adotada por outras montadoras. A Fiat Strada utiliza as portas e para-brisa do Mobi, enquanto o Volkswagen Nivus compartilha as portas com o Polo. O desafio ao desenvolver um novo carro utilizando peças já existentes é fazer com que esses componentes sejam integrados de forma harmoniosa, sem transmitir a impressão de um projeto remendado. No caso do Sonic, o resultado parece ter sido positivo, já que, à primeira vista, não é possível perceber rapidamente que essas peças são as mesmas usadas em um modelo bastante comum nas ruas brasileiras. Medida de porta-malas Quando o Sonic foi apresentado, a Chevrolet sempre o comparou ao Nivus, embora o posicionamento de preço tenha ficado mais próximo do Tera. O g1 já fez comparativo entre Chevrolet Sonic, Fiat Pulse e Volkswagen Tera. Com 392 litros de capacidade, ele consegue oferecer um bom uso no dia a dia, mesmo custando menos que o Volkswagen Nivus. Também é importante observar como as montadoras medem a capacidade do porta-malas. Algumas divulgam o volume em litros, considerando o compartimento totalmente preenchido com líquido. Aproveitando cada frestinha, por menor que seja. Método que não reflete o uso na vida real. Metodologia VDA para medição de volume de porta-malas reflete melhor o uso real. Divulgação / Skoda 🔎 Na prática, o método VDA é o mais representativo. Nesse sistema, pequenos blocos de espuma com volume de um litro são acomodados no porta-malas, o que permite medir de forma mais fiel a capacidade de uso do compartimento. Por isso, ao comparar o volume do porta-malas entre diferentes modelos, vale prestar atenção ao método de medição utilizado. E, claro, nada substitui ver o carro pessoalmente para avaliar o espaço disponível no uso real. Correia banhada a óleo O g1 já abordou esse tema no ano passado, quando o Onix recebeu uma atualização para tentar conter as reclamações de clientes que relatavam problemas com o componente. O curioso é que a Chevrolet nunca admitiu oficialmente a existência de um defeito, mas apresentou uma solução. Antes de explicar as mudanças, é preciso entender o problema: Segundo a Chevrolet, com o passar do tempo, ou em casos de manutenção inadequada (como falta de troca de óleo, uso de lubrificante fora da especificação, óleo falsificado), a parte traseira da correia, oposta à parte dos dentes, começava a se esfarelar. Isso acontecia porque o óleo criava um ambiente ácido e reagia com a correia, esfarelando-a. Esse material podia entupir dutos do motor, provocando falhas, acendimento da luz de injeção e outros problemas que levavam a reparos mais caros. Correia dentada banhada a óleo da Chevrolet André Fogaça/g1 De acordo com a GM, esse desgaste era provocado pelo uso de óleo inadequado ou fora das especificações recomendadas. Para resolver a situação, a Chevrolet adotou algumas medidas. A primeira foi trocar o fornecedor da correia. Segundo a montadora, o novo componente é mais resistente caso o óleo utilizado esteja fora da especificação. A segunda medida foi reforçar a orientação de que o motor deve utilizar exclusivamente óleo 0W20 com certificação Dexos. A terceira foi ampliar a garantia da correia para 15 anos. A Chevrolet também reforça que a correia banhada a óleo exige menos manutenção e, desde que todas as revisões sejam feitas corretamente, a substituição do componente só é necessária aos 240 mil quilômetros. O Chevrolet Sonic utiliza a mesma tecnologia. Segundo a GM, o modelo já sai de fábrica equipado com essa nova correia e deve seguir as mesmas recomendações. Resta saber se essas mudanças serão suficientes para reduzir as reclamações dos clientes. Preço promocional Quando o Chevrolet Sonic foi anunciado, o preço inicial era de pouco menos de R$ 129.990 para a versão Premier e de quase R$ 135.990 para a versão RS, a mesma testada pelo g1. Logo depois, esse valor passou a aparecer com um asterisco no site da montadora. Ao montar o Chevrolet Sonic no configurador, os preços são diferentes: a versão Premier custa R$ 134.990, enquanto a RS chega a R$ 140.990. Nos termos e condições do preço promocional, é possível verificar que o financiamento precisa ser feito por um banco específico, além da exigência de condições de entrada, parcelas ou da entrega de um veículo na troca. Portanto, o preço efetivo do Chevrolet Sonic é o que aparece no configurador do site. A condição promocional está em vigor até o dia 31 de julho de 2026. Chevrolet Sonic 2027 Divulgação / GM Pedido é diferente de venda Outro ponto importante envolve a divulgação de "recordes de vendas". E essa não é uma prática exclusiva da Chevrolet, mas também de outras montadoras. A GM divulgou que o Sonic alcançou 14 mil pedidos. Isso pode dar a impressão de que a marca vendeu 14 mil unidades do modelo no mês de maio. No entanto, os números oficiais de vendas divulgados nos relatórios da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) consideram os emplacamentos, ou seja, os veículos efetivamente licenciados. Ao observar esses dados, não há 14 mil unidades do Sonic emplacadas em maio de 2026. Foram vendidos naquele mês 2.778 Sonic. O número divulgado pela empresa corresponde às reservas ou intenções de compra feitas pelos consumidores, que podem até ter realizado um pagamento para garantir o veículo ou demonstrar interesse na aquisição. Pela legislação, porém, a pré-venda tem regras diferentes. Mesmo nessa etapa, ainda existe a possibilidade de desistência por parte do cliente, com devolução do valor pago, conforme as condições previstas em contrato. A reportagem do g1 entrou em contato com o Procon de São Paulo para entender a prática das campanhas de pré-vendas das montadoras. Segundo a entidade, a pré-venda pode ser equiparada a um pré-contrato entre as partes: fornecedor e consumidor. Ali são estabelecidas todas as regras e condições daquela contratação, como valores e formas de pagamento, datas e prazos, características do objeto da transação, condições para desistência, entre outras especificidades. Especificamente quanto às compras de carro feitas fora da concessionária física (como internet ou plataformas digitais), o Código de Defesa do Consumidor prevê a possibilidade de desistência da compra em até sete dias, a contar da data da aquisição ou do recebimento do produto. Nesses casos, os valores pagos pelo consumidor deverão ser devolvidos. Por isso, quando montadoras divulgam recordes, o que está sendo informado são recordes de pedidos ou de intenções de compra, e não de veículos efetivamente emplacados naquele momento. Preço dos acessórios A Chevrolet estreou no Sonic o desenho da sua nova “gravatinha”. E o SUV também trouxe a novidade do logo iluminado na grade dianteira. O item chama a atenção, mas não vem de série em nenhuma das versões. É preciso desembolsar R$ 800. Os adesivos em preto e vermelho nos para-lamas são mais R$ 698. Para seguir essa identidade nas rodas o preço é de R$ 390. No para-choque dianteiro, os filetes custam R$ 850. Galerias Relacionadas Quem gostou da iluminação customizável em LED para cabine vai precisar desembolsar R$ 1.163. Soleiras de porta com o logo Sonic custam mais R$ 447. O departamento de cores, assim como outras marcas, também tem valores diferentes. Na versão Premier, a cor de série é o azul. Já o branco custa R$ 950 e prata, cinza, preto e vermelho custam R$ 1.800. No Sonic RS, a cor que vem sem custo é a preta. Por R$ 950 dá para levar a carroceria em branco. Pelas cores vermelho e cinza, a GM pede R$ 1.800. Promoção na conectividade O Sonic tem uma nova configuração dos serviços conectados da Chevrolet. Os modelos equipados com o sistema OnStar passam a sair de fábrica com o plano Basics incluído por oito anos. Entre as funções disponíveis estão o acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veículo e comandos à distância, como travar e destravar as portas ou ligar o motor antes da viagem para climatizar a cabine. Quem quiser ampliar os recursos pode contratar o plano OnStar Protect, que acrescenta atendimento de segurança e emergência 24 horas. A promoção de gratuidade vale por 1 mês e tem mais dois meses após registro de cartão de crédito. O sistema OnStar Protect reúne outras funcionalidades. Em caso de acidente, por exemplo, os sensores do carro podem acionar automaticamente a central OnStar. A equipe tenta contato com os ocupantes e, quando necessário, encaminha o chamado aos serviços públicos de emergência. Outro recurso disponível é o assistente de recuperação veicular, que auxilia na localização do automóvel em casos de roubo ou furto. Todas essas funções atuam em conjunto com os demais sistemas eletrônicos do veículo. Em julho de 2026, os preços mensais do OnStar são R$ 104,90 pelo pacote Connect e R$ 124,90 pelo pacote Protect. O combo com os dois planos, chamado de Protect&Connect sai por R$ 149,90.

Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos John Walton/PA Wire/picture alliance Os carros elétricos passam por uma onda de popularidade sem precedentes desde a crise global do petróleo desencadeada pela guerra no Irã. Na Austrália, as vendas saltaram mais de 150% em abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto na região Ásia-Pacífico cresceram 80% nos três primeiros meses de 2026 – excluindo a China, onde o crescimento expressivo das vendas já se estabilizou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na América Latina foram vendidos cerca de 75% mais veículos elétricos, e na Europa, quase um terço a mais, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou em maio que as vendas recordes de veículos elétricos estão "proporcionando algum alívio em meio ao maior choque de oferta de petróleo da história" e que a queda nos preços das baterias deverá impulsionar ainda mais o setor. Agora no g1 Mesmo assim, as baterias – de longe o componente mais caro – continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos. Críticos dos veículos elétricos argumentam há muito tempo que as baterias, geralmente feitas com íons de lítio, podem pegar fogo e que incêndios nesses veículos são mais difíceis de extinguir do que em carros movidos a gasolina. Contudo, essa alegação ignora o fato de que veículos com motor a combustão têm uma propensão muito maior a incêndios. As grandes e pesadas baterias dos veículos elétricos também têm sido apontadas como uma possível causa de danos nas estradas. Especialistas, porém, contestam essa tese e afirmam que os principais responsáveis pelo desgaste das rodovias são os caminhões de grande porte. Dedo apontado para o cobalto Por conterem minerais como cobalto e níquel, as baterias dos veículos elétricos sempre despertaram preocupações relacionadas às cadeias de suprimento, especialmente nas minas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC). Na Austrália, o programa jornalístico de horário nobre Spotlight, exibido em março, investigou minas de cobalto pertencentes a empresas chinesas no Congo. A reportagem revelou locais onde milhares de pessoas, incluindo muitas crianças, trabalham em condições precárias e em meio a um ambiente de forte poluição. Ao apresentar o cobalto como "o elemento-chave presente em praticamente todas as baterias de armazenamento do planeta, desde os veículos elétricos até as residências", o programa afirmou que a busca por um futuro "limpo e verde", baseado em energias renováveis e carros elétricos, tem um "custo mortal e devastador". No entanto, críticos da reportagem argumentaram que ela deixou de mencionar um ponto importante: a composição química das baterias de veículos elétricos passou amplamente para a tecnologia de fosfato de ferro-lítio (LFP), que não exige o uso de cobalto. David McElrea, diretor-executivo do Smart Energy Council, um grupo ligado ao setor energético da Austrália e que defende as energias renováveis, questiona por que a reportagem focou especificamente nas baterias de veículos elétricos e em outras tecnologias renováveis se celulares, tablets e laptops também contêm cobalto. Ele diz que os temores de exploração nas extensas cadeias de suprimento de minerais críticos usados em tecnologias renováveis são legítimos, mas afirma que a indústria de veículos elétricos reagiu às preocupações sobre a origem dos materiais e incentivou inovações que eliminaram o cobalto da maioria das baterias automotivas modernas. O professor de química Neeraj Sharma, da Universidade de Nova Gales do Sul, acrescenta que composições químicas mais baratas, como as baterias de íons de sódio, também estão chegando ao mercado. "Os fabricantes de veículos elétricos vêm se afastando do cobalto porque ele é caro, tóxico e apresenta dilemas éticos", afirma. A disputa pela narrativa dos minerais críticos Especialistas falam numa "guerra de narrativas" em torno dos minerais críticos. O instituto canadense Fraser Institute, de orientação conservadora e favorável aos combustíveis fósseis, afirmou em 2023 que seriam necessárias cerca de 400 novas minas de minerais críticos para atender à futura demanda por veículos elétricos. O autor do estudo, Kenneth P. Green, que há anos defende investimentos em combustíveis fósseis "baratos" em vez de energias renováveis, afirmou que "o risco de que a produção mineral e a mineração não consigam acompanhar à demanda projetada por veículos elétricos é significativo". Entretanto, em seu relatório Global EV Outlook 2026, a Agência Internacional de Energia afirma que as reservas geológicas conhecidas de minerais críticos são suficientes para atender à demanda de longo prazo por veículos elétricos, mesmo num cenário de eliminação gradual da maior parte dos carros movidos a combustíveis fósseis. Porém, a forte concentração da produção de baterias na China representa riscos para as cadeias globais de suprimento. A AIE também observa que o avanço das baterias de íons de sódio, que dispensam o uso de lítio, deverá reduzir ainda mais a demanda por minerais críticos. Além disso, a agência defende uma rápida expansão da reciclagem de minerais utilizados em baterias como forma de aumentar a transparência e a resiliência das cadeias de suprimento. Ataque direcionado ou crítica legítima? Mas como diferenciar preocupações legítimas sobre os impactos da mineração da desinformação sobre as cadeias de suprimento dos veículos elétricos? Enquanto McElrea diz haver um "ataque direcionado" contra os veículos elétricos, promovido por mídias simpáticas aos combustíveis fósseis, o especialista em minerais críticos e segurança energética Vlado Vivoda, da Universidade de Queensland, afirma que nem toda crítica é necessariamente coordenada ou feita de má-fé. "Muitas preocupações relacionadas à extração mineral, ao processamento, às condições de trabalho, aos impactos sobre o solo, aos resíduos e à concentração das cadeias de suprimento são reais", diz. É por isso, segundo ele, que é tão fácil contestar narrativas pró-transição energética que apresentam a energia limpa como algo "imaculado". O copresidente de comunicação da coalizão global Climate Action Against Disinformation, Philip Newell, afirma que preocupações reais com a injustiça na extração de recursos devem começar pelo fortalecimento das comunidades afetadas pela mineração. Isso pode ocorrer por meio da participação dessas comunidades nos lucros da atividade ou pelo fortalecimento e pela aplicação mais rigorosa das leis ambientais e trabalhistas. Crise energética alimenta desinformação Para Vivoda, "os esforços para deslegitimar as tecnologias limpas" tem que ver com a atual crise energética global. Ele argumenta que sugerir que as tecnologias limpas são "tão ruins quanto, ou até piores do que, o sistema baseado em combustíveis fósseis" acaba gerando inércia e atrasando a transição energética. Ainda assim, o especialista afirma que a transição para uma economia de baixo carbono precisa oferecer o nível de transparência nas cadeias de suprimento que muitas vezes esteve ausente no setor de combustíveis fósseis. "A resposta adequada não é romantizar a tecnologia limpa, mas comparar os sistemas de forma honesta e administrar as novas cadeias de suprimento muito melhor do que as antigas", diz.








