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Carregador de carro elétrido da Geely divulgação/Geely A chinesa Geely anunciou, nesta quarta-feira (23), uma nova tecnologia de bateria e carregamento capaz de recarregar 70% da bateria de um carro elétrico em apenas quatro minutos. A carga completa leva oito minutos. Segundo a agência Reuters, a recarga da bateria exige um carregador específico de 2,2 MW (2.200 kW). A potência supera a da rival BYD, que tem eletropostos de 1 MW e prometeu instalar mil unidades no Brasil até 2027. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nos eletropostos da Geely, a bateria vai de 10% a 70% de carga em quatro minutos. A recarga completa leva 8 minutos e 40 segundos. Mesmo com mais que o dobro da potência da solução da BYD, a rival conclui a carga em pouco mais de nove minutos. Carregador ultrarrápido da BYD vai até 97% em 9 minutos Para garantir a segurança da operação, a marca utiliza inteligência artificial instalada no veículo. O objetivo é monitorar parâmetros como a saúde da bateria e o controle térmico, além de prever riscos inerentes à grande quantidade de energia utilizada. Carregamento ultrarrápido não é para todos A Geely não revelou quais carros serão equipados com esse tipo de carregamento. Na BYD, concorrente da montadora chinesa, a recarga ultrarrápida está disponível apenas nos modelos da submarca de luxo Denza. No Brasil, o carro elétrico mais barato da BYD é o Dolphin Mini, com preço a partir de R$ 119.900. Já o Denza B5, modelo mais acessível da divisão de luxo, custa a partir de R$ 405.000. Para efeito de comparação, o Dolphin Mini, suporta recarga de até 40 kW. Mesmo conectado a um eletroposto de 1.500 kW, ele receberá apenas a potência máxima que consegue suportar. Nesse exemplo, o Dolphin Mini precisa de 30 minutos para alcançar os 80% e ultrapassa os 50 minutos para a carga completa. Para suportar uma recarga tão rápida, seja na solução da BYD, da Geely ou de outra marca, o veículo precisa de diversos componentes específicos que encarecem o veículo, incluindo sistemas de segurança reforçados para a bateria, o motor e o próprio carregador.

Em alguns meses, fiscalizações da Lei Seca no Brasil poderão contar com um aparelho chamado 'drogômetro' Getty Images via BBC Autoridades de trânsito brasileiras garantem que as novas regras para as blitzes da Lei Seca — que preveem o uso do "drogômetro", um aparelho que detecta o uso de substâncias psicoativas — não vão trazer nenhum prejuízo para motoristas que fazem uso de remédios prescritos por um profissional da saúde. Essa dúvida surgiu a partir da publicação da Resolução 1.031/2026 pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, em agosto. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre uma série de atualizações, o documento regulamenta os procedimentos de fiscalização e abre a possibilidade para o uso de testes capazes de identificar a presença de drogas, como maconha, cocaína, anfetaminas e opioides, no organismo do motorista. Isso gerou uma certa preocupação entre condutores que fazem tratamentos com medicamentos que trazem algumas dessas substâncias em sua composição. Agora no g1 É o caso, por exemplo, de terapias contra a dor, que podem requerer o uso de opioides. Já alguns estimulantes usados no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) podem ser derivados de anfetaminas. E remédios com canabinoides também são utilizados para lidar com uma série de condições de saúde. 'Drogômetro': o que diz a nova resolução Em entrevista à BBC News Brasil, Adrualdo Catão, secretário nacional de Trânsito, explica que a última resolução sobre o assunto havia sido publicada em 2013, e havia a necessidade de fazer atualizações. "O objetivo da nova resolução e de toda Lei Seca não é criar situações em que o cidadão pode ser punido caso não use, ou faça uso regular (como em remédios, veja mais abaixo), dessas substâncias", esclarece ele. "A lei diz claramente que não é crime ter (pequenos) vestígios dessas substâncias. Não é esse o problema, não é essa a infração." Segundo ele, a infração é dirigir sob efeito de substâncias que podem afetar a capacidade psicomotora — o que representa um risco para o condutor, para os passageiros e para os demais indivíduos que estão por perto. Ou seja: mesmo antes da resolução, já estava na lei que era uma infração conduzir um veículo sob efeito não apenas do álcool, mas de outras drogas que afetam os reflexos e a capacidade da pessoa fazer essa tarefa com segurança. Mas, em breve, é possível que os agentes de trânsito tenham à disposição não apenas o popular "bafômetro", que avalia a presença de álcool no organismo, mas também o "drogômetro", que detecta o uso de psicoativos. Essa tecnologia já é usada em outros lugares como Estados Unidos, Austrália e partes da Europa. Como os 'drogômetros' funcionam? Existem diferentes modelos, mas em linhas gerais esses dispositivos são um pouco diferentes do "bafômetro", em que basta assoprar num tubo plástico acoplado ao aparelho que faz a medição. A tecnologia do drogômetro consegue detectar as substâncias psicoativas através da saliva. "A amostra de saliva é coletada com um dispositivo bastante simples, basicamente uma esponjinha embebida em ácido cítrico", detalha o médico Alvaro Pulchinelli Jr., da Toxicologia Pardini, do Grupo Fleury. O uso do ácido cítrico aqui, composto que aparece na laranja e no limão, por exemplo, serve pra estimular a produção de saliva e acelerar esse processo de coleta. "A esponjinha então é colocada no aparelho e vai fazer a leitura do material coletado", complementa o especialista. Nesse contexto, o uso da saliva é necessário por uma característica química das substâncias analisadas. Ao contrário do álcool, que é volátil, evapora com facilidade e pode ser encontrado no "bafo" da pessoa, as moléculas de outras drogas não vão parar com tanta facilidade assim no ar que a gente expira. No entanto, de acordo com a avaliação de Pulchinelli, a análise da saliva é um método muito mais cômodo e menos invasivo do que os exames que exigem a coleta de urina ou de sangue. O toxicologista compara alguns modelos do "drogômetro" aos testes usados para diagnosticar a covid-19. "Lembra que, no teste de covid-19, tinha uma faixinha que aparecia, para dizer se o resultado era positivo ou negativo? Alguns desses outros testes funcionam com esse mesmo princípio: só que, em vez de procurar o vírus, eles detectam a presença de substâncias ilícitas", diz ele. A estimativa é que o tempo de testagem — da coleta ao resultado final — demore cerca de 15 minutos. E quem usa remédios prescritos pelo médico? A nova resolução do Contran não significa que os "drogômetros" já vão comecar a ser usados a partir de agora nas blitzes. Segundo as autoridades, ainda há um longo caminho pela frente. Primeiro, instituições acreditadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) vão precisar avaliar e certificar os aparelhos que poderão ser comprados por órgãos como os departamentos estaduais de trânsito e a polícia rodoviária. Esse trabalho será essencial porque vai determinar os limites usados para definir quando o teste vai dar positivo ou negativo. "Se, durante essas avaliações, nós verificarmos que o equipamento está pegando qualquer vestígio (pequeno) das substâncias, ele não será certificado", promete Catão. "A Senatran [Secretaria Nacional de Trânsito] vai acompanhar isso junto com o Inmetro e exigir que a certificação seja baseada naquilo que prevê a lei", complementa ele. Depois da certificação dos aparelhos, as autoridades precisarão definir como será feita a abordagem, e como os testes serão usados na prática, durante as blitzes — afinal, o procedimento vai exigir pelo menos 15 minutos, o que pode ter um impacto no fluxo de veículos. Segundo o secretário nacional de Trânsito, esse processo de estudos e planejamentos pode demorar "alguns meses". E isso, para o representante da Senatran, servirá justamente para evitar mal-entendidos e proteger os motoristas que precisam usar remédios para tratar certas condições de saúde. Precisa de atestado médico? De acordo com Catão, não haverá necessidade de que esses condutores portem atestado médico ou receita para comprovar o uso de medicamentos, uma vez que a promessa é que esses testes estarão "calibrados" para dar um resultado negativo nos casos em que o uso dessas substâncias é feito com a orientação de profissionais da saúde e não traz prejuízos à capacidade psicomotora. "A lei de trânsito não está procurando tráfico de drogas, não é esse o objetivo. Nosso objetivo é a direção segura. Portanto, estamos preocupados se o motorista teve sua capacidade alterada pelo uso de uma substância que causa dependência", reforça Catão. "Você não pode ser abordado e punido porque consome um remédio de acordo com o que seu médico orientou. Isso tem que ficar muito claro para toda a população." "Queremos dar às pessoas mais um instrumento de segurança viária. Infelizmente, a gente sabe que o problema não é quem toma medicamentos regulares. O problema são aqueles que bebem e dirigem, que usam drogas e dirigem. Esse é realmente o grave problema na segurança de trânsito que a gente precisa remediar", complementa ele. Pulchinelli vê as mudanças e a futura chegada do "drogômetro" com bons olhos. "Há ainda um caminho a se percorrer para sabermos quais serão os aparelhos e como serão feitos esses testes", pondera ele. "Mas vejo com bastante entusiasmo, porque isso amplia a segurança nas estradas", conclui ele.

Radar campeão de multas em Taubaté terá limite de velocidade alterado Laurene Santos/TV Vanguarda A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. A medida foi tomada, segundo comunicado da ANTT, para permitir análises técnicas e ajustes na sinalização e na comunicação com os usuários. Segundo a agência, os procedimentos também passam por revisões operacionais para aprimorar o projeto antes da retomada dos testes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A agência esclareceu que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base no sistema durante o período de testes. Desde o início da iniciativa, os atos que autorizaram os testes determinaram que os dados coletados não poderiam ser usados para aplicar penalidades aos usuários. Brasil testa novo sistema de radares de trânsito Entenda os testes A ANTT havia autorizado, no começo de setembro oito estados a testarem um sistema de radar capaz de medir a velocidade média dos veículos. Os locais onde o sistema for utilizado deverão informar os usuários sobre a realização do experimento. Ao contrário dos radares fixos usados no Brasil, que registram a velocidade em um ponto específico, o equipamento opera em dois ou mais locais e mede o tempo que o veículo leva para percorrer a distância entre eles. “Com essas informações, é calculada a velocidade média no trecho", diz a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como funciona o radar de velocidade média arte/g1 Os testes seriam realizados em trechos das seguintes rodovias: Espírito Santo: trechos na BR-101/ES. Goiás: trechos na BR-414/GO. Mato Grosso do Sul: trechos na BR-163/MS. Minas Gerais: trechos na BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG. Paraná: trechos nas rodovias PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151. Rio de Janeiro: trechos na BR-101/RJ (incluindo a Ponte Rio-Niterói) e BR-116/RJ. Rio Grande do Sul: trechos na BR-386/RS. Santa Catarina: trechos na BR-101/SC. Segundo informações da ANTT na época, o período de 180 dias poderia ser prorrogado. O objetivo seria avaliar a tecnologia para uso em rodovias federais concedidas. A fiscalização observaria o comportamento dos motoristas nos trechos monitorados. Não haveria aplicação de multas nem registro de infrações de trânsito. “A ANTT ressalta que o projeto-piloto tem caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média registrada no trecho não poderá, por si só, gerar autuação ou penalidade", diz a pasta. Sistema já é testado no Brasil há quase 10 anos A Eco Rodovias testa os radares na BR-050, em um trecho de 11 km na cidade de Uberaba (MG), que apresenta um alto índice de mortes por acidentes de trânsito. De acordo com a concessionária, o número de flagrantes caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois da realização de blitz educativa junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF). “A gente pegava esse motorista, levava para a tenda e explicava o projeto e instruía [sobre segurança no trânsito]. Hoje, o radar de velocidade média é voltado para campanhas de segurança viária aqui na 050”, conta o gerente de operações da Eco050 e da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva. Antes disso, eles já emitiram 852 mil notificações em seis meses de testes em São Paulo (SP). Também de caráter educativo, o aviso não foi seguido de infração ou multa. Estes radares estavam em quatro pontos de fiscalização. Um na Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste de São Paulo, foi o que fez o maior número de notificações. A velocidade máxima da via, de 26 km, é de 50 km/h, mas só 3 km foram monitorados. Outros radares estavam na Avenida dos Bandeirantes, Marginal Tietê e Avenida 23 de Maio.








