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Carros que não são flex podem sofrer com aumento da mistura de etanol na gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil Os estados e o Distrito Federal aprovaram, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), um novo aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Os novos valores entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Foram publicados dois convênios que atualizam o valor do tributo sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. Veja abaixo como ficam as alíquotas: gasolina: alta de 4,5%, de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro; diesel: alta de 11,1%, de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro; gás de cozinha (GLP): alta de 4,8%, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Esse foi o terceiro ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em janeiro deste ano também houve elevação do imposto. Agora no g1 A atualização dos valores é feita anualmente e considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para esse reajuste, foram comparados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026 com os do mesmo período de 2025. Ainda segundo o comunicado, os estados também avaliam a possibilidade de antecipar uma eventual nova atualização do ICMS sobre o diesel, diante da volatilidade dos preços internacionais dos derivados de petróleo.

Divulgação Volks Divulgação Volks A Volkswagen registrou prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em mais de uma década. A montadora enfrenta dificuldades em mercados importantes, como a China, e iniciou uma ampla reestruturação dos negócios. O resultado foi afetado por itens extraordinários que somaram cerca de US$ 8,9 bilhões, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor da participação da Volkswagen na Porsche. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A receita de vendas da montadora também caiu 6% no terceiro trimestre, para US$ 87,1 bilhões. Após a divulgação dos resultados, as ações da Volkswagen caíam 2%. A empresa enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada na China, onde disputa espaço com fabricantes locais, além de custos bilionários com tarifas comerciais. Na Europa, a montadora também enfrenta gastos elevados para ampliar sua atuação no mercado de veículos elétricos, enquanto fabricantes chineses avançam na região. ➡️ Diante das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, planeja cortar 100 mil empregos em todo o grupo, que inclui marcas como Audi e Porsche. Até quatro fábricas na Alemanha correm risco de fechamento. O plano enfrenta forte oposição dos sindicatos, que consideram possíveis greves a partir do início de 2027. Em declaração em vídeo, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que os resultados dos nove primeiros meses do ano mostram a necessidade de acelerar as mudanças na empresa. “Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, disse. Antlitz também destacou que a margem operacional da Volkswagen nos nove primeiros meses do ano foi de apenas 3,8%, mesmo antes de considerar os itens extraordinários. “Isso não é suficiente a longo prazo”, afirmou. Em setembro, a Volkswagen já havia sinalizado custos extraordinários de cerca de US$ 11,2 bilhões e reduzido sua previsão de margem de lucro para 2026. A empresa passou a projetar um percentual máximo de 1%. *Com informações da agência Reuters Agora no g1

Lista com 10 carros mais vendidos do Brasil arte/g1 O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, mostra o consumo de todos os carros zero km a venda no Brasil neste momento. A última lista reúne 976 veículos homologados por 43 marcas, avaliados em testes de laboratório que analisam diversos critérios. Os testes seguem a norma ABNT NBR 7024, em vigor desde 1989 e atualizada periodicamente. A regra define que o consumo de combustível seja medido por ciclos de condução em dinamômetro de chassi, que simulam a circulação em trechos urbanos e rodoviários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp 🚗 Nesta reportagem, o g1 cruza esses dados com a lista dos modelos zero km mais vendidos do Brasil entre janeiro e setembro deste ano, pela Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (Fenanbrave), para mostrar quais gastam menos combustível na cidade. Em alguns casos, também traz uma análise mais ampla do consumo. ⚠️ Na lista, foram considerados apenas veículos com motores a combustão, sem incluir híbridos ou elétricos. Neste caso, o elétrico BYD Dolphin Mini está no ranking da Fenabrave e foi desconsiderado para a reportagem. Além disso, nem todas as versões de um mesmo modelo apresentam o melhor desempenho em consumo. Veja a lista dos 11 mais vendidos do Brasil (com o BYD Dolphin Mini) Fiat Strada: 127.733 emplacamentos; Volkswagen Polo: 85.998 emplacamentos; Fiat Argo: 72.053 emplacamentos; Volkswagen T-Cross: 71.269 emplacamentos; Volkswagen Tera: 70.645 emplacamentos; Chevrolet Onix: 69.188 emplacamentos; BYD Dolphin Mini: 60.606 emplacamentos; Hyundai Creta: 54.250 emplacamentos; Hyundai HB20: 53.589 emplacamentos; Fiat Mobi: 50.667 emplacamentos; Renault Kwid: 45.513 emplacamentos. 10. Hyundai Creta Hyundai Creta divulgação/Hyundai O "SUV do HB20" é o carro mais "beberrão" desta lista. Mesmo equipado com o mesmo motor do hatch, o peso extra e o formato da carroceria, que oferece mais resistência ao ar, estão entre os motivos para o consumo maior. Em compensação, o modelo oferece mais tecnologia e itens de conforto. A versão mais econômica do Creta é a equipada com motor 1.0 turbo: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: automático de seis marchas; Gasolina: 12,0 km/l (cidade) e 12,7 km/l (estrada); Etanol: 8,4 km/l (cidade) e 9,0 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 119.990. 9. Volkswagen T-Cross Volkswagen T-Cross divulgação/Volkswagen Outro utilitário aparece na parte de maior consumo da lista. Ele é o Volkswagen T-Cross, que repete o que acontece com o Creta e tem consumo superior ao que apresenta o Polo que trabalha com o mesmo motor. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do T-Cross é a 200 TSI Sense. Este é o modelo de entrada do SUV, mas já oferece câmbio automático de oito velocidades: Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: automático de oito marchas; Gasolina: 12,9 km/l (cidade) e 14,9 km/l (estrada); Etanol: 8,9 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 119.990. 8. Fiat Strada Fiat Strada 2025 divulgação/Fiat A única picape desta lista é a Fiat Strada. Um dos segredos do modelo é a oferta em diferentes faixas de preço, opções de motor e até configurações de cabine. O Inmetro apontou as versões Endurance e Freedom como as mais econômicas, mas não especificou se os números de consumo são os mesmos nas configurações de cabine simples e dupla. Motor: 1.3 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,0 km/l (cidade) e 14,7 km/l (estrada); Etanol: 9,1 km/l (cidade) e 10,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 116.990. 7. Volkswagen Tera Volkswagen Tera: erros e acertos O Volkswagen Tera é o SUV mais econômico entre os carros mais vendidos, segundo a Fenabrave. Ainda assim, por ter uma carroceria maior, consome mais que o Polo, modelo no qual se inspira e com o qual compartilha a mesma base. Segundo o Inmetro, entre todas as versões do Tera, a mais econômica é a equipada com motor aspirado - que não é turbo. Para identificá-la, basta procurar a versão que não traz a sigla "TSI" no nome do modelo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,4 km/l (cidade) e 15,0 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 108.490. 6. Volkswagen Polo Volkswagen Polo divulgação/Volkswagen Entre os modelos mais vendidos do Brasil, o Polo é o carro mais econômico da Volkswagen. O hatch gasta menos combustível que o Argo na estrada, mas supera o rival da Fiat na cidade. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Polo é a MPI, equipada com motor aspirado e câmbio manual. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,5 km/l (cidade) e 15,7 km/l (estrada); Etanol: 9,3 km/l (cidade) e 10,9 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 97.990. 5. Fiat Argo Fiat Argo Divulgação / Stellantis O Fiat Argo é o segundo na lista dos hatches com maior consumo de combustível. Porém, mesmo com números pouco favoráveis, o compacto tem a seu favor o preço inicial mais agressivo. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Argo é a Drive, equipada com motor 1.0 aspirado, ou seja, sem turbo. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,6 km/l (cidade) e 14,5 km/l (estrada); Etanol: 9,4 km/l (cidade) e 10,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 98.990. 4. Hyundai HB20 Hyundai HB20 Divulgação / Hyundai Mesmo com o lançamento do Hyundai i20, o HB20 aparece bem acima na lista dos carros mais vendidos da Fenabrave e tem um detalhe curioso no ranking de economia: embora o Argo seja melhor com gasolina na cidade, o modelo coreano vence em todos os outros quesitos. Por isso, o HB20 fica à frente. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica é a equipada com motor aspirado e câmbio manual. Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 13,3 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 9,9 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 96.140. 3. Chevrolet Onix Chevrolet Onix divulgação/Chevrolet Embora o Chevrolet Onix seja o carro mais econômico do Brasil na estrada, chegando a consumir menos que alguns veículos híbridos, na cidade o hatch não alcança o mesmo desempenho dos outros dois ocupantes do pódio. Segundo o Inmetro, a versão mais econômica do Onix é a MT, com motor turbo e câmbio manual. Motor: 1.0 turbo flex; Câmbio: manual de seis marchas; Gasolina: 13,7 km/l (cidade) e 17,7 km/l (estrada); Etanol: 9,8 km/l (cidade) e 12,4 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 87.790. 2. Renault Kwid Renault Kwid divulgação/Renault O Renault Kwid disputa com o Fiat Mobi o posto de carro mais barato do Brasil, mas perde a batalha entre os compactos quando o assunto é economia de combustível. Vale destacar que o Kwid é o melhor com etanol na cidade e o segundo melhor com gasolina na cidade: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,4 km/l (cidade) e 15,4 km/l (estrada); Etanol: 10,4 km/l (cidade) e 10,7 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 82.790. 1. Fiat Mobi Fiat Mobi divulgação/Fiat Em primeiro lugar no pódio aparece o rival do Kwid: o Fiat Mobi. O modelo bebe mais na cidade quando abastecido com etanol, mas a economia aparece quando a gasolina é a escolhida no posto: Motor: 1.0 flex; Câmbio: manual de cinco marchas; Gasolina: 14,5 km/l (cidade) e 15,8 km/l (estrada); Etanol: 10,1 km/l (cidade) e 11,1 km/l (estrada); Preço: a partir de R$ 85.490.








