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Carro zero por R$ 13 mil, gasolina a R$ 1,70: como era o mercado de carros quando o Brasil ganhou a Copa

Volksweagen Sport de 2002 era o modelo que fazia referência à Copa do Mundo divulgação / Volkswagen O torcedor brasileiro convive com um jejum de 24 anos sem conquistar a Copa do Mundo. Voltar a 2002 é lembrar do bom futebol e também tomar um choque de realidade. O Brasil de 2002 não tinha redes sociais — Facebook e o finado Orkut só seriam criados em 2004. O iPod ainda engatinhava e não existiam smartphones. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No máximo, havia o jogo da cobrinha em um celular Nokia. E esse aparelho, quando caía no chão, era capaz de trincar o azulejo. O mercado automotivo brasileiro também era bem diferente. Por isso, o g1 reuniu algumas curiosidades de 2002 para relembrar aqueles tempos. Agora no g1 Carro zero km por preço de celular O automóvel mais barato do Brasil em julho de 2002 era o Fiat Uno Mille três portas a álcool (veja abaixo por que ele ainda não era chamado de etanol), vendido por R$ 13.577. Mas sejamos justos: corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o modelo custaria hoje o equivalente a R$ 55.589. Várias versões do Fiat Mille ficaram marcadas pelos preços baixos nos anos 1990 e começo dos anos 2000 Divulgação / Stellantis Outro dado importante é que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do brasileiro era de R$ 636 em 2002. Corrigido pelo IPCA, o valor equivale hoje a R$ 2.604. O hatch tinha motor 1.0 aspirado de quatro cilindros e rendia 61 cv. De série, oferecia vidros verdes, cintos traseiros laterais de três pontos e... só. Apoios de cabeça no banco traseiro, travas elétricas e vidros elétricos faziam parte de um pacote que custava R$ 671. Limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, além do controle interno manual do retrovisor, custavam R$ 424. Já a pintura metálica acrescentava R$ 294 ao preço final. O opcional mais curioso era o ar-condicionado. No Uno Mille, era preciso desembolsar R$ 2.407 para ter a cabine climatizada. Isso equivalia a quase 18% do valor do carro. Sai álcool, entra etanol Chevrolet Onix ECO 2027 usa exclusivamente etanol no tanque Divulgação / GM Em 2002, os postos de combustíveis usavam o nome “álcool”, e isso seguiu sem questionamentos por décadas. Em 2008, algumas entidades ligadas ao setor sucroenergético passaram a defender a troca do nome para etanol. 🔎 O argumento da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) era que o slogan “Álcool e direção não combinam”, usado na campanha da Lei Seca, confundia o público. Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) queria padronizar a nomenclatura para alinhá-la ao mercado internacional. “A palavra álcool é uma denominação generalizada [há vários tipos de álcool] e o etanol é um produto específico, de maior valor comercial”, disse Haroldo Lima, presidente da ANP na época. A padronização só veio em dezembro de 2009, por meio de uma resolução da ANP, e passou a valer em todo o Brasil em 2010. Em um momento de combustíveis caros, vale lembrar que o litro da gasolina custava R$ 1,77 em 2002. O etanol saía por R$ 0,94 e o diesel custava R$ 1,07. Os dados são da ANP. Outra curiosidade: quando o Brasil conquistou o pentacampeonato, ainda não existiam carros flex no mercado. O primeiro foi o Volkswagen Gol, lançado em 2003. Volkswage Gol Trend 2002 divulgação / Volkswagen Líder durante o penta Por falar nele, entre 1987 e 2013 o Gol foi o carro mais vendido do Brasil. No ano do pentacampeonato, o hatch encerrou 2002 com 208,3 mil unidades vendidas. Na Europa, o carro mais vendido foi o Volkswagen Golf, com mais de 587 mil unidades emplacadas, seguido de perto pelo Peugeot 206. Nos Estados Unidos, o carro mais vendido de 2002 foi o Toyota Camry, com mais de 434 mil unidades. Entre todos os veículos, porém, a liderança ficou com a Ford F-150, que somou mais de 813 mil unidades emplacadas naquele ano. Picape campeã Fiat Strada teve o primeiro facelift em 2002 Divulgação / Stellantis Em 2002, a Fiat Strada era a picape mais vendida do Brasil, com 26.053 unidades emplacadas. O volume representava cerca de 40% do segmento de picapes compactas. Em 2026, a história não mudou: a picape da Fiat vendeu mais de 142 mil unidades e respondeu por mais de 67% do segmento. Mas é preciso contextualizar: hoje as picapes compactas mudaram de patamar. O foco passou a ser quase exclusivamente o trabalho. Para quem busca uma picape para uso particular, há versões mais equipadas da Strada, mas principalmente modelos como Fiat Toro, Renault Oroch e Chevrolet Montana. Em breve, o mercado também verá a chegada da Volkswagen Tukan e da BYD Mako. Volkswagen Gol Sport foi lançado em 2002 divulgação / Volkswagen Sem nome de Copa Em 2002, como a Volkswagen não tinha os direitos da competição, não podia usar a designação “Copa” no Gol. A solução foi batizar a versão de Sport e adotar o tom Amarelo Solar como cor exclusiva. O hatch vinha com motor 1.0 aspirado a gasolina, que gerava 76 cv e 9,7 kgfm de torque. A lista de equipamentos de série tinha direção hidráulica e limpador de vidro traseiro com desembaçador. Travas e vidros elétricos, por exemplo, eram opcionais. Em 2026, a Volkswagen patrocina as equipes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O modelo alusivo à competição é o T-Cross Seleção, que tem lista de equipamentos interessante e visual com frases e estrelas. Volkswagen T-Cross Seleção: SUV será vendido só até a Copa China ainda distante A Copa do Mundo de 2002 foi disputada na Coreia do Sul e no Japão, e marcas japonesas e coreanas faziam sucesso por aqui. Carros chineses sequer eram considerados no Brasil. A BYD produzia apenas veículos pesados e só lançou seu primeiro carro em 2005. A JAC Motors, que chegou ao Brasil em 2011 prometendo revolucionar o mercado nacional com o J3, também atuava no segmento de caminhões. Seu primeiro veículo de passageiros foi a van Refine, lançada em 2002. GWM e Geely foram fundadas nos anos 1980 e só passaram a produzir carros de passeio no fim da década de 1990. A Chery surgiu em 1997, enquanto as subsidiárias Omoda e Jaecoo nasceram em 2022 e 2023, respectivamente. O cenário em 2026 é bem diferente. Entre janeiro e abril deste ano, quase metade dos veículos importados pelo Brasil veio da China. Só em abril, mais de 17% das vendas no país foram de marcas chinesas. O primeiro Ford Ecosport foi mostrado em 2002 e chegou às lojas em 2003 Divulgação / Ford Nada de SUV Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 43,1% dos veículos vendidos no Brasil em 2025 eram SUVs. Em 2002, esse segmento era praticamente irrelevante no Brasil. A oferta se concentrava em utilitários esportivos grandes e modelos derivados de picapes. O modelo importado mais vendido no ano do pentacampeonato foi o Mitsubishi Pajero, com 4.028 unidades. A história começou a mudar justamente no Salão do Automóvel de 2002, quando a Ford apresentou a primeira geração do Ecosport. Derivado do Fiesta, o modelo chegou às lojas em 2003 e inaugurou no Brasil o segmento dos SUVs mais acessíveis, baseados em plataformas de carros compactos. A mesma receita é aplicada até hoje em SUVs como Fiat Pulse, Chevrolet Tracker, Renault Duster, Citroën C3 Aircross, Volkswagen T-Cross e outros. O Chevrolet Tracker já existia no mercado em 2002, mas era um irmão gêmeo do Suzuki Grand Vitara Divulgação / GM Cardápio interessante Se hoje o mercado automotivo passa a sensação de ser “mais do mesmo”, em 2002 havia várias opções que hoje parecem curiosas. No ano do penta, era possível entrar em uma concessionária Volkswagen e levar para casa um Santana ou uma Parati Turbo. Para quem precisava trabalhar, a Kombi seguia firme e forte no catálogo da marca. Os saudosistas devem lembrar que, em 2002, ainda era possível comprar modelos da Alfa Romeo no Brasil. O sedã 166 tinha motor 3.0 V6 de 226 cv, câmbio automático e suspensão traseira independente. O preço de US$ 59 mil assusta até em 2026. A Chevrolet já vendia o Tracker por aqui em 2002, mas o SUV era, na prática, um Suzuki Vitara com detalhes e emblemas diferentes. No início da trajetória da dupla, o motor era um 2.0 turbodiesel de 87 cv fornecido pela Mazda. Em 2002, porém, outro motor 2.0 turbodiesel entrou em cena, desta vez da Peugeot. O propulsor rendia 108 cv e 25,5 kgfm de torque. Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco Divulgação / Stellantis Mercado cresceu Em 2002, os brasileiros compraram quase 1,4 milhão de automóveis, segundo dados da Fenabrave. Em 2025, o mercado nacional registrou mais de 2,5 milhões de emplacamentos. A produção nacional também cresceu: passou de 1,7 milhão de veículos no ano do penta para mais de 2,6 milhões no ano passado. Dois dados curiosos aparecem no anuário da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa para 2002 era de uma frota circulante de 18,4 milhões de veículos no Brasil. Em 2024, ano mais recente disponível no documento, a estimativa é de que o Brasil tenha mais de 40,3 milhões de veículos em circulação.
Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não sejam dirigidas

Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não seja A Ford anunciou nesta quinta-feira (18) um recall para os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, devido a um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veículos fazem parte deste recall. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ford Bronco Sport em trilha. Divulgação | Ford A montadora recomenda que os proprietários dos veículos afetados evitem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária. O chamado ocorre devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veículos, pode não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira. Agora no g1 Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veículo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos físicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros. A fabricante informou que a solução do problema consiste na inspeção e, caso seja identificada a necessidade, na substituição gratuita do suporte da roda dianteira e do braço inferior da suspensão dianteira de ambos os lados do veículo. Ford Maverick Divulgação / Ford O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida. O atendimento aos proprietários já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Veja abaixo os detalhes das unidades Ford Bronco Sport 2025 Divulgação | Ford Ford Bronco Sport Modelos: 2021 / Chassis: De MRA31742 até MRB14912 Datas de produção: De 3 de fevereiro de 2021 até 2 de setembro de 2021 Modelos: 2022 / Chassis: 3FMCR9E99NRD57968 e 3FMCR9E93NRE11636 Datas de produção: 2 de março de 2022 e 5 de setembro de 2022 Modelos: 2023 / Chassis: 3FMCR9E99PRD58637, 3FMCR9E96PRD76352 e 3FMCR9E94PRE06335 Datas de produção: 28 de abril de 2023, 12 de junho de 2023 e 28 de agosto de 2023 Modelos: 2024 / Chassis: De RRE61285 até RRF31433 Datas de produção: De 16 de fevereiro de 2024 até 12 de agosto de 2024 Modelos: 2025 / Chassis: De SRE33832 até SRE74597 Datas de produção: De 10 de março de 2025 até 9 de maio de 2025 Ford Maverick Tremor Fabio Tito/g1 Ford Maverick Modelos: 2022 / Chassis: 3FTTW8F90NRA52915, 3FTTW8F99NRA65081, 3FTTW8F98NRA72393, 3FTTW8F97NRA81960 e 3FTTW8F99NRB06020 Datas de produção: 9 de abril de 2022, 3 de maio de 2022, 25 de maio de 2022, 21 de junho de 2022 e 20 de outubro de 2022 Modelos: 2023 / Chassis: 3FTTW8F98PRA15372, 3FTTW8F96PRA16178, 3FTTW8F95PRA22098 e 3FTTW8E31PRA92825 Datas de produção: 12 de janeiro de 2023, 16 de janeiro de 2023, 8 de fevereiro de 2023 e 20 de setembro de 2023 Modelos: 2024 / Chassis: De RRA56830 até RRB53270 Datas de produção: De 3 de fevereiro de 2024 até 17 de setembro de 2024 Modelos: 2025 / Chassis: De SRA38677 até SRB65191 Datas de produção: De 8 de fevereiro de 2025 até 14 de outubro de 2025
Vai decorar o carro para a Copa do Mundo? Veja o que pode render multa

Empresário faz plotagem gigante de Neymar em carro para a Copa Reprodução/acervo pessoal A Seleção Brasileira de futebol enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19) pela Copa do Mundo, e a empolgação da torcida se reflete nas ruas. Bandeiras, adesivos e enfeites em verde, amarelo e azul se espalham pelos automóveis em circulação. No entanto, motoristas precisam ter atenção às regras estabelecidas pela legislação para evitar multas e problemas na fiscalização. Uma portaria recente da Prefeitura de São Paulo liberou o uso de decorações alusivas ao torneio para táxis, vans e veículos de transporte por aplicativo, mas condutores particulares devem seguir limites técnicos rígidos de segurança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo o advogado e ex-secretário de transportes de Porto Alegre (RS), Marcelo Soletti, esse tipo de liberação municipal é uma prática comum em grandes capitais durante períodos festivos ou grandes eventos esportivos. Como os serviços de táxi e transporte por aplicativo são regulados pelos municípios, as prefeituras possuem autonomia para flexibilizar temporariamente as exigências estéticas e permitir o clima de celebração na frota pública local. Agora no g1 Para o motorista comum, o principal critério a ser observado é a manutenção da visibilidade e da segurança viária. A advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, explica que o Código de Trânsito Brasileiro permite a customização estética desde que ela não interfira nos componentes essenciais de dirigibilidade. Qualquer adereço posicionado de forma a obstruir a visão dos retrovisores pode resultar em punição administrativa para o condutor do veículo. "Também são problemáticas as adaptações que interfiram no funcionamento de equipamentos obrigatórios, como cintos de segurança, encostos de cabeça e sistemas de retenção", diz a advogada. O uso de adesivos nos vidros é um dos pontos que mais demandam atenção técnica. O advogado Marcos Poliszezuk, sócio fundador do Poliszezuk Advogados, ressalta que os enfeites não podem “desviar a visão do motorista durante o ato de dirigir” nem dificultar a identificação do veículo. Pietra Valentina envelopou o carro com as cores da bandeira do Brasil para a Copa do Mundo Arquivo Pessoal O descumprimento dos requisitos de segurança estipulados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) gera o enquadramento no artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), configurando uma infração grave. A avaliação técnica dessa transparência nos vidros é regida por normas específicas federais. Marcelo Soletti detalha que uma resolução do Contran estipula limites para a chamada transmitância luminosa, estabelecendo que a visibilidade nos vidros essenciais do automóvel não pode ficar abaixo de 70%. Caso a fiscalização identifique que um adesivo comemorativo reduziu a transparência além do limite permitido ou bloqueou o campo de visão frontal e lateral do motorista, a penalidade prevista é uma multa no valor de R$ 195,23, a perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a retenção do veículo até a retirada do material irregular. Mudança de cor do carro A mesma penalidade de caráter grave é aplicada para quem exagera no tamanho das colagens sobre a lataria do carro. De acordo com outra resolução do Contran, modificações que alterem mais de 50% da cor predominante original da carroceria sem a devida atualização do registro de trânsito deixam o veículo em situação irregular. "Quando a adesivação modifica a cor predominante do veículo em mais de 50%, ocorre uma alteração de característica sujeita à atualização do registro junto ao órgão de trânsito", explica Daniela Poli Vlavianos. Ela destaca que a regra abrange tanto adesivos permanentes quanto envelopamentos temporários. Carros circulam pela capital paulista com bandeiras do Brasil André Fogaça/g1 A fixação de bandeiras externas e mastros também é monitorada pelos agentes públicos. Poliszezuk pondera que pequenas bandeiras fixadas de maneira adequada costumam ser toleradas, mas estruturas maiores ou suportes improvisados, que balancem ou tenham risco de desprendimento, representam risco à segurança viária e aos pedestres. "Uma bandeira presa em mastro, por exemplo, pode ser considerada irregular se houver risco de desprendimento ou se comprometer a estabilidade e a segurança do veículo", diz o advogado. Além disso, as decorações externas não podem ocultar as placas de identificação ou os dispositivos de iluminação obrigatórios do automóvel, sob risco de autuação e retenção do veículo até que a situação seja totalmente regularizada pelo proprietário. Gritar e buzinar O comportamento dos passageiros e o barulho excessivo durante as comemorações nas vias públicas são outros focos de atenção jurídica. Daniela Poli Vlavianos alerta sobre os riscos associados à conduta de torcedores mais entusiasmados em colocar partes do corpo para fora do automóvel em movimento. Segundo a especialista, colocar a cabeça, os braços ou o tronco para fora do veículo em movimento aumenta significativamente o risco de acidentes e lesões graves, o que gera responsabilização direta para o condutor por transporte de passageiros em condições inseguras e pode acarretar desdobramentos de responsabilidade civil e criminal em caso de acidentes. Marcelo Soletti reforça que o CTB proíbe o transporte de pessoas em partes externas do veículo e a projeção de partes do corpo para fora do automóvel em movimento. Em relação ao uso de buzinas e equipamentos de som em volume muito alto, Soletti menciona que, embora os agentes de trânsito costumem avaliar o contexto festivo e a plausibilidade do momento, o abuso próximo a escolas, hospitais ou após as 22h resulta em tolerância zero por violar o sossego público. O som excessivo atrai a aplicação de penalidades ambientais e municipais baseadas nas leis paulistanas do silêncio.