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Após esgotar em dias, Volkswagen Golf GTI ganha novo lote por R$ 430 mil; veja o teste A Volkswagen anunciou, neste sábado (9), um novo lote do Golf GTI para venda no Brasil. O modelo tem preço inicial de R$ 430 mil, e o comprador precisa cumprir algumas regras para conseguir adquirir uma unidade. O novo lote foi divulgado ao mesmo tempo em que começaram as entregas do primeiro pacote, composto por 350 unidades entregues a partir de maio. Apesar de ser o carro mais caro da Volkswagen à venda no Brasil, todas as unidades se esgotaram em apenas um fim de semana. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Golf GTI 2026 divulgação/Volkswagen Além do preço elevado, o novo Golf GTI é o modelo mais rápido da Volkswagen à venda no Brasil. Equipado com o motor 2.0 370 TSI, o hatch esportivo entrega 245 cavalos de potência e 37,7 kgfm de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos. Em comparação com outros modelos da marca, ele perde em potência apenas para o novo Tiguan, que tem 272 cavalos. No entanto, o SUV é cerca de 150 quilos mais pesado, por ter mais equipamentos e uma carroceria maior, além trazer torque menor, de 35,7 kgfm. Por isso, sua aceleração é mais lenta, com 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. Vendas são limitadas e exclusivas Neste novo lote, a Volkswagen adota as mesmas regras aplicadas ao Golf GTI em 2025. Dessa forma, para comprar o hatch esportivo, o cliente precisa atender aos seguintes critérios: Já ter comprado algum modelo esportivo da marca, como Nivus GTS ou Jetta GLI; Também podem comprar clientes de outras marcas do grupo Volkswagen, como Audi e Porsche, desde que tenham adquirido versões esportivas desses modelos; Cada CPF ou CNPJ pode adquirir apenas uma unidade do Golf GTI. Além disso, o novo lote tem quantidade limitada de unidades. Procurada pelo g1, a Volkswagen não informou quantos carros foram importados para as vendas no Brasil. A marca informou, no entanto, que as primeiras unidades começam a ser entregues ainda neste ano. Como anda o Golf GTI O g1 teve acesso ao Golf GTI em um ambiente onde ele melhor mostra o que é capaz de entregar: um autódromo, localizado na cidade de Mogi Guaçu (SP). No primeiro contato, o hatch não revela que tem a aceleração mais forte da Volkswagen no Brasil, já que são poucos os detalhes visuais que o diferenciam de um "carro simples". Para olhos menos atentos, ele parece apenas mais um Golf, semelhante aos modelos vendidos no Brasil anos atrás. Golf GTI 2026 divulgação/Volkswagen Tudo muda ao entrar no carro. O primeiro impacto não é o acabamento em xadrez dos bancos, já visto em outros Golfs do passado, mas sim o banco em formato concha que, diferente do Nivus GTS, tem visual inspirado em carros de corrida. O banco envolve o motorista nas laterais do tronco e das coxas. Esse apoio é importante, pois transmite mais segurança logo ao engatar a primeira marcha e acelerar. Antes disso, vale destacar um ponto que pode agradar ou incomodar: o câmbio automático é eficiente, mas acionado por uma alavanca bastante pequena. Golf GTI 2026 divulgação/Volkswagen Para quem prefere trocas manuais, elas podem ser feitas por meio das aletas atrás do volante, semelhantes às usadas em carros da Fórmula 1. Elas poderiam ser maiores, mas cumprem bem a função. Com o modo esportivo ativado e pé fundo, o carro entrega toda a esportividade que não aparece no visual externo. Sabe aquele atraso entre pisar no acelerador e o carro responder, que no Tera chega a três segundos? Aqui isso não acontece. As respostas são imediatas, com retomadas rápidas, como se espera de um modelo que nasceu com proposta esportiva. O volante exige menos giros para virar as rodas. Segundo a Volkswagen, esse ajuste foi feito exclusivamente para o Golf GTI e significa que, em vez de 2,5 voltas completas até o fim do curso, são necessárias apenas 2,1. Em velocidades mais altas, isso garante maior controle do volante, com as mãos sempre na posição mais segura, sem a necessidade de soltar uma delas ou cruzar os braços para continuar a manobra. Isso ainda acontece? Sim, mas com bem menos frequência. Ao final do teste, fica a sensação de que o Golf GTI é um esportivo com a pimenta certa. Ele tem concorrentes com preço semelhante e até mais potentes? Sim, modelos como GR Corolla e Civic Type R são bons exemplos. Ainda assim, a reputação do Golf GTI fala mais alto do que qualquer comparação. A decisão de compra é fortemente emocional, a ponto de o preço elevado não ser um obstáculo para quem deseja esse modelo. Prova disso é que as unidades do primeiro lote se esgotaram em um único fim de semana, e já há fila de espera para o novo lote.

Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis O Brasil produziu 225,8 mil veículos em abril, o que significa uma queda de 9,5% em relação a março, que teve 249,4 mil veículos feitos no país. Os números são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Apesar do resultado negativo, os números do mês de abril são 2,4% maiores do que no mesmo período de 2025. Os primeiros quatro meses de 2026 acumulam 872,6 mil veículos feitos no Brasil, um aumento de 4,9% se comparado ao mesmo período de 2025. Vídeos em alta no g1 Efeitos da Argentina As exportações em abril cresceram 8,2% em relação a março. Foram 43,2 mil veículos embarcados no mês passado. No entanto, a queda em relação a abril de 2025 foi de 11,7%. O acumulado de exportações entre janeiro e abril de 2026 foi de 142,4 mil unidades. Um resultado 16,9% menor que os mesmos quatro meses de 2025. Segundo a Anfavea, o resultado ainda é reflexo do esfriamento do mercado argentino em 2026. Nos primeiros quatro meses de 2025, a Argentina comprou 101,5 mil veículos feitos no Brasil. Este ano esse volume caiu para 71,1 mil unidades entre janeiro e abril. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o mercado argentino recuou, mas houve uma queda também de participação dos veículos brasileiros. Ou seja, veículos de outros países estão ganhando mercado na Argentina. Em abril, entidades de Brasil e Argentina firmaram acordo para fortalecer o setor automotivo e reagir à concorrência chinesa. A ‘Declaração de Buenos Aires' foi assinada durante o evento Automechanika, realizado na capital argentina. O texto estabelece uma agenda integrada, com foco em competitividade, atração de investimentos e fortalecimento da integração produtiva e, segundo as entidades que participaram do evento, é uma resposta ao aumento da competição global e às transformações tecnológicas do setor.

Leapmotor deve produzir SUV elétrico B10 na Europa em fábrica da Stellantis Divulgação / Leapmotor Nesta sexta-feira (8), a Stellantis, dona da marca Fiat, e a chinesa Leapmotor anunciaram que planejam iniciar a produção conjunta de automóveis na Europa. A fábrica da Stellantis em Zaragoza, Espanha, vai produzir um SUV elétrico inédito da Opel. Na mesma linha de produção será feito o Leapmotor B10 ainda em 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo comunicado, as duas empresas pretendem aprofundar cooperação em três pontos: Produção do SUV Lepamotor B10 na fábrica da Stellantis em Zaragoza, Espanha. A fábrica de Figueruelas já monta o Peugeot 208 e o Lancia Ypsilon, outras marcas do grupo. A parceria na fábrica vai dar vida a um novo SUV elétrico da marca Opel previsto para 2028. Compras em conjunto. Stellantis e Leapmotor pretendem fazer compras com fornecedores em parceria. A medida busca baixar custos e ganhar escala. A medida, segundo Stellantis, vai promover preços competitivos pelo ecossistema chinês para carros eletrificados. Além de aproveitar as capacidades da cadeia de fornecedores da Europa. Um novo modelo da Leapmotor deve passar a ser produzido na fábrica de Villaverde, em Madrid. A medida deve garantir o futuro da planta, que já sabe que vai deixar de produzir o Citroën C4. O novo carro da Leapmotor deve chegar em 2028. Existe a possibilidade da fábrica passar a ser controlada pela LPMI e não mais pela Stellantis. Vídeos em alta no g1 Segundo Antonio Filosa, CEO da Stellantis, o anúncio reflete a intenção de aprofundar a parceria e maior colaboração entre as empresas. “Este plano deve dar suporte à produção e avançar na montagem na Europa de veículos elétricos com preços competitivos e que atendam às reais demandas dos nossos clientes”, disse Filosa em comunicado. Antonio Filosa, CEO da Stellantis Divulgação / Stellantis Em outubro de 2023, o grupo Stellantis virou o maior acionista da Leapmotor após adquirir cerca de 21% das ações na empresa chinesa. No mesmo momento foi criada a Leapmotor International (LPMI), que tem 49% das ações com a Leapmotor e 51% com a Stellantis. A joint venture tem os direitos exclusivos de produção e venda de produtos da Leapmotor fora da China. Nos últimos 18 meses, a LMPI tem conseguido bons números na Europa. Lançou os modelos T03 e C10 no fim de 2024 e já conta com 850 pontos de vendas e serviço na região. Em 2025, foram vendidos mais de 40 mil veículos na Europa.







