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'Operação Lei Seca' Divulgação/Detran-AM O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (17) novas regras para a fiscalização da Lei Seca. A resolução atualiza os procedimentos usados pelos agentes de trânsito e regulamenta também a possibilidade de testes para identificar outras substâncias psicoativas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Uma das principais mudanças é a criação de uma etapa inicial de triagem. Nela, os agentes poderão usar equipamentos de pré-teste ou teste passivo de alcoolemia (quantidade de álcool etílico presente no sangue) para verificar possíveis sinais da presença de álcool. Se houver indicação positiva, será necessário seguir para os procedimentos previstos na regulamentação para confirmar a situação. Agora no g1 Esse primeiro resultado não poderá, sozinho, gerar uma multa nem comprovar que o motorista dirigia sob influência de álcool. O texto também estabelece regras para o uso de equipamentos destinados à identificação de outras substâncias psicoativas. A fiscalização pelas autoridades de trânsito com os novos testes só vai acontecer após a certificação dos aparelhos e procedimentos. Portanto, o motorista que sair hoje e for fiscalizado não vai encontrar essas novas fiscalizações. A medida não cria uma nova infração nem muda as punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A resolução passa a valer após sua publicação no Diário Oficial da União (DOU). As mudanças que envolvem fichas de fiscalização e códigos de enquadramento das infrações terão prazo de 60 dias para entrar em vigor. Durante esse período, os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito deverão adaptar seus sistemas informatizados. Até a mudança, continuam sendo usados os códigos atualmente vigentes. A reportagem do g1 entrou em contato com o Detran-SP; a assessoria do órgão diz que ainda aguarda a publicação no DOU e as seguintes orientações do Contran para saber como realizar as fiscalizações. Leia nesta reportagem: O que muda na fiscalização Como ficam os casos de álcool residual na boca Testes para outras substâncias psicoativas Fiscalização de motoristas envolvidos em acidentes O que acontece com quem recusa o teste O que muda na fiscalização Triagem inicial: agentes poderão utilizar pré-teste ou teste passivo para identificar indícios de álcool. Resultado da triagem: terá caráter orientativo e não será suficiente, por si só, para autuar o motorista. Confirmação: casos com indicação positiva deverão passar pelas etapas de comprovação previstas na norma. Outras substâncias: poderão ser utilizados equipamentos específicos para identificar substâncias psicoativas. Sinais de alteração: a avaliação da capacidade psicomotora continua válida como meio de fiscalização. Registro: o agente deverá apontar pelo menos dois sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora. Equipamentos: aparelhos usados para detectar substâncias psicoativas precisarão ser certificados dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro. Resultado dos testes: a detecção de substâncias psicoativas será qualitativa, indicando a presença, e não a concentração. Bafômetro: o etilômetro continua sendo utilizado normalmente nas fiscalizações de álcool. Voltar ao índice. Restos de álcool na boca A resolução também define procedimentos para situações que possam interferir no resultado dos testes. Entre elas está a presença temporária de álcool na boca, que pode ocorrer após o consumo de produtos como bombons com licor, enxaguantes bucais e pão de forma. Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no Piauí Reprodução Repórter come pão de forma ao vivo, faz teste do bafômetro e é 'autuado' no Piauí Se o teste passivo indicar a presença de álcool nessas circunstâncias, deverá ser feita uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão sobre a condução sob influência de álcool. O reteste também será realizado quando fatores técnicos ou operacionais impedirem a obtenção de um resultado considerado válido. Voltar ao índice. Outras substâncias A nova regulamentação permite que os órgãos de trânsito utilizem equipamentos certificados para detectar substâncias psicoativas. O procedimento deverá ser combinado com a análise dos sinais apresentados pelo motorista. 🔎Substâncias psicoativas são aquelas que podem alterar o funcionamento do sistema nervoso central e prejudicar a capacidade de dirigir. A resolução não determina um modelo específico de equipamento. Também não estabelece que apenas a identificação de vestígios de uma substância seja suficiente para caracterizar a infração. A possibilidade está prevista no próprio CTB, que permite o uso de testes toxicológicos e de outros meios técnicos ou científicos para verificar se o motorista está sob influência de substâncias que podem comprometer a capacidade de condução. Voltar ao índice. Fiscalização após acidentes A resolução determina que, sempre que possível, os motoristas envolvidos em sinistros de trânsito sejam submetidos à fiscalização. Quando houver morte, deverá ser realizado exame para verificar a presença de álcool ou outras substâncias psicoativas. As informações obtidas deverão ser utilizadas no planejamento e na avaliação de políticas públicas de segurança viária. Em agosto, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado. O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte. A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso. Voltar ao índice. Blitz Lei Seca Magbo Segllia/GovRJ Recusa do teste O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) será atualizado para padronizar os procedimentos em situações de recusa. O texto também estabelece como a recusa deve ser registrada e diferencia os procedimentos aplicáveis a cada situação. A regulamentação mantém as consequências previstas no CTB. Hoje, recusar o teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca é uma infração gravíssima, mesmo que o motorista não apresente sinais de embriaguez. O que acontece com quem se recusa: Multa: R$ 2.934,70, equivalente a dez vezes o valor da multa de uma infração gravíssima. Suspensão da CNH: 12 meses. Recolhimento da CNH: o documento pode ser recolhido durante a fiscalização. Retenção do veículo: o carro fica retido até que um condutor habilitado possa assumir a direção, conforme as regras do CTB. Reincidência: se o motorista cometer novamente a mesma infração dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, chegando a R$ 5.869,40. Em uma mesma abordagem, não deverão ser registrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por recusar o exame comprobatório destinado a verificar essa condição. Não foram criadas novas multas com essa resolução. As infrações e penalidades previstas no CTB permanecem as mesmas. A resolução estabelece como a fiscalização deverá ser realizada e como a infração deve ser comprovada. Voltar ao índice.

É #FAKE que Toyota deixou de fabricar Corolla no Brasil; produção foi transferida para Sorocaba Reprodução Circulam nas redes sociais publicações com um vídeo mostrando o último Corolla, carro da Toyota, produzido na fábrica de Indaiatuba (SP). As legendas sugerem que a montadora teria deixado de produzir o modelo no Brasil. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são as publicações? Os posts viralizaram no início de agosto no Instagram, no Facebook e no X. Eles mostram o vídeo de um Corolla passando por um tapete vermelho em um galpão, com pessoas nas laterais filmando a cena. Duas caixas de texto sobrepostas às imagens dizem: "Toyota produz último Corolla em Indaiatuba e emociona funcionários em despedida histórica. Lula Quebrou o Brasil". Veja duas legendas que acompanham o conteúdo: "Toyota vai embora do Brasil"; e "Esse é o retrato do Brasil hoje! 😔 LAMENTÁVEL". Apesar de o vídeo ser real — e não uma produção de inteligência artificial (IA), por exemplo —, as legendas alteraram o contexto da cena para sugerir, falsamente, que a Toyota teria deixado de produzir o Corolla no Brasil (leia mais abaixo). Uma das publicações no X recebeu a seguinte nota da comunidade: "Post é enganoso ao dar a entender que a Toyota vai parar de produzir o Corolla no Brasil, o que é mentira, pois apenas vai passar a ser produzido em uma nova fábrica recém inaugurada". ⚠️ Por que #É FAKE? A Toyota não vai deixar de fabricar o modelo no Brasil. Na verdade, a montadora encerrou as produções na fábrica de Indaiatuba (SP), em 30 de junho, e transferiu toda a produção para a nova fábrica em Sorocaba (SP), com previsão de inauguração para novembro deste ano. A unidade de Indaiatuba atendia todo o mercado brasileiro e chegou a produzir 1,5 milhões de Corollas. Na cerimônia de encerramento, o último modelo do carro montado na fábrica desfilou por um tapete vermelho. O Fato ou Fake mostrou o conteúdo para a assessoria de imprensa da Toyota, que desmentiu as alegações por e-mail: "O encerramento das atividades produtivas de Indaiatuba ocorreu em junho de 2026, quando foi produzido o último Toyota Corolla na unidade. O processo de transferência de produção para a nova fábrica da Toyota em Sorocaba segue, como planejado, até a abertura da nova unidade, em novembro de 2026". Segundo a nota enviada, a mudança faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil até 2030, e deve criar aproximadamente 2 mil novos postos de trabalho. Em junho deste ano, o Fato ou Fake também desmentiu publicações que alegavam que a Toyota deixaria o Brasil e teria demitido 1,5 mil funcionários. É #FAKE que Toyota deixou de fabricar Corolla no Brasil; produção foi transferida para Sorocaba Reprodução É #FAKE vídeo de Drauzio Varella recomendando tratamento para disfunção erétil É #FAKE vídeo de Drauzio Varella recomendando tratamento para disfunção erétil VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

O aumento nas vendas de carros elétricos provoca debate nos condomínios Com o aumento da frota de carros elétricos e híbridos no Brasil, condomínios têm enfrentado um novo desafio: como adaptar as garagens para receber pontos de recarga com segurança e sem gerar conflitos entre moradores. Enquanto proprietários dos veículos defendem a instalação dos equipamentos, vizinhos questionam os custos, a infraestrutura necessária e os riscos envolvidos. Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o principal risco não está necessariamente nos veículos, mas em instalações improvisadas ou em estruturas elétricas que não foram projetadas para suportar a demanda adicional. Mais carros elétricos levam carregadores para o centro da disputa em condomínios Segurança exige adaptação da estrutura Com a mudança na forma de abastecimento dos veículos, cresce também a necessidade de adequação das edificações. Especialistas alertam que a instalação de carregadores exige análise técnica e planejamento, especialmente em prédios mais antigos. "O prédio antigo não vai dar conta de atender a uma demanda maior de energia. O maior risco possível é usar tomada sem saber a carga, sem saber se a parte técnica está correta", afirma Omar Anauate, presidente da Associação Administrativa de Bens, Imóveis e Condomínios/SP. Além das adaptações internas, alguns casos podem exigir reforço no fornecimento de energia pela concessionária. "Começa-se internamente na alteração de cabeamento e dispositivos de proteção, mas não se exclui a necessidade de eventualmente solicitar mais energia para a concessionária", explica Fábio Delatore, engenheiro eletricista, IMT. Quais são os riscos? Entre as preocupações mais frequentes está a segurança das baterias de íons de lítio, utilizadas na maior parte dos veículos elétricos. "Existe a questão das baterias de íons de lítio. Elas realmente têm uma questão de serem mais inflamáveis se expostas ao oxigênio", destaca Marco Aurélio Moreira, engenheiro elétrico. Por isso, bombeiros e técnicos reforçam que qualquer instalação deve seguir normas específicas e evitar improvisos. "A gente precisa evitar qualquer tipo de improviso. É uma nova tecnologia e uma ocorrência um pouco mais complexa. Ela demanda novas táticas e novas técnicas para fazer justamente esse combate", afirma Capitão Murillo Amendoeira, Corpo Bombeiros/SP. Quem paga a conta? Outro ponto de debate é a divisão dos custos. Especialistas defendem que a energia consumida seja paga somente pelo proprietário do veículo, mas que eventuais obras estruturais precisem ser discutidas coletivamente. "A estrutura todo mundo paga. Agora, a energia só paga quem vai usar. É absolutamente justo e claro. Tem que fazer um projeto, estar dentro das normas do bombeiro e passar por assembleia", defende Marcio Rachkorsky, advogado especialista em condomínios. Em São Paulo, uma lei estadual já garante ao morador o direito de instalar um carregador em sua própria vaga, desde que sejam respeitados critérios técnicos e de segurança. O condomínio só pode negar o pedido caso exista justificativa técnica. Tendência para os próximos anos Apesar das divergências, moradores que defendem a instalação dos carregadores acreditam que a medida será inevitável nos próximos anos e poderá até valorizar os imóveis. "A valorização do seu imóvel, principalmente isso, porque hoje em dia todo mundo procura um prédio que tenha algo a mais", afirma um morador. Enquanto a decisão ainda não é tomada no condomínio do Rio, a expectativa é de que o debate avance nas próximas assembleias. "Eu acredito que no final nós vamos conseguir uma energia limpa, com estrutura, com segurança. Acredito porque esse é o futuro", diz outro morador. A infraestrutura elétrica que leva energia até o carregador faz parte do prédio e pode ser compartilhada entre os demais condôminos. Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM: Circulação na contramão, engarrafamento e infração dos limites de velocidade: os riscos da febre das bicicletas elétricas








