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Placas do Mercosul Reprodução Desde 2014, países que fazem parte do Mercosul podem adotar a placa veicular padronizada. Os quatro membros plenos do bloco utilizam as identificações em veículos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A Venezuela está temporariamente suspensa e a Bolívia, que está em processo de integração ao bloco, ainda não implantou as placas padronizadas. Cada um dos quatro países implantou o modelo em momentos diferentes. O primeiro deles foi o Uruguai, ainda em 2015. Em seguida, veio a Argentina, em 2016. O Brasil só começou a implementar o padrão em 2018. O último a passar a usar as novas placas foi o Paraguai, padronizando o modelo a partir de 2024. As variações são poucas, e acontecem mais no padrão de ordem de letras e números. Todas têm a identificação do Mercosul, além do o nome e a bandeira do país acima, sem identificação de estado ou cidade, como propõe o projeto brasileiro (veja mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil Como são as placas em cada um dos países? BRASIL Placa padrão Mercosul adotada no Brasil André Paixão/G1 No Brasil, as placas do Mercosul começaram a ser implementadas em 1º de dezembro de 2018 para início obrigatório em veículos novos e casos de mudança de domicílio. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a implantar o modelo. No início, a placa tinha a bandeira do estado e o brasão do município no qual o veículo estava registrado. Mas na época, o Ministério das Cidades, durante o governo Temer, decidiu retirar esses marcadores com o objetivo de reduzir custos para o proprietário do veiculo. Por aqui, a placa tem fundo branco, faixa azul, o nome Brasil com a bandeira ao lado direito. Também é obrigatório o emblema do Mercosul, um QR Code que serve para garantir a autenticidade, rastreabilidade e segurança do veículo, funcionando com uma espécie de "impressão digital eletrônica". A placa possui uma sequência três letras, um número, outra letra e mais dois números, no formato ABC 1D23. As cores dos caracteres variam a depender da categoria: preta (veículo particular), vermelha (comercial/aluguel), azul (oficial), verde (especial/teste), dourada (Diplomático) e cinza/prata (coleção/antigo). URUGUAI Placa do Mercosul no Uruguai Prefeitura de Montevidéo A implementação começou em março de 2015 para veículos que começassem a ser emplacados. No primeiro país do bloco a mudar suas placas veiculares, o modelo possui o mesmo padrão de faixa azul superior, com o nome do país no meio, o símbolo do Mercosul à esquerda e a bandeira do país à direita, além do QR Code para acesso de informações sobre o veículo. A diferença para a brasileira é a sequência de letras e números. São três letras e quatro números para particulares e variantes por categoria, no formato ABC 1234. ARGENTINA Placa do Mercosul na Argentina Presidência da Argentina A placa argentina segue o mesmo padrão visual do bloco — fundo branco, faixa azul com nome do país centralizado, bandeira à direita e emblema à esquerda. O QR Code para acesso de informações sobre o veículo também está presente. O que a diferencia é a sequência alfanumérica: duas letras, quatro números e mais duas letras, no formato AB 123 CD, escolha feita para evitar a formação de palavras. PARAGUAI Placa do Mercosul no Paraguai Corte Suprema de Justicia O Paraguai também adota o padrão visual comum: fundo branco, faixa azul superior com emblema do bloco no lado esquerdo e a bandeira do país no lado direito com o nome Paraguay centralizado acrescentando um QR Code para consulta de informações do veículo. Na combinação alfanumérica, o país usa ABCD 123 para automóveis e inverte a ordem — 123 ABCD — para motocicletas. Qual é o projeto de mudança no Brasil? Um projeto de lei quer recolocar nomes de estado e município nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A matéria foi aprovada na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para o autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos. ➡️ O que mudaria: Volta do nome do estado e do município nas placas Inclusão da bandeira da unidade da federação ➡️ O que diz quem defende a proposta Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos. O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional. Projeto quer retomar placas dos veículos com cidade e estados

A Associação Nacional dos Detrans (AND) disse que recebeu com cautela a aprovação pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados do projeto de lei que prevê recolocar nomes dos estados e dos municípios nas placas dos veículos. Se tornado lei, a AND afirmou que "as mudanças tendem a impor novos custos ao cidadão, sem que haja, até o momento, evidências claras de ganhos efetivos e termos de segurança pública ou eficiência na fiscalização". Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil O texto, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi aprovado pelo Senado em junho de 2024. Na Câmara, ainda precisará ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o que ainda não tem prazo pra acontecer. Se não for modificado pelos deputados, poderá então seguir para a sanção do presidente da República. O argumento central da proposta é que a presença da informação sobre o estado e o município auxilia o trabalho de fiscalização, permitindo que as autoridades policiais consigam identificar com mais facilidade a origem de um veículo em situações de roubo, furto - e de infração de trânsito. Ainda de acordo com a entidade, o atual modelo de placas ainda enfrenta desafios de consolidação e uniformização em todo o país. "Alterações estruturais neste momento podem ampliar a fragmentação do sistema, gerar inconsistências operacionais e dificultar avanços necessários na padronização", acrescentou a ANP. Padrão Mercosul A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020. Desde então, o modelo precisa ser seguido nos emplacamentos de automóveis novos, nas transferências de propriedade (com alteração do município) e nos casos em que a placa antiga tenha sofrido algum dano, furto, roubo ou perda. Placa Mercosul na região de Campinas Patrícia Teixeira/g1 Uma das principais características da placa Mercosul é a diferente combinação de sete caracteres alfanuméricos. Emplacamento O serviço de emplacamento é feito pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). O custo varia de estado para estado. No caso dos veículos novos, são comumente cobradas duas taxas: uma inicial, para a solicitação da nova placa, e outra, para a vistoria. Nos demais casos, com a atualização da placa cinza para o padrão Mercosul e da placa amarela para o modelo atual, é feita uma cobrança só. Em Minas Gerais, por exemplo, o primeiro emplacamento tem um custo total de R$ 283,71 (taxa inicial de R$ 150,54 + taxa de vistoria de R$ 133,17). Decisão do Supremo Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a validade de norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece que os serviços de fabricação e estampagem de placas de identificação de veículos serão feitos por meio do credenciamento de empresas interessadas sem licitação. O STF julgou improcedente a ação proposta pela Associação Nacional dos Fabricantes de Placas contra essa resolução do Contran. A associação alegava que a atuação do Contran seria contrária à autonomia dos estados. Outro argumento era de que, os Detrans teriam a possibilidade de contratação ilegal e inconstitucional, o que permitiria a instalação de placas de identificação em desacordo com as normas internacionais.

Ford F-150 Limited 2016 vendida nos Estados Unidos Divulgação / Ford A Ford anunciou o recall de aproximadamente 1,4 milhão de unidades da picape Ford F-150 nos Estados Unidos, após uma investigação conduzida pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). A campanha foi convocada após relatos de reduções inesperadas de marcha na transmissão da picape. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a NHTSA, a montadora tem conhecimento de dois casos de ferimentos “potencialmente” relacionados ao problema, além de um acidente. Como medida corretiva, as concessionárias irão atualizar o software do módulo de controle do motor e câmbio dos veículos afetados. Ainda de acordo com a NHTSA, a investigação sobre o defeito foi ampliada no início deste ano. A apuração preliminar havia sido aberta em março do ano passado, após o recebimento de diversas reclamações envolvendo picapes F-150 dos anos modelo 2015 a 2017, equipadas com a transmissão “6R80”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Ford já havia informado anteriormente que a falha pode estar relacionada ao desgaste de conexões elétricas ao longo do tempo, causado por calor e vibração. Esse desgaste pode provocar perda de sinal do sensor de faixa da transmissão. A NHTSA aponta que sinais incorretos enviados por esse sensor podem levar à redução involuntária de marcha, aumentando o risco de acidentes. No Brasil A Ford do Brasil só começou a vender a F-150 no país em 2023. Portanto, não há unidades da picape envolvidas neste recall. Recentemente a picape já havia passado por outro recall no Brasil. Desta vez, por problema no módulo do reboque. Segundo a marca, luzes de freio, luzes indicadoras de direção e sistema de freios do reboque podem não funcionar se o módulo apresentar falha. "O sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque", explicou a Ford no comunicado. Nessas condições, segundo a marca, essa falha pode causar aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.








