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Volkswagen prepara van com ‘espírito de Kombi’ para o Brasil em parceria com gigante chinesa

Volkswagen prepara nova van para o Brasil em parceria com gigante chinesa Divulgação/Volkswagen A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara seu retorno ao mercado de utilitários no Brasil. A empresa, que completa 45 anos, vai ampliar sua atuação para além dos segmentos em que já está presente e apresentará uma nova família de veículos na Fenatran 2026, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Os nomes dos veículos ainda não foram divulgados. Inicialmente, os modelos serão importados da China, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus trabalha para estruturar a produção na região. Depois do Brasil, os novos modelos também serão levados para a Argentina. Uma Kombi, uma casa e o Brasil como destino A nova linha é resultado de um acordo de cooperação entre a VWCO e a chinesa SAIC Motor, uma das maiores montadoras do mundo. Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, será a primeira vez que a empresa fará um lançamento em parceria com uma montadora asiática. “Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história [...]. Vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos”, afirma Cortes. Veículos já estão sendo testados Embora os detalhes dos veículos ainda sejam mantidos em sigilo, os modelos já estão em fase avançada de testes. Protótipos estão sendo avaliados nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. A nova família de utilitários será apresentada oficialmente na Fenatran 2026. O evento também terá outros lançamentos da VWCO. A empresa apresentará a nova geração de motores D26 Ultra para os caminhões extrapesados Meteor e Constellation. Também vai mostrar avanços em sua estratégia de descarbonização e em serviços que integram veículos, atendimento e manutenção.
Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA

Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk estreou nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza sem a participação do bilionário. Dirigido pelo americano Alex Gibney, “Musk” usa inteligência artificial para criar uma versão do empresário e acompanha sua trajetória da tecnologia à política. O filme também aborda a aproximação do bilionário com Donald Trump e a influência que passou a exercer na política americana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O trailer de 48 segundos alterna imagens de naves espaciais e equipamentos ligados à exploração espacial com depoimentos que refletem a polarização em torno de Musk. "Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos", diz uma das falas. Em seguida, o tom muda: "Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista." O vídeo termina com a frase "Elon é uma bomba", enquanto uma nave espacial explode em chamas. O diretor afirmou que o projeto cresceu à medida que Musk ampliou sua participação na política. Gibney começou a trabalhar no documentário em 2023 e, inicialmente, planejava produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, disse Gibney. Musk não participou do documentário. Segundo Gibney, o empresário foi procurado no início da produção, mas recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, o empresário criticou o filme em sua rede social, o X, e acusou Gibney de ser tendencioso. Da tecnologia à política O documentário usa a trajetória empresarial de Musk para mostrar como o controle de empresas e plataformas de tecnologia ajudou o bilionário a ampliar sua influência para além dos negócios. Entre os episódios abordados estão a compra do Twitter, posteriormente rebatizado de X, a atuação de Musk no governo Trump e os contratos de empresas como a SpaceX com o governo americano. Para Gibney, a combinação entre negócios, tecnologia e política deu a Musk uma influência incomum para alguém que não ocupa um cargo eletivo. O filme também aborda o envolvimento de Musk com movimentos políticos de direita em diferentes países. Um dos exemplos é seu apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido alemão de direita que ganhou força nos últimos anos. Filme usa inteligência artificial Uma das escolhas da produção é o uso de uma versão de Musk gerada por inteligência artificial. O personagem reproduz declarações feitas publicamente pelo empresário ao longo dos anos. Questionado sobre o risco de enfrentar uma disputa judicial pelo uso da inteligência artificial, Gibney afirmou que a equipe consultou advogados antes de adotar o recurso. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.” O documentário também reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Musk, entre elas Ashley St. Clair, ex-parceira do empresário e mãe de um de seus filhos. Segundo St. Clair, ela recusou um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após o fim do relacionamento. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber
Efeito China: mais da metade dos carros importados pelo Brasil já vem do país asiático, diz a Anfavea

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou 406,7 mil veículos, volume 29,8% maior que no mesmo período de 2025. Mais da metade veio da China (são 221 mil, com alta de 109,9% em relação ao ano anterior). E outras quatro marcas chinesas já confirmaram a chegada ao mercado brasileiro. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento também mostra que a produção de veículos no Brasil chegou a 271,2 mil unidades em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com julho, a produção cresceu 6,8%. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 9,4%. De janeiro a agosto, as montadoras produziram quase 1,9 milhão de veículos no Brasil, 8,5% a mais que no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, a Anfavea afirma que cerca de dois terços do aumento da produção neste ano vieram de modelos montados em CKD e SKD. Nesses sistemas, os veículos chegam ao Brasil desmontados ou parcialmente desmontados e são montados no país. Esse modelo de produção tem sido adotado pelas novas montadoras chinesas por aqui. A entidade já havia alertado que esse modelo de produção, que exige menos mão de obra na montagem, poderia ganhar espaço no Brasil após o governo ampliar os incentivos. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Exportações ainda em baixa Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis As exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, alta de 2,2% em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, porém, houve queda de 31,7%. De janeiro a agosto, as exportações recuaram 22,9%, principalmente pela redução das vendas para a Argentina. No mercado interno, os emplacamentos chegaram a 275,1 mil veículos em agosto. O número ficou 1,6% abaixo do registrado em julho, que teve mais dias úteis, mas foi 22,1% maior que o de agosto do ano passado. Entre janeiro e agosto, foram licenciados 1,975 milhão de veículos, alta de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada nos primeiros dias de setembro, cerca de um mês antes do observado em 2025. Os veículos eletrificados responderam por 24,4% das vendas em agosto, participação recorde. Apenas os modelos totalmente elétricos somaram 25,9 mil unidades no mês. De janeiro a agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil emplacamentos, alta de 125,8%. Segundo a Anfavea, os modelos produzidos no Brasil representam 39% dos eletrificados vendidos no país. Entre os programas voltados ao setor, a Anfavea destaca o Carro Sustentável. Desde o lançamento do programa, em julho de 2024, as vendas dos modelos contemplados cresceram 27,2%. No segmento de caminhões, o programa Move Brasil ajudou a amenizar a queda nas vendas ao longo do ano. Até agosto, foram emplacados 70,7 mil caminhões e 14,5 mil ônibus. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD