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Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos. Divulgação / Toyota Uma associação que representa General Motors, Volkswagen, Toyota e outras grandes montadoras pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove ainda neste ano uma proibição permanente de veículos chineses. As informações são da Reuters. O apelo foi feito na segunda-feira (2), segundo a agência, antes da retomada dos trabalhos legislativos prevista para a próxima semana, após as eleições de meio de mandato nos EUA. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Alliance for Automotive Innovation, que reúne quase todas as principais fabricantes, quer que os parlamentares aproveitem o curto período de votações para concluir a análise da proposta. A entidade argumenta que a entrada desses carros ameaça tanto a segurança nacional quanto os investimentos feitos pelas montadoras no país. Agora no g1 Montadoras que fazem parte da Alliance for Automotive Innovation nos Estados Unidos: Aston Martin; BMW; Bugatti; Ferrari; Ford; GM; Honda; Hyundai; Isuzu; Jaguar / Land Rover; Kia; Mazda; Mclaren; Mercedes-Benz; Mitsubishi; Nissan; Porsche; Stellantis; Subaru; Toyota; Grupo Volkswagen (Audi, Lamborghini, Bentley); Volvo. “Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, presidente da associação. Os Estados Unidos já têm restrições que, na prática, impedem montadoras chinesas de vender ou fabricar carros de passeio no país. A regulamentação foi adotada no início de 2025, durante o governo de Joe Biden, diante do risco de envio de dados sensíveis dos motoristas à China. Além dessa barreira, o país mantém tarifas superiores a 100% sobre os veículos elétricos chineses. Agora, as fabricantes pressionam pela aprovação de uma lei que estabeleça o banimento permanente. A posição do presidente Donald Trump, porém, provocou preocupação no setor. Em setembro, Trump disse à Fox News que aceitaria que empresas chinesas produzissem carros em território americano. Fábrica de modelos eletrificados da Leapmotor em Zhejiang, China. Divulgação Projeto avança O projeto de proibição avançou em julho, quando foi aprovado por uma comissão do Senado. Na Câmara dos Representantes, a versão da proposta já conta com mais de 100 parlamentares como coautores. Apesar do amplo apoio, os senadores responsáveis pela iniciativa, que reúne integrantes dos dois partidos, concordaram em setembro em adiar para novembro a tentativa de acelerar a tramitação. Montadoras e assessores legislativos ainda esperam concluir a aprovação neste ano. Mas alguns assessores do Congresso e representantes do setor avaliam que, se os democratas conquistarem o controle do Legislativo, poderá faltar tempo para votar o banimento antes do encerramento da sessão, em dezembro. Para defender a urgência da medida, Bozzella citou o avanço dos veículos produzidos na China sobre o mercado europeu. Segundo ele, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos do país asiático nos oito primeiros meses de 2026, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025. “Dado o evidente risco à segurança nacional e o padrão de comportamento desleal da China, o Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que conseguiram fazer impunemente na Europa”, declarou. O Ministério das Relações Exteriores da China já havia pedido aos Estados Unidos que passassem “a respeitar as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência justa”. O governo chinês também classificou propostas anteriores contra empresas do país como “repressão injustificada”.

Honda City 2027. Divulgação / Honda A Honda apresentou a linha 2027 do City sem reduzir os preços para enfrentar a concorrência dos carros chineses. As versões custam entre R$ 117 mil e R$ 156 mil. A fabricante aposta na fidelidade de seus clientes e no pós-venda para manter as vendas do modelo, que ganhou mudanças no visual, novos equipamentos e uma versão inédita. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Além da nova versão RS, o City hatch e o sedã receberam alterações nos para-choques, faróis e acabamento. As configurações mais caras também passaram a oferecer uma central multimídia de 10 polegadas. O motor 1.5 aspirado de 126 cv e o câmbio automático CVT continuam os mesmos. E o g1 testou o novo Honda City para entender se apenas quem é fã da marca japonesa vai ficar feliz com a novidade. Por que o Honda Civic sumiu das ruas? Tapa no visual Toda a família City passou por uma atualização visual, concentrada principalmente na dianteira. A Honda redesenhou os para-choques e passou a oferecer faróis Full LED de série em todas as configurações. Nas versões Touring e RS, uma barra iluminada em LED conecta visualmente os faróis dianteiros e funciona como luz de posição. Outra mudança aparece ao redor do logotipo da Honda. A região recebeu uma moldura pintada na cor da carroceria, que cria a impressão de que o capô ficou mais comprido. A grade superior agora apresenta acabamento em formato de colmeia e uma pequena inclinação. O desenho da parte inferior do para-choque continua diferente entre as duas carrocerias. Honda City 2027. Divulgação / Honda No sedã, a entrada de ar inferior tem formato de trapézio invertido, com barras horizontais. Já o hatch utiliza uma grade em colmeia, acompanhada por uma seção pintada na cor do veículo. A traseira também foi modificada. O sedã ganhou um para-choque com desenho trapezoidal e refletores verticais nas extremidades. No hatch, os recortes do para-choque traseiro ficaram mais afilados. As rodas de liga leve de 16 polegadas receberam novos acabamentos, com tonalidades de cinza ou preto conforme a versão. Retoques deram certo As mudanças mais significativas do Honda City 2027, portanto, estão no design. Ao vivo, o conjunto é harmonioso, mesmo com a adoção de elementos visuais inspirados no Prelude. Adaptar características de um carro para outro mais barato e com proporções diferentes nem sempre funciona, mas, neste caso, a Honda conseguiu um resultado equilibrado. O curioso é que, ao tentar atualizar o City sem modificar profundamente o projeto, a fabricante acaba revisitando soluções já utilizadas. Os refletores dos para-choques, por exemplo, começaram com formato vertical, passaram a ser horizontais no facelift e agora voltaram à posição vertical. É uma demonstração de como a linguagem visual adotada pela Honda oferece poucas possibilidades de mudanças mais profundas sem alterar a identidade do modelo. Honda City 2027. Divulgação / Honda Motor e consumo A Honda não alterou a mecânica do City 2027. Tanto o hatch quanto o sedã continuam equipados com motor 1.5 flex aspirado de quatro cilindros, com bloco e cabeçote de alumínio e injeção direta de combustível. São 126 cv de potência com etanol ou gasolina. O torque máximo chega a 15,8 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina. O câmbio também permanece o automático CVT, que simula trocas de marcha. A transmissão tem ainda uma função que aumenta automaticamente o freio-motor durante descidas, quando o sistema identifica o acionamento do pedal de freio. O consumo informado para cada carroceria é o seguinte: Honda City Sedan Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,8 km/l Gasolina: Cidade 12,9 km/l; Estrada 15,3 km/l Honda City Hatch Etanol: Cidade 9,1 km/l; Estrada 10,7 km/l Gasolina: Cidade 13,2 km/l; Estrada 15,1 km/l Honda City 2027. Divulgação / Honda Pacato Na mecânica, o motor 1.5 aspirado continua sendo um dos pontos fortes do City, principalmente pela previsibilidade de manutenção e pelo comportamento conhecido dos proprietários. Se o objetivo da Honda é preservar as características valorizadas pelos clientes, a decisão faz sentido. Tanto o sedã quanto o hatch continuam sendo produtos bem resolvidos, com um conjunto mecânico que não apresenta surpresas. O g1 dirigiu o City em rodovias e trechos de estradas sinuosas. Como não houve mudanças mecânicas, o comportamento permaneceu dentro do esperado. O desempenho não está entre os principais atributos do modelo, mas isso não significa que o motor 1.5 aspirado seja muito inferior aos modelos 1.0 turbo disponíveis no mercado. O consumo também chamou a atenção. Em determinados momentos da viagem, mantendo velocidade de cruzeiro entre 100 km/h e 110 km/h, o computador de bordo indicou consumo de gasolina de 21 km/l. Isso mostra que motoristas dispostos a dirigir de maneira mais tranquila conseguem aproveitar a eficiência do conjunto mecânico. Nova tela Na cabine, uma das principais novidades é a central multimídia com tela sensível ao toque de 10 polegadas, disponível nas versões Touring e RS. O equipamento permite controlar o volume e trocar de música por meio de gestos com vários dedos na tela. A conexão com Android Auto e Apple CarPlay funciona sem a necessidade de cabos. Essa nova central multimídia ajuda a entender a filosofia da Honda em relação aos seus clientes mais tradicionais. Em vez de apostar em uma interface repleta de cores e efeitos visuais, a fabricante optou por uma apresentação mais discreta, com fundo preto e comandos simplificados. Embora não tenha botões físicos, a central permite realizar algumas operações deslizando os dedos pela tela. É uma solução interessante do ponto de vista da ergonomia, pois busca facilitar o uso dos comandos sem exigir que o motorista desvie constantemente o olhar da estrada. A escolha, porém, também representa uma aposta comercial. Ao priorizar a objetividade, a Honda pode agradar aos compradores acostumados com seus produtos, mas deixar de conquistar consumidores que valorizam telas maiores e interfaces mais chamativas. Para esse público, uma central de apenas 10 polegadas, com fundo preto e poucos efeitos gráficos, pode transmitir a impressão de ser inferior a sistemas mais coloridos, mesmo que isso não seja a verdade. Galerias Relacionadas Segurança A segurança também recebeu atualizações. Todas as versões do City 2027 passaram a contar com seis airbags. Já o pacote de assistência à condução Honda Sensing agora é de série nas configurações EX, EXL, Touring e RS. Entre os recursos estão a frenagem automática para reduzir o risco de colisões e o assistente que ajuda a manter o carro dentro da faixa de circulação. O controle de cruzeiro adaptativo também foi atualizado. Agora, consegue acompanhar o veículo à frente em velocidades baixas e realizar uma parada completa. A partir da configuração EXL, o City passa a oferecer o sistema myHonda Connect, que permite utilizar um aplicativo de celular para consultar a localização do carro e comandar funções à distância, como o ar-condicionado. Outra mudança é a garantia de fábrica, ampliada para seis anos em toda a linha, sem limite de quilometragem. Honda City 2027 tem parachoques dianteiros exclusivos para cada carroceria Divulgação / Honda Sem guerra de preços O g1 questionou executivos da Honda sobre a decisão de manter os preços do City em um momento de maior concorrência dos fabricantes chineses. Ariel Mógor, gerente de marketing da Honda, afirmou que a empresa não pretende disputar clientes por meio de descontos agressivos. “A Honda tem altos índices de satisfação no pós-venda e temos um retorno dos clientes que já são Honda”, explicou. Segundo o executivo, a fabricante considera que as atualizações da linha 2027, acompanhadas de reajustes relativamente pequenos, são suficientes para atender ao público do City. A Honda também aposta na rede de concessionárias, que possui uma estratégia de valorização dos carros seminovos da marca nas negociações por veículos zero-quilômetro. Entre janeiro e agosto de 2026, a fabricante emplacou 18.909 unidades da família City no Brasil. As vendas ganharam ritmo a partir de julho e alcançaram os melhores resultados do ano nos meses seguintes. A estratégia, porém, ocorre em um momento de mudanças nos preços dos carros novos e usados. O g1 mostrou que o mercado passou por ajustes importantes em 2026, impulsionados principalmente pela chegada de novos modelos chineses na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segmento em que o City também está presente. Veja alguns exemplos de carros com projetos da China na faixa de R$ 125 mil a R$ 150 mil com boa lista de equipamentos: BYD Dolphin GS: R$ 150 mil (promoção de R$ 139.990) CAOA Chery Tiggo 5X Sport: R$ 125 mil CAOA Chery Tiggo 5X Pro: R$ 140 mil CAOA Chery Tiggo 7 Sport: R$ 142 mil CAOA Changan CS55 Prime: R$ 145 mil CAOA Changan CS55 Infinity: R$ 155 mil Chevrolet Spark EUV: R$ 152 mil (promoção de R$ 147 mil) Geely EX2: R$ 124.600 Pro / R$ 137.800 Max MG4 Urban: R$ 135 mil Comfort / R$ 145 mil Luxury / R$ 155 mil Luxury Long Range Além da concorrência chinesa, marcas tradicionais como Toyota, Jeep e Volkswagen passaram a oferecer promoções para veículos zero-quilômetro. Mesmo diante desse cenário, a Honda decidiu manter sua política de preços e apostar nos clientes que já conhecem a marca. Vendas A pré-venda foi anunciada para 5 de outubro, com um lote inicial de 3 mil unidades e preços iguais aos da linha 2026. Os valores começam em R$ 117.500, na versão LX, e chegam a R$ 156.400, na RS. Depois que as 3 mil unidades forem vendidas, a Honda vai aumentar o preço da versão LX em R$ 200. Para as demais configurações, o reajuste previsto é de R$ 1.100. As vendas regulares da linha 2027 começam no início de novembro. Durante a pré-venda, a Honda também oferece documentação gratuita para quem financiar o veículo pelo banco da própria fabricante. A montadora informou que não pretende manter os preços promocionais nos lotes seguintes. Confiança na história A estratégia de preservar as características do City também aparece na política comercial da Honda. Ao manter os preços de tabela e não oferecer, pelo menos neste início, promoções com descontos muito expressivos, a fabricante contribui para preservar o posicionamento de seus seminovos. Essa decisão pode ajudar a reduzir os efeitos da desvalorização que atinge veículos usados, especialmente aqueles na faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil. A questão mais complicada para a Honda, porém, vai além do City. Em momentos de mudanças profundas na tecnologia, no mercado e nos métodos de fabricação, fabricantes tradicionais precisam decidir até que ponto seus produtos devem se transformar para conquistar novos consumidores sem perder aqueles que já são fiéis à marca. Quando um fabricante enfrenta vendas baixas e tem poucos clientes, uma mudança radical de estratégia pode ser mais simples. Afinal, há relativamente pouco a perder. A situação é diferente para Honda, Toyota e outras fabricantes tradicionais que construíram uma base de consumidores fiéis. Nesse caso, abandonar características que agradam aos compradores atuais pode representar um risco tão grande quanto deixar de acompanhar as transformações do mercado. O City 2027 é um exemplo desse dilema. A Honda preferiu atualizar o visual e a tecnologia sem alterar profundamente um produto que já tem um público estabelecido. Resta acompanhar as vendas em 2027 para descobrir se os consumidores tradicionais aprovaram as novidades e permaneceram fiéis ao City ou se decidiram experimentar modelos concorrentes na mesma faixa de preço. Honda City 2027 nas carrrocerias sedã e hatch. Divulgação / Honda Preços e equipamentos do Honda City 2027 Os valores abaixo incluem os preços regulares anunciados pela Honda e as condições de pré-venda, quando aplicáveis. City LX: hatch e sedã R$ 117.700 (pré-venda R$ 117.500) Faróis com tecnologia Full LED; Seis airbags; Assistente de estabilidade e tração (VSA); Assistente de partidas em rampa (HSA); Sistema de luzes de emergência (ESS); Alerta de pressão dos pneus (TPMS); Assistente de frenagem de emergência (EBA). City EX: hatch R$ 137.400 / sedã R$ 138.400 (pré-venda hatch R$ 136.300 / sedã R$ 137.300) Pacote de assistência à condução Honda Sensing (controle de cruzeiro adaptativo com parada total, frenagem de mitigação de colisão, sistema de permanência de faixa, assistente de evasão de pista e farol alto automático); Rodas de liga leve de 16 polegadas de alumínio com face diamantada e pintura interna na cor cinza. City EXL: hatch R$ 144.800 / sedã R$ 145.800 (pré-venda hatch R$ 143.700 / sedã R$ 144.700) Sistema myHonda Connect (aplicativo de celular para rastreamento, partida remota do motor, acionamento do ar-condicionado à distância e travamento das portas). City Touring: hatch R$ 153.300 / sedã R$ 154.300 (pré-venda hatch R$ 152.200 / sedã R$ 153.200) Barra de iluminação em LED que conecta os faróis dianteiros; Central multimídia com tela de 10 polegadas sensível a múltiplos toques para comandos de volume e mudança de faixa; Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura interna na cor preta; Acabamento interno na cor cinza claro (configuração exclusiva para a carroceria sedã com pintura externa nas cores Branco Topázio, Azul Cósmico ou Cinza Basalto). City RS: somente hatch R$ 156.400 Teto, capas dos retrovisores, antena e aerofólio superior com pintura preta; Para-choque traseiro exclusivo com seção central inferior dividida em três partes; Escapamento com ponteira esportiva; Emblemas da configuração posicionados na grade e na tampa traseira; Rodas de liga leve de 16 polegadas com pintura preta e aplicação de verniz escurecido; Revestimento interno do teto na cor preta; Bancos e demais revestimentos da cabine com costuras vermelhas; Pedais com acabamento em alumínio; Pintura perolizada.

Pontos de ancoragem do Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen A escolha e o uso adequado da cadeirinha infantil ainda despertam dúvidas entre pais e responsáveis, mesmo após a sua obrigatoriedade em veículos de passeio, estabelecida em setembro de 2010. Uma das formas de prender o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação nos carros é o Isofix, que ancora a cadeirinha ao assento traseiro do carro. Porém, a lei do Isofix foi sancionada em 2015 e somente em 2020 é que passou a ser obrigatória para todos os veículos novos fabricados ou importados no país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Este tipo de ancoragem exige pontos de fixação específicos, tanto no veículo quanto na cadeirinha. O sistema é composto por dois pontos de fixação na base da cadeirinha ou do bebê-conforto, que se encaixam a dois pontos no veículo, localizados no vão entre o assento e o encosto do banco traseiro. Agora no g1 Para fixar a cadeirinha, você precisa: Localizar os pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem ser visíveis como na imagem acima, ou escondidos. Neste caso, um ícone de cadeirinha infantil ou o nome "Isofix" fica visível. Guiar os pontos da cadeirinha aos locais do banco e empurrar, até escutar um "clique". Em algumas cadeirinhas, uma indicação em verde aparece próxima do local de ancoragem no assento do veículo. Ponto de ancoragem Isofix em um Volkswagen Golf divulgação/Volkswagen Um terceiro ponto pode estar no carro e ele se liga a uma espécie de gancho da cadeirinha, evitando que o dispositivo se movimente. Esse ponto tem nome de Top Tether e, se estiver no seu carro, estará em um dos seguintes locais: No assoalho; Na parte de trás do encosto (na área do porta-malas, como na imagem abaixo); Na lateral do carro (na mesma área de onde saem os cintos de segurança). Top tether em um Volvo XC40 divulgação/Volvo Bebê conforto, cadeirinha e assento com elevação: os dispositivos indispensáveis para transportar crianças g1 Confira abaixo as principais dúvidas sobre transporte seguro de crianças em carros: Qual cadeirinha usar no carro? Quando trocar a cadeirinha? Como usar e fixar o assento de elevação? Onde instalar a cadeirinha? Quando a criança pode ir no banco da frente? Qual cadeirinha usar no carro? No papel, a regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define faixas etárias para cada tipo de equipamento: Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg; Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg; Assento de elevação: de 4 a 7 anos; entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura; Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura. O uso incorreto da cadeirinha, além da insegurança para o bebê ou a criança, inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo. O Inmetro, que certifica os produtos, classifica os dispositivos por grupos que combinam idade, peso e altura. Há modelos que abrangem mais de um grupo e podem ser usados por mais tempo. “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”, explica Gustavo Kuster, do Inmetro. Volte para o início. Quando trocar a cadeirinha? O modelo da cadeirinha deve acompanhar o crescimento da criança, garantindo que ela esteja sempre firme e protegida. Como cada versão é indicada para uma faixa etária específica, a troca do equipamento se torna necessária conforme o desenvolvimento. A transição entre os dispositivos deve considerar, na seguinte ordem de prioridade: 💺 O conforto; 👶 O tamanho da criança; 🎂 A idade da criança. Um bebê que já não cabe no bebê conforto, por exemplo, pode ir para a cadeirinha, mesmo que ainda não tenha completado a idade mínima para a transição. “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”, afirma Kuster. A posição do bebê conforto — voltado para o encosto do banco — é recomendada por causa da anatomia dos recém-nascidos. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp. Volte para o início. Como usar e fixar o assento de elevação? Para os mais crescidos, a altura é o fator mais importante na hora de dispensar o assento de elevação. Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos. O assento serve para posicionar corretamente o cinto de três pontos, que deve passar pelo peito. “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, afirma Kuster. Volte para o início. Onde instalar a cadeirinha? O lugar mais seguro para transportar a criança é o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado. Mas há exceções. Em carros que só têm cinto de dois pontos no banco de trás — e não há cadeirinha certificada para esse tipo de cinto — o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção. Mas é preciso desligar o airbag, nos carros equipados com o dispositivo e a depender da posição, para não eclodir em caso de acidente e causar mais danos do que proteger a criança. “Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular. “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”. Nesses casos, a recomendação é recuar o banco dianteiro ao máximo, para afastar a criança do painel. Volte para o início. Quando a criança pode ir no banco da frente? O Contran permite o transporte no banco da frente em situações específicas: Crianças a partir de 10 anos, com cinto de segurança; Quando o banco traseiro só tem cinto de dois pontos; Em veículos sem banco traseiro, como picapes de cabine simples; Quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro — a de maior estatura pode ir na frente; Equipamentos certificados. Segundo a Senatran, apenas bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação são considerados dispositivos adequados. O Inmetro reforça que não há certificação para outros tipos de equipamentos. “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”, afirma Viviani. Volte para o início.








