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Projeto de lei quer suspender por 10 anos CNH de motorista alcoolizado que causar morte

Mortes por álcool no trânsito têm queda de quase 20%, mas trajetória de queda não é mantida Adobe Stock A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu, nesta quarta-feira (12), parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para quem causar um acidente dirigindo embriagado. O texto aprovado na comissão prevê suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa equivalente a 50 vezes a penalidade prevista para o motorista que dirigir sob influência de álcool e se envolver em acidente que resulte em morte. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A matéria deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei o projeto ainda precisa ser votado e aprovado no Congresso. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para aumentar as punições para motoristas que dirigirem sob influência de álcool. Agora no g1 O texto original, de autoria do deputado Gilvan Maximo (Republicanos-DF), previa multa agravada em até 100 vezes e suspensão do direito de dirigir por 10 anos quando o acidente resultasse em morte. No substitutivo apresentado pelo relator, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), a multa para os casos com morte ficou estabelecida em 50 vezes, enquanto o período de suspensão da habilitação foi mantido em 10 anos. Para casos em que a vítima fique permanentemente inválida, a proposta prevê multa de 20 vezes e suspensão do direito de dirigir por cinco anos. Para que as penalidades sejam aplicadas, o texto estabelece que o motorista tenha se envolvido em um sinistro nas circunstâncias previstas na lei e que sua responsabilidade pela ocorrência tenha sido comprovada. Blitz Lei Seca Magbo Segllia/GovRJ 13.075 óbitos A taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool caiu 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024, mas o avanço perdeu força nos últimos anos e o número absoluto de vítimas voltou a crescer. Os dados mais recentes são de 2024 e mostram que o país registrou 13.075 óbitos associados à combinação de bebida alcoólica e direção, alta de 6,2% em relação ao ano anterior. A análise é do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), divulgada em junho de 2026. Criada em 2008, a Lei Seca estabeleceu tolerância zero para motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas. Desde então, o Brasil registrou uma redução de 19,5% na taxa de mortes atribuíveis ao álcool no trânsito por 100 mil habitantes entre 2010 e 2024. Mas a análise do CISA mostra que esse ritmo de queda vem desacelerando. O levantamento também mostra crescimento das consequências mais graves da combinação entre álcool e direção. Em 2025, foram registradas 102.440 internações relacionadas a esses eventos, número 1,9% superior ao do ano anterior.
Trocar um carro a combustão ainda novo por um elétrico é melhor para o clima? Estudo avaliou impacto

Um carro elétrico é carregado em estação de recarga; estudo analisou o impacto climático da troca de veículos a combustão por modelos elétricos. Pexels Substituir um carro a combustão que ainda funciona por um elétrico pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao longo dos anos, mesmo quando o veículo substituído é relativamente novo. A conclusão é de um estudo publicado na revista "Science", que analisou diferentes cenários nos Estados Unidos e buscou responder a uma questão específica: do ponto de vista das emissões de carbono, é melhor usar um carro a gasolina até o fim de sua vida útil ou antecipar sua retirada? A resposta encontrada pelos pesquisadores Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, foi favorável à troca em grande parte das situações analisadas. ⚠️ Isso não significa, porém, que substituir qualquer carro por um elétrico seja sempre a opção mais sustentável ou vantajosa. O trabalho se concentra nas emissões de gases de efeito estufa e parte de condições específicas, entre elas a de que o veículo a combustão seja retirado definitivamente de circulação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Para fazer a comparação, os cientistas levaram em conta não apenas as emissões produzidas durante o uso dos veículos. A conta também incluiu etapas como fabricação do automóvel e da bateria, obtenção de matérias-primas, produção de combustível e geração da eletricidade usada para recarregar o modelo elétrico. É justamente aí que está um dos principais pontos do estudo. Produzir um carro elétrico novo também gera emissões e, em alguns casos, essa etapa pode ter um impacto maior do que a fabricação de um modelo a combustão. Segundo os autores, porém, essa diferença inicial pode ser compensada posteriormente porque, nos cenários analisados, os elétricos emitem menos durante o uso. LEIA TAMBÉM: Estrutura geológica gigante no deserto do Saara parece um 'olho' visto do espaço; veja IMAGEM 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' Cientistas descobrem microplásticos no corpo de girinos da Amazônia Agora no g1 Em um exemplo usado pelos pesquisadores, um SUV médio nos Estados Unidos teria uma vida útil de 16 anos. Se o modelo a combustão fosse retirado no segundo ano e substituído por um elétrico, as emissões acumuladas ao longo do período cairiam 44%. ➡️ Nesse cenário específico, seriam necessários cerca de três anos para compensar as emissões adicionais associadas à produção do novo veículo. O resultado não foi igual em todas as simulações. Ao variar eficiência dos veículos, características das baterias e nível de emissões da rede elétrica, os pesquisadores encontraram redução líquida de carbono em 92% dos cenários testados. Houve, no entanto, situações em que a vantagem diminuiu ou desapareceu, especialmente quando se combinavam um elétrico de alto consumo com eletricidade produzida por uma rede mais intensiva em carbono. Mikel González, professor de pesquisa do BC3, que não participou do trabalho, avaliou ao Science Media Centre España que os resultados são consistentes em diferentes condições. “Este artigo publicado na revista Science demonstra que a substituição antecipada de veículos de combustão fóssil por veículos elétricos é muito favorável do ponto de vista das emissões em quase todos os casos e contextos”, afirmou. O pesquisador também destacou um dos cenários calculados pelos autores. “No caso extremo em que o carro de combustão fosse retirado no segundo ano, as emissões durante todo o ciclo de vida seriam reduzidas em 44%”. LEIA TAMBÉM: Por que Amsterdã proibiu qualquer propaganda de carne nas ruas ANTES e DEPOIS: imagem da Nasa mostra geleira na Antártida que recuou 25 km em tempo recorde A erupção vulcânica que produziu o som mais alto registrado na história Há ressalvas Uma das principais limitações, contudo, está justamente no destino do veículo substituído. O estudo compara a continuidade do uso do carro a combustão com sua retirada permanente da frota. Se esse automóvel for apenas vendido e continuar circulando, o efeito pode ser diferente. Os autores discutem esse problema ao avaliar a possibilidade de que uma maior oferta de carros usados reduza preços e coloque mais veículos a combustão nas ruas. Dependendo da dimensão desse efeito, parte do benefício calculado para a eletrificação poderia ser anulada. Antonio García Martínez, professor da Universidade Politécnica de Valência, também chamou atenção para essa questão em comentário ao Science Media Centre España. “Suas conclusões dependem de uma hipótese muito forte: que o veículo de combustão seja retirado definitivamente da frota e não continue sendo utilizado no mercado de segunda mão”, afirmou. Ele considera o trabalho metodologicamente sólido para responder à pergunta proposta, mas ressalta que o estudo olha especificamente para a redução das emissões futuras de CO₂. Outros aspectos ambientais, como o consumo de materiais, a energia já empregada para fabricar um automóvel ainda funcional e princípios da economia circular, ficam fora do centro da análise. Por isso, ainda segundo ele, os resultados não devem ser interpretados como uma recomendação para que proprietários descartem carros em bom estado e comprem modelos elétricos imediatamente. Os próprios autores observam que retirar veículos mais novos da frota é hoje economicamente pouco viável e apresentam o trabalho principalmente como uma análise sobre o potencial climático de políticas que incentivem a substituição de veículos a combustão, especialmente os menos eficientes. Nova espécie de "fungo zumbi" é descoberta no Brasil
Jeep lança o Avenger nesta quarta, mirando disputa entre SUVs compactos; veja o que se sabe

Jeep lança o Avenger no Brasil Divulgação / Stellantis A Jeep do Brasil vai lançar nesta quarta-feira (12) o Avenger. O modelo mais importante da marca chega com motor T200 híbrido leve (MHEV) de 12V em todas as versões. O g1 acompanha o lançamento e vai trazer todas as informações durante o dia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Jeep ainda não divulgou oficialmente os dados técnicos do conjunto mecânico do Avenger, mas a motorização é a mesma utilizada no Fiat Pulse Audace 1.0 Turbo Hybrid. No Pulse, o motor 1.0 turbo de três cilindros gera 125 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, tanto com gasolina quanto com etanol. Jeep Avenger é apresentado no Salão do Automóvel 2025 O sistema híbrido leve do Avenger também conta com um motor elétrico de 4 cv e 1 kgfm de torque, além de uma bateria de 0,132 kWh. Ainda não foram divulgados dados oficiais de consumo do Jeep Avenger. Como referência, a ficha técnica do Fiat Pulse informa consumo de 9,3 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os números são de 13,4 km/l e 14,4 km/l, respectivamente. Plataforma e dimensões A plataforma do Jeep é a CMP, também utilizada em modelos da Citroën e da Peugeot. As medidas do Jeep Avenger ainda não foram confirmadas, mas o modelo tem porte semelhante ao do Fiat Pulse. O SUV será produzido em Porto Real (RJ) e será o primeiro veículo híbrido MHEV fabricado na unidade. Galerias Relacionadas Design e cabine O Avenger terá as tradicionais sete fendas da Jeep iluminadas na dianteira e lanternas traseiras em formato de X. O desenho também inclui caixas de rodas trapezoidais, para-choques descritos pela marca como robustos, barras de teto, pintura em duas cores e rodas de liga leve de 18 polegadas com acabamento diamantado. A Jeep também destaca os ângulos de ataque e de saída e a altura em relação ao solo, mas ainda não confirmou essas medidas. Painel do novo Jeep Avenger Divulgação / Stellantis Segundo a Jeep, o interior foi desenvolvido com foco em ergonomia e conforto. A marca destaca a escolha dos materiais, os acabamentos, as formas e as texturas da cabine. O interior também terá uma assinatura luminosa, com iluminação integrada ao desenho. Segundo a marca, a cabine terá tecnologias intuitivas e uma ambientação voltada ao conforto. Entre os recursos tecnológicos anunciados para o modelo está um assistente de voz com ChatGPT embarcado, desenvolvido em parceria com a OpenAI. A Jeep afirma que o sistema permitirá aos ocupantes interagir com recursos de inteligência artificial a bordo.