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Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram No início, era apenas uma ideia. Mas ela não saía da cabeça dele, então Juan Manuel Sosa pegou uma caneta e rabiscou possíveis rotas em seu pequeno caderno. Etapas, distâncias, pernoites. Ver Lionel Messi ao vivo em um estádio, talvez na sua última Copa do Mundo de 2026? Talvez em Dallas, no estado do Texas? ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Quando ficou claro que a seleção argentina disputaria dois jogos da fase de grupos lá, Juan ficou empolgado. Ingressos? Ele não tinha. Apenas uma Kombi convertida em uma casa sobre rodas. E uma rota que, de alguma forma, também passava pela América do Norte. Casa sobre rodas: uma Kombi de 1981 Até aquele momento, ele e sua esposa Pam já haviam viajado por 16 países da América Latina. De sua cidade natal, Buenos Aires, partiram primeiro para o ponto mais ao sul da Argentina: Ushuaia — a cidade conhecida também como "o Fim do Mundo". E de lá seguiram novamente rumo ao norte, passando por Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala até chegar ao México. Destino final: o estado do Alasca, nos EUA. "Costumamos dizer que é a nossa eterna lua de mel", brinca Juan. Afinal, eles já estão há oito anos na estrada com seu motorhome. Dois dias antes de iniciar a viagem, os dois se casaram e cancelaram o contrato de aluguel do apartamento em Buenos Aires. Desde então, é uma aventura sobre quatro rodas, que atravessou inúmeros desafios, desde simples avarias até a pandemia de COVID. Agora no g1 Mas Juan confia profundamente na engenharia alemã. Quando o veículo falha, solta fumaça ou engasga, ele mesmo geralmente pega as ferramentas e vira um mecânico autodidata. A perua Volkswagen foi batizada de "Rumba": tipo T2, câmbio manual de 4 marchas, motor a gasolina, ano 1981. Modelos mais antigos assim já são cultuados. A "Rumba" é equipada com uma pequena cozinha, fogão e chuveiro móvel. Na parte frontal do para-brisa, um adesivo de Messi, daqueles de álbum de figurinhas. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram 80 mil quilômetros rodados "Conversamos muito com a Rumba. Fazemos carinho nela e agradecemos quando chegamos em segurança", diz Pam. "Alguns nos acham loucos, mas não nos importamos." Quando chegaram pontualmente para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, já tinham, rodado quase 80 mil quilômetros desde o início da viagem. Ambos deixaram seus empregos: Juan era professor de música, Pam trabalhava como fotógrafa. Eles financiam a vida vendendo bijuterias e artesanato feitos à mão e através de algumas publicações patrocinadas nas redes sociais, que também trazem algum retorno financeiro. "Viagens assim também trazem dificuldades, não quero romantizar", diz Pam. "Mas apreciamos a liberdade." Isso inclui mudanças de planos. Ao chegar ao Tampão de Darién, uma região perigosa entre Colômbia e Panamá formada por pântanos, floresta densa e montanhas, precisaram pegar uma balsa. Não há estradas ali. A espontaneidade é a regra para o casal: quando a Copa do Mundo de 2022 aconteceu no Catar, eles estavam no Paraguai, mas voltaram temporariamente para casa para celebrar o título da Argentina. "Foi uma loucura", diz Juan. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram Ingressos inesperados para a Copa Na verdade, eles planejavam já estar no Alasca em junho de 2026. Mas o segundo jogo do grupo da Argentina contra a Áustria em Dallas nunca saiu do caderno de Juan. Eles desaceleraram um pouco e eis que, no último domingo (21/06), estavam ali, no grande encontro dos torcedores argentinos, um dia antes do jogo, em um parque no centro de Dallas. Alguns americanos, que desciam de SUVs com ar-condicionado sob 35 graus, observavam curiosos. A Kombi azul-claro chamava muita atenção, e fãs de futebol perguntavam o tempo todo sobre a viagem. Um desconhecido achou a história tão incrível que convidou os dois espontaneamente para o jogo – ele tinha dois ingressos sobrando. "Achei que ele estava brincando", diz Pam. Mais tarde, descobriram que ele também era argentino, trabalhava nos EUA e tinha contatos com o clube de Messi na Major League Soccer, o Inter Miami. No estádio, Messi primeiro perde um pênalti, mas depois ainda marca dois gols durante o jogo e garante a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria. É um dia histórico: com 18 gols em Copas, Messi supera Miroslav Klose (16) e se torna o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. "Fico arrepiada só de pensar", conta Pam dias depois. "Foi simplesmente mágico", diz Juan. Seu caderno já está guardado novamente na Kombi. Ele cuida dele como um tesouro — para as próximas ideias de viagem. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram

Cabine dp Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, publicou o jornal inglês Financial Times nesta sexta-feira (26). A medida marca uma intensificação do programa de corte de custos da companhia, pressionada pelo rápido avanço das montadoras chinesas no mercado global. Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística. Se for implementado, o plano pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história, superando os 74 mil empregos cortados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil eliminados pela IBM em 1993. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Volkswagen, sediada em Wolfsburg, já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030 e reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país. Segundo uma fonte familiarizada com o plano, a nova proposta — revelada inicialmente pela revista alemã Manager Magazin — pode levar ao corte de mais 50 mil postos de trabalho, além do previsto anteriormente. No passado, metas de redução de empregos na Volkswagen acabaram sendo suavizadas após negociações com os trabalhadores. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho As novas medidas de reestruturação foram anunciadas logo após a venda da divisão de motores marítimos Everllence para a gestora americana Bain Capital, operação que deve render 7,4 bilhões de euros à companhia. O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, vem promovendo um enxugamento da estrutura do grupo para concentrar esforços no negócio principal de automóveis. A expectativa é que a empresa também venda outros ativos para reforçar o caixa, diante da pressão crescente sobre o setor. Acordos e tarifas No fim de 2024, a Volkswagen fechou um acordo histórico com os sindicatos para reduzir empregos e a capacidade de produção na Alemanha. Agora, a montadora afirma que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio e o agravamento da situação no mercado chinês tornaram necessárias novas medidas. Pelo plano anterior, a empresa fechou uma pequena fábrica em Dresden, no leste da Alemanha. Também busca um comprador para sua unidade em Osnabrück, cuja produção deve ser encerrada no próximo ano, e chegou a negociar a venda da fábrica com uma empresa ligada ao sistema de defesa antimísseis israelense Iron Dome. A nova proposta prevê o fim da produção em outras quatro fábricas: as unidades da Volkswagen em Emden, Zwickau e Hanover, além da fábrica da Audi em Neckarsulm. Blume já afirmou que fechar fábricas definitivamente não era sua opção preferida. Segundo ele, a empresa buscava soluções "inteligentes", como produzir nessas unidades modelos chineses da Volkswagen ou transferi-las para outras montadoras ou empresas do setor de defesa. As montadoras europeias vêm perdendo espaço para as fabricantes chinesas, que responderam por quase 10% dos veículos novos vendidos na Europa nos cinco primeiros meses deste ano, segundo a associação europeia da indústria automobilística, Acea. "Nunca o nível de risco foi tão alto", afirmou Blume aos acionistas durante a assembleia anual da Volkswagen, realizada na semana passada. A empresa pretende economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030 com a reestruturação e afirmou que a redução de custos continua sendo "a área em que há maior necessidade de ação". A Volkswagen se recusou a comentar o novo plano ao Financial Times, cujos detalhes devem ser apresentados ao conselho de supervisão da companhia em 9 de julho. "Os assuntos em questão são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes de governança. Não vamos antecipar esse processo", afirmou a empresa. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025

Venda de carros elétricos dispara no 1º trimestre Dois modelos de veículos elétricos da empresa MG Motor serão fabricados no Ceará. Essa operação deve gerar 600 empregos e terá um investimento de R$ 400 milhões. O lançamento dos carros ocorreu neste quinta-feira (25). (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que o carro MG4 Urban fabricado no Brasil custará R$ 129 mil. Na verdade, o modelo ainda não tem preço definido. A informação foi corrigida às 12h21.) O modelo de entrada produzido será o MG4 Urban, um hatch elétrico inédito no mercado brasileiro. Ele não teve preço definido pela empresa. O g1 apurou que o valor do veículo importado é comercializado a R$ 129 mil. Já o MG S5, um SUV elétrico que já é comercializado em outros mercados, será vendido por R$ 199 mil. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A expectativa é produzir 50 mil veículos nos próximos quatro anos. Conforme a empresa, a operação deve gerar inicialmente cerca de 600 empregos diretos e indiretos, além de atrair fornecedores locais e promover transferência de tecnologia. LEIA TAMBÉM: Governo renovou cota para importação de carros elétricos sem imposto Durante o anúncio, o head de marketing e produto da MG Motor Brasil, Thiago Marques, afirmou que o Brasil é um mercado estratégico para os planos de expansão da montadora. "É com grande orgulho que anuncio hoje a fabricação nacional dos veículos MG aqui no Brasil, a partir de 2026. Essa iniciativa será realizada por meio de uma parceria estratégica com a Comexport, utilizando a moderna e flexível Planta Automotiva do Ceará, localizada em Horizonte", disse. Segundo ele, a montagem nacional começará com o MG4 Urban e o MG S5, em uma operação estruturada para atender aos volumes iniciais de produção. Além dos recursos destinados à implantação da fábrica, a empresa informou que outros R$ 340 milhões serão investidos em infraestrutura, treinamento e inovação. A MG Motor também pretende ampliar sua rede de concessionárias para mais de 70 pontos de venda até o fim de 2026. R$ 400 milhões em investimento Carros elétricos fabricados no Ceará custarão a partir de R$ 129 mil e devem gerar 600 empregos diretos Gabriela Feitosa/g1 O anúncio da produção no Ceará acontece no momento em que o governo federal renovou a cota de importação de carros elétricos semimontados e desmontados sem cobrança de imposto de importação. A decisão foi tomada na terça-feira (23) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex). A medida vale por seis meses, a partir de 1º de julho de 2026, e prevê um volume de importações de US$ 463 milhões sem imposto. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a medida busca evitar aumento nos preços dos carros elétricos e beneficiar o consumidor. "O governo federal tomou a decisão ontem [terça] não foi para causar danos para a produção indústria nacional, mas foi para favorecer sobretudo o consumidor, o mercado. E não ignorando que temos de ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legítimos", disse Márcio Elias ao programa "Bom dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Pela decisão do governo, veículos montados no Brasil em sistema Completely Knocked Down (CKD) e semimontados no país em sistema Semi Knocked Down (SKD) não vão pagar imposto de importação pelos próximos seis meses, dentro do limite definido. "Precisamos garantir os melhores preços aos consumidores, na medida do possível. A indústria [automotiva] é essencial ao país, são mais de 110 mil empregos diretos", acrescentou o ministro. Carros elétricos fabricados no Ceará custarão a partir de R$ 129 mil e devem gerar 600 empregos diretos Gabriela Feitosa/g1 Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:








