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Ford Ranger Raptor Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (8) a convocação de um recall para os proprietários do modelo Ranger Raptor, ano 2026. O problema, segundo a marca, está localizado na capa de proteção interna dos airbags de cortina laterais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp De acordo com a Ford, uma alteração na peça pode fazer com que a bolsa inflável fique presa ao acabamento da coluna central do veículo, impedindo a abertura correta do sistema em caso de acidente. Agora no g1 A falha no funcionamento do equipamento deixa os passageiros sem a proteção prevista em colisões. Além disso, existe o risco de o acabamento da coluna central se soltar e ser arremessado para o interior da cabine, o que eleva a possibilidade de lesões aos ocupantes do automóvel. Para corrigir o defeito, a montadora fará a substituição gratuita da capa de proteção interna dos airbags laterais. Os reparos começam a ser realizados no dia 10 de outubro de 2026, com tempo estimado de serviço de cerca de duas horas. A campanha afeta veículos fabricados entre 11 de março de 2026 e 19 de junho de 2026, com finais de chassi compreendidos entre TX764311 e TX784494. O g1 entrou em contato com a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. Assim que esses dados forem divulgados, a reportagem será atualizada.

Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (07) que uma de suas fábricas na Alemanha, que terá sua produção de automóveis encerrada, será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense. A medida faz parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa, que atravessa uma grave crise. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa anunciou recentemente o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos. Agora no g1 O anúncio também representa a mais recente parceria entre uma automobilística alemã e o setor de defesa. Um mercado em expansão à medida que vários países reforçam suas Forças Armadas em meio à ameaça cada vez maior representada por conflitos e guerras, em um cenário internacional cada vez mais instável. O acordo ainda não constitui uma venda definitiva, mas visa estabelecer as bases para as próximas etapas, incluindo a definição de responsabilidades, a determinação da estrutura e a preparação para a transição. Domo de Ferro e Iron Beam A fábrica da VW em Osnabrück, no noroeste da Alemanha, será vendida para a empresa de investimentos Aurelius Capital, sediada em Tel Aviv, e para o estado alemão da Baixa Saxônia, um importante acionista da VW, para desenvolver um projeto inicial de defesa para a empresa israelense Rafael Advanced Defence Systems. A produção de automóveis na unidade será encerrada em 2027. A Rafael, fabricante de sistemas de defesa aérea, mísseis guiados e sistemas de guerra eletrônica, é conhecida pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antiaérea utilizado por Israel. A empresa também produz o Iron Beam, uma arma a laser projetada para interceptar alvos aéreos. Além disso, fornece o sistema de proteção ativa Trophy, capaz de destruir mísseis e armas antitanque, utilizado nos tanques de guerra Leopard, fabricados na Alemanha. Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sistemas de defesa antiaérea "Com o acordo de hoje, damos um passo importante para abrir um novo futuro industrial para o local", disse o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, assegurando que a empresa "assume sua responsabilidade em relação a Osnabrück". O acordo garantirá a preservação de pelo menos 1,2 mil dos 1,8 mil empregos na fábrica, segundo o conselho de trabalhadores da VW, após a decisão tomada pela empresa, em 2024, de encerrar a produção de veículos em Osnabrück até 2027. O projeto com a Rafael estará centrado na possível fabricação de sistemas de defesa aérea e componentes voltados para a Alemanha e outros países europeus, informou a montadora, sem fornecer mais detalhes. O valor da venda também não foi divulgado. "Estamos construindo uma relação industrial de longo prazo com nossos parceiros alemães, com o objetivo de que a tecnologia seja totalmente produzida na Alemanha, para proteger a Alemanha e a Europa", disse Yoav Tourgeman, presidente e CEO da Rafael. A unidade de Osnabrück, com 125 anos de história, produz atualmente os veículos T-Roc Cabriolet, bem como os modelos Cayman e Boxster para a Porsche, empresa controlada pelo grupo Volkswagen. Veículos saem da linha de montagem na fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sindicato: VW "não está isenta" de responsabilidade O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto, enquanto a empresa avança sua estratégia de reduzir custos. Na semana passada, a direção e os sindicatos concordaram em avaliar "usos alternativos" para essas unidades, ao mesmo tempo em que aprovaram a redução de mais 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de vagas a serem eliminadas no grupo nos próximos anos. Até o momento, a gigante automotiva – que engloba dez marcas, incluindo a Audi e a Seat – conseguiu evitar o fechamento de grandes fábricas em seu país de origem ao longo de seus 89 anos de história. "A medida de hoje abre oportunidades para a unidade, mas não exime a Volkswagen da responsabilidade de criar perspectivas sólidas também para os funcionários restantes", disse Christiane Benner, membro do conselho de supervisão da VW. Modelos históricos da Volkswagen em exibição na fábrica do Grupo VW em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen VW evita polêmica ao não negociar diretamente com Israel A venda da fábrica para o estado da Baixa Saxônia e para a Aurelius Capital ajuda a VW a evitar a questão politicamente delicada de negociar diretamente com uma empresa de defesa israelense. O Catar, cujo fundo soberano é o terceiro maior acionista da automobilística alemã, não reconhece o Estado de Israel. O anúncio é a mais recente parceria entre os setores automotivo e de defesa. Em junho, a Mercedes-Benz informou ter fechado um acordo com a fabricante de drones Tytan Technologies para adaptar algumas de suas vans para operações móveis de defesa contra drones. Segundo relatos, a Mercedes também manteve conversas com a KNDS – fabricante franco-alemã de tanques e armamentos – sobre a possibilidade de produzir veículos blindados para transporte de pessoal em uma fábrica da empresa.

Preços de carros usados caem até 20% com enxurrada de novos modelos chineses A fabricante britânica de carros de luxo Jaguar Land Rover anunciou nesta segunda-feira (7) que reduzirá em quase 10% seu quadro de funcionários por meio de um programa de demissão voluntária ao longo dos próximos dois anos. A medida ocorre em meio às crescentes pressões enfrentadas pela indústria automobilística, incluindo a concorrência de fabricantes chineses e os efeitos das tarifas comerciais. Controlada pela indiana Tata Motors e com 17 unidades na Inglaterra, a fabricante de veículos de luxo informou que eliminará cerca de 4 mil postos de trabalho. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O objetivo é economizar 1,7 bilhão de libras (cerca de R$ 12,5 bilhões) e reduzir seu ponto de equilíbrio para aproximadamente 300 mil veículos. A JLR emprega cerca de 43 mil pessoas em todo o mundo, sendo 34 mil no Reino Unido, mas não informou onde os cortes serão realizados. "A indústria automotiva enfrenta desafios significativos, com mudanças tecnológicas em meio à intensa concorrência e à persistente incerteza geopolítica", afirmou o CEO da JLR, PB Balaji, em comunicado. Na semana passada, a alemã Volkswagen aprovou planos para eliminar mais de 50 mil empregos, numa tentativa de enfrentar tarifas elevadas, excesso de capacidade produtiva e a forte concorrência de montadoras chinesas. A JLR ainda se recupera de um ataque cibernético sofrido em 2025, que provocou uma longa paralisação da produção e afetou sua cadeia de fornecedores. Os cortes representam um revés para o governo britânico, que tenta impulsionar uma economia de crescimento lento. Nesta segunda-feira, o ministro das Finanças, John Healey, discursou em Coventry, cidade próxima à sede da JLR, e apresentou uma visão mais otimista para a economia antes da divulgação do orçamento, prevista para o fim de outubro. Cortes de custos e concorrência A JLR afirmou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses e manterá investimentos entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras (cerca de R$ 110,5 bilhões a R$ 132,6 bilhões) ao longo dos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente. Mesmo assim, a empresa disse que precisa reduzir custos e simplificar sua estrutura para tornar o negócio mais resiliente. O programa de demissão voluntária afetará principalmente os 26 mil funcionários das áreas administrativa e de gestão. O ministro dos Negócios, Jonathan Reynolds, conversou com Balaji nesta segunda-feira e deve se reunir ainda nesta semana com representantes da empresa e dos sindicatos. "Entendemos que este será um período de incerteza e preocupação para os trabalhadores afetados, suas famílias e as comunidades, e sabemos que as atuais condições de mercado são desafiadoras para a indústria automotiva em todo o mundo", afirmou o porta-voz do primeiro-ministro, Andy Burnham. Já o prefeito da região, Richard Parker, anunciou um pacote de 500 mil libras (cerca de R$ 3,7 milhões) para apoiar os funcionários que aderirem ao programa de demissão voluntária. Logotipos das marcas britânicas Jaguar e Land Rover, pertencentes à indiana Tata Motors, em frente a uma concessionária em Nova Délhi, na Índia. Reuters








