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Volkswagen planeja congelar salários até 2030, diz conselho de trabalhadores

Veículo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China. REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo A Volkswagen planeja congelar os salários de seus 660 mil funcionários em todo o mundo até 2030, segundo o Conselho Global de Trabalhadores da montadora alemã. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) e confirma uma reportagem publicada anteriormente pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O conselho afirmou ter recebido informações internas sobre os planos da direção da empresa. Procurada, a Volkswagen se recusou a comentar o que classificou como “especulações”. Um porta-voz informou que uma nova rodada de negociações, prevista para esta semana, será a oportunidade para discutir eventuais propostas relacionadas aos custos com pessoal. Agora no g1 O Conselho Global de Trabalhadores classificou a proposta como “absurda” e afirmou esperar forte resistência à iniciativa, que considera “bastante irrealista”. “Na Volkswagen, a evolução salarial é decidida na mesa de negociações, não por decreto da diretoria executiva”, afirmou um porta-voz do sindicato alemão IG Metall. Segundo o Süddeutsche Zeitung, a ausência de reajustes salariais pode representar uma perda de cerca de 10% no poder de compra dos funcionários afetados até 2030, devido à inflação. As novas diretrizes globais de gestão, previstas para entrar em vigor no quarto trimestre, também incluem cortes na remuneração variável, nos pagamentos extras, nos benefícios e no número de postos de trabalho. A relação entre a Volkswagen e os representantes dos trabalhadores se deteriorou nos últimos meses, enquanto o CEO Oliver Blume avança com um plano de reestruturação considerado o mais radical da história da montadora alemã.
Doações de Elon Musk para beneficiar partido de Trump reacendem debate sobre financiamento de campanha

Doações de Elon Musk para beneficiar partido de Trump reacendem debate sobre financiamento de campanha As doações do trilionário Elon Musk para beneficiar o partido de Donald Trump, reacenderam o debate sobre o financiamento da campanha. Daqui a menos de três semanas, os americanos vão às urnas eleger um novo Congresso. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ele doou US$ 360 milhões desde 2025 – o equivalente a mais de R$ 1,8 bilhões. As doações marcam uma mudança no comportamento do empresário mais rico do mundo. Depois de trabalhar no recém-criado Departamento de Eficiência Interna no início do governo Trump, o trilionário rompeu publicamente com o presidente. Os dois chegaram a trocar insultos nas redes sociais. Mas as desavenças não duraram muito. Na semana passada, Trump deu a Musk a maior honraria científica dos Estados Unidos. E o trilionário se tornou uma espécie de consultor do Pentágono para tecnologias militares do futuro. Desde 2025, deputados do Partido Democrata, de oposição, têm pressionado por investigações contra Musk por conflitos de interesses na época em que trabalhou para o governo. A acusação é de que ele obteve vantagens em contratos bilionários assinados entre a Space-X e a Nasa. E obteve incentivos do governo para suas empresas. As leis de financiamento de campanha mudaram muito nos Estados Unidos nas últimas duas décadas. E são bem diferentes das brasileiras. No Brasil, o financiamento é quase todo público, doações de pessoas são limitadas e de empresas são proibidas. Já nos EUA, quase todo o recurso é de origem privada. Há limites para doações diretas para candidatos ou partidos. Mas hoje, os grandes doadores e até empresas podem destinar somas ilimitadas para uma espécie de comitê político. São os chamados Super-PACs. Eles são um elemento fundamental no jogo financeiro da política americana. São organizações privadas independentes, não ligadas diretamente aos candidatos, e que podem gastar o quanto quiserem em propagandas a favor de uma pessoa ou atacando adversários, desde que não doem o dinheiro diretamente para a campanha. Musk é dono de um Super PAC. E também fez doações milionárias para outros como o dele. É um modelo muito criticado por especialistas como Michael Kang Kank, da Universidade de Chicago, e o analista político Brian Rosenwald. Kank afirma que, com regras pouco rígidas, os mais ricos passam a influenciar ainda mais as eleições. E que, historicamente, os dois partidos se aproveitam disso e, depois, tem uma preocupação em especial em “satisfazer” seus doadores. Brian Rosenwald diz que Musk não necessariamente está em busca de troca de favores, mas quer financiar um governo alinhado com as suas posições. O analista político afirma que o modelo deixa as eleições ainda mais caras, com gastos ilimitados. E que nada disso é bom para a democracia. Doações de Elon Musk para beneficiar partido de Trump reacendem debate sobre financiamento de campanha Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Musk gastou US$ 276 milhões desde julho para ajudar partido de Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA Musk é trilionário de novo: fortuna chega a US$ 1,04 trilhão após disparada da SpaceX
Volkswagen Tera ganha motor mais forte e novo câmbio, mas vai ganhar dos chineses? O g1 testou

Volkswagen Tera na versão Comfort. divulgação / Volkswagen A Volkswagen passou a oferecer o SUV compacto Tera com o motor 200 TSI nas versões automáticas Comfort e Highline. O modelo recebeu o motor 1.0 turbo de três cilindros, que entrega 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, combinado a uma nova transmissão automática de oito marchas. Anteriormente, ambas as versões já contavam com motor 1.0 turbo, mas com 116 cv de potência e câmbio de seis marchas. Agora, as demais configurações do Tera mantêm essa motorização e são oferecidas exclusivamente com câmbio manual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Com as mudanças mecânicas, a versão Comfort passa a custar R$ 134.790, o que representa um reajuste de R$ 1.600. Já a versão Highline ficou R$ 1.000 mais cara e agora é vendida por R$ 147.190. Com o pacote ADAS e a pintura bicolor, o Tera passa dos R$ 154 mil. O g1 testou a configuração topo de linha do Tera com o pacote Outline para descobrir se a potência extra e o novo câmbio elevam o modelo a um novo patamar, especialmente diante de concorrentes bastante interessantes na mesma faixa de preço. Volkswagen ID.4 chega ao Brasil, mas sai de linha na Europa Consumo A boa notícia é que o motor de 128 cv alterou pouco as médias de consumo de combustível do utilitário esportivo em relação à calibração anterior. O rendimento melhorou no trânsito urbano e ficou ligeiramente menor em trajetos rodoviários. Com etanol: 8,7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada. Com gasolina: 12,2 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada. O propulsor 200 TSI, que já integra a gama de outros modelos da marca, como o T-Cross, foi ajustado para entregar torque em baixas rotações. A caixa automática de oito velocidades distribui as relações para manter o motor na faixa ideal de funcionamento em diferentes condições de rodagem. Volkswagen Tera 200 TSI divulgação/Volkswagen O desenho do veículo e a lista de equipamentos permanecem. O modelo mantém painel digital, central multimídia VW Play Connect e suporte ao aplicativo Meu VW. Na versão Comfort, o ar-condicionado é do tipo convencional. Mudou, sem mudar Ao entrar no Volkswagen Tera, a sensação é de estar diante do mesmo carro, inclusive na versão topo de linha. A marca não sinalizou visualmente as mudanças na recalibração do motor e na adoção do novo câmbio automático de oito marchas. O pacote de equipamentos e os acabamentos continuam. Com o carro ligado e em movimento, porém, é possível perceber que a Volkswagen, como já fez em outras oportunidades, conseguiu combinar bem o câmbio de oito marchas com o motor 200 TSI. As trocas são suaves e aproveitam o giro do motor na faixa mais eficiente, o que proporciona, claro, retomadas melhores do que nas versões de 116 cavalos. Nas reduções de marcha, não há trancos. Tudo funciona de maneira adequada. A direção e a suspensão também continuam bem executadas, como antes. Interior do Volkswagen Tera Divulgação / VW Pergunta errada Mas haveria algum problema, então? A Volkswagen respondeu corretamente com essas novidades. O ponto é que ela deu a resposta certa para as perguntas erradas. Ao analisar o mercado atual, é possível perceber que o Tera e os concorrentes apontados pela própria VW estão deslocados em relação ao que acontece no segmento. Segundo Herlander Zola, CEO da Stellantis para a América do Sul (dona das marcas concorrentes da VW como Fiat e Jeep), montadoras tradicionais não previram a velocidade da eletrificação e perderam espaço para as chinesas. Em outubro, por exemplo, a Hyundai já está fazendo uma promoção para o i20. Um lançamento global que chegou sem nenhuma tecnologia inédita e “brigando” com o próprio HB20. Isso sem falar nos números baixos de vendas do Renault Kardian, que tem vários prêmios, mas é pouco visto nas ruas. Volkswagen Tera 200 TSI divulgação/Volkswagen São fenômenos que estão ligados ao "efeito China", que também atinge os preços de carros seminovos, como o g1 já mostrou. A resposta da Volkswagen para o segmento foi oferecer um câmbio mais moderno e um motor 1.0 com potência adequada. O problema é que essas não parecem ser os principais anseios dos clientes. Na hora de escolher um carro entre R$ 130 mil e R$ 155 mil, o consumidor brasileiro encontra diversas opções de modelos eletrificados. Veja alguns exemplos: BYD Dolphin GS: R$ 150 mil (promoção de R$ 139.990) CAOA Chery Tiggo 5X Sport: R$ 125 mil CAOA Chery Tiggo 5X Pro: R$ 140 mil CAOA Chery Tiggo 7 Sport: R$ 142 mil CAOA Changan CS55 Prime: R$ 145 mil CAOA Changan CS55 Infinity: R$ 155 mil Chevrolet Spark EUV: R$ 152 mil (promoção de R$ 147 mil) Geely EX2: R$ 124.600 Pro / R$ 137.800 Max MG4 Urban: R$ 135 mil Comfort / R$ 145 mil Luxury / R$ 155 mil Luxury Long Range Quando a Volkswagen afirma que já trabalha na eletrificação de sua frota e promove mudanças globais em suas fábricas, incluindo demissões e uma revisão completa do portfólio, fica mais evidente o contexto em que este novo Tera foi desenvolvido. A decisão de oferecer mais força e novo câmbio para o SUV compacto parece pertencer a outro momento. Um recorte no tempo em que a Volkswagen não dimensionou, pelo menos nos mercados brasileiro, a chegada dos fabricantes chineses, com preços agressivos, ampla oferta de modelos e volume de produção. Portanto, sim, o Volkswagen Tera melhorou com o novo câmbio e a potência extra. Mas essa pode não ser a resposta que o cliente procura nessa faixa de preço. Por enquanto, o modelo ainda faz sentido como uma opção de bom custo-benefício e mantém bons números de vendas. Segundo dados da Bright Consulting, as versões Comfort e a versão High correspondem a 62% das vendas do Tera. Portanto, a atualização é importante. Resta aguardar os próximos passos da Volkswagen e observar como o mercado vai se reorganizar em 2027, com as novas tecnologias que todas as marcas prometem trazer ao Brasil. Lançado no Brasil em 2025, o Tera tornou-se o segundo SUV mais vendido do país em 2026, posicionado atrás do T-Cross. A fábrica de Taubaté (SP) alcançou o volume de 100 mil unidades produzidas do modelo em menos de um ano. No mercado internacional, o veículo tornou-se o modelo mais exportado da marca no país em 2026. Entre janeiro e julho, a fabricante enviou 21.404 unidades do SUV para 17 mercados da América Latina. Volkswagen Tera 200 TSI Comprimento: 4,15 m Largura: 1,78 m Altura: 1,48 m Entre-eixos: 2,57 m Porta-malas: 350 litros Peso: 1.169 kg Rodas: 17 polegadas Pneus: 205/55 R17 Suspensão dianteira: Independente, do tipo McPherson Suspensão traseira: Eixo de torção Freios dianteiros: Discos ventilados Freios traseiros: Discos sólidos Direção: Elétrica Motor: Dianteiro, 1.0 turbo flex, três cilindros em linha e 12 válvulas Combustível: flex Potência: 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina Torque: 20,4 kgfm com etanol ou gasolina Câmbio: Automático Marchas: 8 Tração: Dianteira 0 a 100 km/h: 9,2 segundos com etanol e 9,5 segundos com gasolina Velocidade máxima: 188 km/h com etanol e 185 km/h com gasolina Consumo gasolina: cidade 12,2 km/l / estrada 14,4 km/l Etanol: cidade 8,7 km/l / estrada 10,1 km/l Tanque de combustível: 49 litros