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BYD Dolphin Mini é dos veículos que se encaixam no critério do Move Aplicativos Divulgação / BYD A partir desta sexta-feira (19), os motoristas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Táxi e Aplicativos (também chamado de Move Aplicativos) podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra do carro zero km. A iniciativa do governo direciona uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para incentivar financiamento a motoristas de aplicativo e taxistas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O Move Aplicativos promete juros menores para a aquisição de automóveis novos de até R$ 150 mil. Entre os requisitos, os motoristas de app precisam ter mais de 12 meses na plataforma e mais de 100 corridas nesse período para ter direito ao programa. (veja as regras aqui) Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos. Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado. Para entender como motoristas e taxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro. Também há simulações que mostram que o programa pode diminuir em alguns casos R$ 17 mil no custo total na compra de um carro novo. Direitos do consumidor no financiamento de carros 1. Mostre que você tem capacidade de pagamento O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido. Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial. “Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador. Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa. 2. Cuide do seu score de crédito O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor. Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente. 🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas. 3. Fique atento ao comprometimento da renda O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares. O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente. “No caso dos motoristas de aplicativo, esse cuidado é ainda mais importante porque a renda costuma variar ao longo dos meses”, diz Soares Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo. 4. Organize os comprovantes (mesmo sem contracheque) Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil. Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação: Declaração do Imposto de Renda; Extratos bancários recentes; Histórico completo de movimentação da conta corrente; Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo. Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito. 5. Use o relacionamento com o seu banco a seu favor Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação. Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista. “Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica. 🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do motorista. 6. Evite os erros mais comuns Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento. Os principais motivos de reprovação identificados pelo mercado incluem: Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo; Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas; Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas; Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes. Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal. "O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento. ", ressalta Soares. 7. Faça uma preparação para o 'sim' Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal. A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira. Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para protegar o motorista contra imprevistos de manutenção. “Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha. Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial. “O mais importante é garantir que essa dívida seja sustentável ao longo do tempo”, diz. Juros menores "A taxa do programa, entre 11,5% e 12,6% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar. Na prática, segundo o especialista, essa vantagem permite que, em um financiamento de 48 parcelas com 50% de entrada, a economia em juros pagos possa ultrapassar R$ 17 mil para um carro com preço de R$ 150 mil. 🔎 Embora o programa ofereça facilidades, é preciso atenção aos detalhes contratuais. "A carência de 6 meses ajuda o caixa do motorista no início, mas os juros incidem sobre o saldo devedor nesse período”, diz Castro Portanto, o custo final tende a subir quando comparado a uma tabela sem carência. Por fim, a estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade. Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica. 🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação para o motorista. Vamos às contas Veja abaixo a simulação de financiamento de um Volkswagen Virtus 170 TSI; a economia no final em juros é de mais de R$ 20 mil. Vale lembrar que o programa prevê taxas de juros diferentes para homens e mulheres: Faça as suas contas O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento. O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro. O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados. 🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação. Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

CAOA Changan CS75 Divulgação / CAOA Changan A CAOA Changan anunciou nesta terça-feira (16) o lançamento do SUV CS75 no mercado brasileiro. O modelo será produzido na fábrica da montadora em Anápolis (GO) e chega inicialmente em versão única, a Infinity, com preço promocional de lançamento de R$ 199.990, válido por tempo limitado. O utilitário esportivo é equipado com motor 1.5 TGDi turbo flex que desenvolve 180 cv de potência e 29,2 kgf.m de torque. O conjunto mecânico traz transmissão automática com oito marchas e suspensão Multilink no eixo traseiro. As rodas são de 20 polegadas. Nas dimensões, o veículo tem 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,70 m de altura e tem 2,80 m de entre-eixos. Medidas mais generosas do que as do Jeep Commander e GWM Haval H6. O compartimento de bagagem tem capacidade para 725 litros na medição até o teto. A medida aumenta para 1.620 litros com os assentos traseiros rebatidos. O modelo conta ainda com teto solar panorâmico e maçanetas externas retráteis. Agora no g1 Muitas telas A cabine do CS75 possui um painel digital integrado com três telas e área total de 37,2 polegadas. Essa superfície une o quadro de instrumentos de 10,3 polegadas, a central multimídia de 14,6 polegadas e uma tela de 12,3 polegadas voltada para o passageiro do banco dianteiro. O sistema de entretenimento oferece conectividade sem fio para os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos por voz e som com 14 alto-falantes. Interior do CAOA Changan CS75 tem três telas Divulgação / CAOA Changan O assento do passageiro dianteiro oferece 14 regulagens elétricas, suporte para pernas, aquecimento, ventilação e funções de massagem. O banco do condutor dispõe de ajustes elétricos e memória, aquecimento e ventilação. Na segunda fileira, os bancos têm inclinação ajustável, aquecimento e saídas de ventilação. O interior inclui ar-condicionado de duas zonas, console central com refrigeração e iluminação ambiente configurável em até 256 cores. Segurança O pacote de assistência ao motorista inclui controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo, alerta de saída e permanência em faixa, assistente de congestionamento (que leva o SUV no anda e para), aviso de colisão frontal e frenagem automática de emergência. O carro vem equipado também com controle de estabilidade, controle de tração e airbags frontais, laterais e de cortina. CAOA Changan CS75 Divulgação / CAOA Changan O SUV traz um sistema de câmeras de 540 graus com visualização em alta definição e função de chassi transparente. Essa tecnologia reproduz na tela do multimídia o entorno do veículo e projeta uma imagem 3D translúcida do CS75. Há também um recurso para movimentar o carro em linha reta à distância usando a chave. Ideal para tirar o modelo de vagas estreitas. O sistema de iluminação do veículo é composto inteiramente por lâmpadas de LED. A grade frontal tem abertura controlada eletronicamente para dosar a entrada de ar. O fabricante oferece garantia de sete anos ou 150 mil quilômetros para o modelo. Galerias Relacionadas

Robotáxi da Tesla em Austin, no Texas. Joel Angel Juarez/Reuters Em seus esforços para obter a aprovação europeia de seu sistema de condução autônoma “Full Self-Driving” (FSD, na sigla em inglês), a Tesla apresentou às autoridades reguladoras da Suécia e da Holanda estatísticas de segurança que, segundo pesquisadores, configurariam em uma prática de marketing enganoso. Os dados foram elaborados pela própria empresa. Uma análise da Reuters publicada no mês passado mostrou que o presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, e outros líderes da empresa têm citado com frequência crescente, ao longo do último ano, estatísticas que indicam que o FSD seria até 10 vezes mais seguro do que motoristas humanos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Reuters, no entanto, identificou diversas comparações inválidas de dados por trás desses números, o que teria inflado as alegações de segurança da Tesla. A Tesla apresentou dados de segurança potencialmente exagerados a algumas autoridades reguladoras europeias, de acordo com correspondência obtida pela Reuters por meio de pedidos de acesso a registros públicos. Agora no g1 A fabricante busca uma aprovação mais ampla do FSD em uma região onde tenta recuperar participação de mercado. A empresa entrou em contato com a RDW, a agência reguladora de trânsito holandesa, no fim de 2024 para dar início ao processo. Em uma carta enviada à RDW em novembro de 2024, a Tesla forneceu um link para seu relatório de segurança e afirmou que “o aumento do uso” do FSD “contribui para estradas mais seguras”. A empresa cobra uma assinatura mensal pelo sistema, que pode conduzir o veículo em determinadas situações, mas ainda exige que o motorista permaneça atento. Após mais de um ano de testes e discussões com a Tesla, a RDW aprovou, em abril, o uso do FSD na Holanda. A agência reguladora agora busca a aprovação do sistema em toda a União Europeia em nome da empresa. A RDW se recusou a comentar as questões apontadas pela Reuters sobre as estatísticas de segurança da Tesla. Em comunicado, a agência afirmou que “não se baseia em alegações de marketing ou estatísticas externas” para tomar decisões e que realiza seus próprios “testes, análises e verificações” do sistema em vias públicas e pistas de teste. A agência não informou se avaliou as estatísticas de segurança da Tesla nos Estados Unidos. A RDW ainda afirmou que a Tesla “coletou muitos dados” durante os testes e que a agência “validou, testou e auditou essas informações”. O órgão, no entanto, não especificou que tipo de dados foi coletado nem o que foi medido. A Tesla não respondeu aos pedidos de comentário. Salvando 32 mil vidas? Logo após o anúncio da decisão, em 10 de abril, o gerente de políticas da Tesla, Ivan Komusanac, enviou um e-mail a reguladores suecos pedindo uma aprovação semelhante para o FSD. Ele anexou uma apresentação de slides com a alegação de que veículos da Tesla equipados com o sistema podem percorrer uma distância mais de sete vezes maior entre acidentes do que o motorista humano médio nos Estados Unidos. A apresentação também afirmava que o FSD poderia ter salvo 32 mil vidas e evitado 1,9 milhão de feridos. Pesquisadores ouvidos pela Reuters afirmaram que esses números são altamente enganosos, pois se baseiam na suposição irrealista de que todos os veículos dos Estados Unidos — incluindo caminhões de carga e motocicletas, mais propensos a acidentes — seriam substituídos por carros Tesla equipados com o sistema FSD. A estimativa também pressupõe que cada veículo da Tesla seja, de fato, ao menos sete vezes mais seguro do que aquele que substituiria. A análise da Reuters também apontou que a Tesla tende a superestimar a segurança da tecnologia ao comparar a taxa de acidentes em veículos com FSD que acionaram airbags com a taxa geral de acidentes nos Estados Unidos, que inclui ocorrências menos graves. A empresa também compara seus carros ao veículo médio do país, que é significativamente mais antigo do que o Tesla médio, o que pode distorcer os resultados, já que novos recursos de segurança vêm sendo incorporados gradualmente pela indústria. Anders Eriksson, investigador da Agência Sueca de Transportes, recusou-se a comentar os dados fornecidos pela Tesla, mas afirmou que os reguladores “olham além dos números principais” e que a avaliação de sistemas desse tipo não se baseia “apenas em alegações agregadas de segurança, mas no conjunto de evidências apresentadas”. O órgão regulador não respondeu às perguntas da Reuters sobre quais outras evidências foram apresentadas pela Tesla. Dudley Curtis, porta-voz do Conselho Europeu de Segurança nos Transportes, afirmou que a organização está “certamente preocupada” com o fato de a Tesla ter apresentado “dados de segurança não confiáveis” dos Estados Unidos aos reguladores suecos, após ser informada pela Reuters sobre a correspondência. Ele acrescentou que, se a Tesla quiser sustentar alegações de segurança, deveria “fornecer os dados a uma universidade, submetê-los à verificação independente por um pesquisador qualificado e, então, poderemos debatê-los”. Tesla aposta no FSD para recuperação na Europa A Tesla afirma que a aprovação do FSD na Europa é fundamental para o crescimento das vendas na região. A empresa tenta recuperar participação de mercado após a queda nas vendas no ano passado, em meio a protestos contra as atividades políticas de Elon Musk, incluindo apoio a partidos europeus de extrema direita. A falta de aprovação pode dificultar a competição da Tesla em uma região onde fabricantes chinesas de veículos elétricos ganham espaço de forma constante. Nos próximos meses, será necessária a aprovação de representantes de ao menos 55% dos Estados-membros, que somem 65% da população do bloco, para que o FSD seja liberado em toda a União Europeia. Enquanto isso, países do bloco podem aprovar a tecnologia de forma individual. Na Grécia, o órgão regulador afirmou no mês passado que pretende autorizar o FSD e citou dados “do outro lado do Atlântico” que indicariam uma “redução significativa nos acidentes”. O Ministério dos Transportes da Grécia se recusou a responder se os dados citados eram provenientes do relatório de segurança da Tesla. Reguladores de outros países europeus também têm recebido um volume crescente de mensagens de motoristas que citam estatísticas da Tesla e pedem a aprovação rápida do FSD, segundo e-mails obtidos pela Reuters. Na Noruega, motoristas da Tesla escreveram a reguladores rodoviários citando o relatório de segurança da empresa. Um deles afirmou que a tecnologia é “significativamente mais segura do que a direção manual” e poderia “reduzir os acidentes em até 90%”, com potencial para salvar vidas nas estradas do país. Stein-Helge Mundal, da Administração Norueguesa de Estradas Públicas, respondeu a alguns desses pedidos afirmando que os números divulgados pela Tesla “são produzidos pela própria empresa”, o que torna “difícil estabelecer correlação com as estatísticas oficiais de acidentes”.








