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Fórmula 1: veja as máquinas mais impressionantes que os pilotos aceleram fora das pistas

A temporada 2026 da Fórmula 1 já está em andamento e os novos carros dominam as conversas. Há pilotos satisfeitos ao volante e outros que enfrentam dificuldades, cada um com sua personalidade. Fora das pistas, os pilotos de F1 também expressam a paixão pela velocidade. Alguns se limitam a aparecer com os carros fornecidos pelas equipes, enquanto outros desembolsam milhões de dólares em coleções particulares. O g1 selecionou três carros das coleções particulares de pilotos da temporada 2026 da F1. Há desde um ícone dos anos 1980 que quase foi destruído até um hipercarro inspirado em protótipos de Le Mans. Veja os modelos abaixo. Max Verstappen: Aston Martin Valkyrie Max Verstappen (esq) participou dos testes do Aston Martin Valkyrie Divulgação / Aston Martin Quando não está em casa, dedicado ao simulador, o tetracampeão mundial já foi visto nas ruas pilotando Porsche 911 GT3 RS, Honda NSX, Aston Martin DB11 e outros modelos. Sem dúvida, o carro mais extremo de sua coleção é o Aston Martin Valkyrie. Verstappen participou dos testes do hipercarro em 2020 e depois foi visto com sua unidade em Mônaco. Em 2023, um vídeo com o piloto abusando da velocidade com o Valkyrie causou polêmica. Max Verstappen participou dos teste do Aston Martin Valkyrie Divulgação / Aston Martin O Valkyrie é inspirado em carros de F1 e protótipos de Le Mans. O foco está na aerodinâmica e no equilíbrio, para manter os 1.171 cv de potência sob controle. Para gerar essa força, a Aston Martin utiliza um motor V12 de 6,5 litros que gira até 11.100 rpm e entrega 1.001 cv, com a ajuda de um motor elétrico de 120 kW acoplado a uma bateria de 1,2 kWh. O peso é de apenas 1.270 kg, semelhante ao de um carro 1.0, e a velocidade máxima chega a 354 km/h. Curiosamente, este não é o carro mais caro da lista: em leilão recente, um Valkyrie foi vendido por quase US$ 3 milhões. Lewis Hamilton: Pagani Zonda LH760 Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 Reprodução / Instagram Lewis Hamilton é piloto da Ferrari, mas sua relação com a Itália não é recente. Em 2014, o heptacampeão publicou nas redes sociais fotos do Pagani Zonda LH760. O modelo foi feito sob encomenda e leva as iniciais de Hamilton. A pintura roxa é chamada de Viola LH, e a carroceria tem acabamentos escolhidos pelo piloto. Este Zonda usa como base a configuração RS, que nasceu por sua vez da versão R, feita somente para as pistas de corrida. A curiosidade é que, apesar de ser uma marca italiana, o motor é da Mercedes AMG. Isso por que o argentino Horacio Pagani, fundador da marca, conseguiu um ótimo acordo com marca alemã. O acerto foi intermediado pelo amigo e compatriota Juan Manuel Fangio. O pentacampeão de F1 era amigo de Pagani. Lewis Hamilton posa com seu Pagani Zonda LH760 Reprodução / Instagram São 760 cv de potência e 79,5 kgfm de torque gerados por um motor V12 de 7,3 litros, enviados às rodas traseiras por meio de câmbio manual. O carro foi vendido por Lewis Hamilton em 2021. Em 2023, o novo proprietário destruiu a dianteira do Zonda e danificou as suspensões dianteira e traseira. No fim de 2025, o modelo reapareceu restaurado à condição original. Como cada unidade é exclusiva, é difícil estimar o preço. Em 2025, um Pagani Zonda Riviera foi arrematado por mais de US$ 10,1 milhões. Lando Norris: Ferrari F40 Ferrari F40 Divulgação / Ferrari Lando Norris, atual campeão da F1, ganhou as manchetes em 2025 por um acidente em Mônaco, mas não foi em uma pista de corrida nem com o inglês ao volante. Um amigo deu um passeio com a Ferrari F40 de Lando Norris e, após uma curva nas redondezas do principado, perdeu o controle e bateu a traseira do carro contra o guard rail. Norris comentou o incidente algum tempo depois, afirmando que a F40 ainda não havia voltado às ruas e que ele não estava satisfeito com a situação. A Ferrari lançou a F40 em 1987 para celebrar os 40 anos da empresa. O modelo é uma evolução do que a marca já vinha fazendo com a GTO. A F40 foi o último carro apresentado ao público com a presença do fundador, Enzo Ferrari, que faleceu em agosto de 1988. Ferrari F40 Divulgação / Ferrari Os números são superlativos até hoje, especialmente considerando as especificações de 1987. O motor 2,9 V8 biturbo gera 478 cv e 58,8 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 4,1 segundos, e a velocidade máxima chega a 324 km/h. Em leilão recente, o preço de uma Ferrari F40 superou US$ 3,8 milhões. Lando Norris também tem outro modelo italiano na coleção, um Lamborghini Miura. Resta torcer para que nenhum amigo peça uma volta com ele. Novos carros da Fórmula 1 prometem deixar temporada imprevisível
BYD Atto 8: quais os pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca; veja o teste

BYD Atto 8: os absurdos do híbrido mais caro da BYD Apresentado no Salão do Automóvel de 2025, o BYD Atto 8 será o híbrido mais caro e mais completo do portfólio da marca no Brasil. Só perde em preço para o Tan porque não é 100% elétrico. Por R$ 399.990, a montadora quer ganhar espaço no mercado de híbridos — hoje tem cerca de 30% do market share — ao trazer ao país uma opção de SUV de luxo, equipado até os dentes de tecnologia e com bastante espaço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Nesta semana, a marca mostrou o modelo em detalhes e permitiu uma breve experiência ao volante, para que jornalistas pudessem conhecer os principais atributos do lançamento. De início, o espaço é um dos pontos fortes. O Atto 8 tem 20 centímetros a mais de entre-eixos que o Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário de sete lugares mais vendido do Brasil. Na prática, um motorista de 1,90 metro deixaria os passageiros da segunda fileira muito confortáveis. A terceira fileira, claro, não acompanha esse grau de conforto. Acessar os assentos do fundo não foi fácil, mesmo para uma pessoa de 1,65 metro. Ao menos há apoio de braço e saída de ar-condicionado. Os passageiros dali vão no aperto, mas não passam calor. A BYD faz o máximo para dar conforto aos viajantes. Há controle de zona para as saídas de ar-condicionado nas fileiras traseiras. O ajuste é feito em uma tela que reúne temperatura, direção do fluxo, intensidade do ar e a opção de deixar tudo no modo automático, para que o carro ajuste o sistema até atingir a temperatura desejada. O couro se mostrou macio e quem viaja na segunda fileira de bancos ainda conta com mimos extras nada comuns em carros deste preço: ventilação, aquecimento e massagem que estão presentes também para o motorista e o passageiro ao lado. Sem a última fileira, o Atto 8 tem 960 litros de porta-malas. É tão grande que um adulto com mais de 1,70 metro consegue até se deitar no assoalho acarpetado. Como anda o BYD Atto 8 BYD Atto 8 divulgação/BYD As impressões ao volante do SUV serão analisadas com mais profundidade no futuro. O primeiro contato do g1 com o carro foi bastante limitado e permitiu apenas destacar os pontos mais chamativos. O primeiro deles é o desempenho, que vai bem: os 488 cv de potência combinada, com torque imediato do híbrido, são suficientes para não deixar o gigante de 2.650 kg parecer lento. Não foi possível avaliar a aceleração de 0 a 100 km/h, mas a marca promete que o Atto 8 cumpre a prova em 4,9 segundos — um número que não desaponta e é o mesmo de um Porsche 718 Cayman. Fica claro que o conjunto é mais do que suficiente para uso urbano e rodoviário, em qualquer situação. Durante o percurso, não houve nenhuma situação em que o Atto 8 desse a entender que faltaria força, até mesmo em pisos sem asfalto, já que o Atto 8 tem tração integral. Ela vem dos dois motores elétricos, um em cada eixo trabalhando junto do a combustão. Inclusive, um ponto relevante no teste ao volante foi o acerto da suspensão, que não lembra em nada os primeiros modelos da BYD vendidos no Brasil. O Atto 8 é mais firme, mas sem deixar de absorver as irregularidades do asfalto. O teste ter ocorrido apenas na cidade ajudou a perceber que os amortecedores não têm o estilo “joão-bobo” de antes — um molejo confortável, mas pouco seguro em velocidades mais altas. BYD Atto 8 Outro ponto que ficou evidente foi a capacidade de rodar no modo 100% elétrico. A bateria é de 35,6 kWh, a maior de um híbrido da BYD. Segundo o Inmetro, o Atto 8 percorre 111 km com apenas uma carga. Não é, porém, o híbrido com maior alcance para as baterias. Essa posição é ocupada pelo GWM Wey 07, com 128 km de autonomia. O painel de instrumentos é um dos mais completos e organizados já vistos em um BYD. Os comandos estavam bem distribuídos, sem exageros ou dados duplicados: velocidade, potência consumida, música tocando e até o mapa com a rota traçada. A tela não parecia poluída mesmo quando a imagem da câmera lateral aparecia com a seta acionada. É um recurso interessante, mas não exatamente inovador. Mesmo assim, agradou. O que incomodou, quando ao volante, foi a quantidade de alertas sonoros emitidos pelo carro. Era quase uma sinfonia de avisos, que chegava a atrapalhar a música que tocava. BYD Atto 8 por dentro Mercado de luxo pode ser favorável à BYD Um estudo da McKinsey, publicado em 2025, mostra que apenas 37% dos clientes de marcas de luxo se consideram leais a uma marca. Dos entrevistados, 35% afirmaram que considerariam mudar de marca e 28% disseram que provavelmente fariam isso já na próxima compra. A aposta da BYD para o Atto 8 é olhar para esse cliente em dúvida. O desejo da BYD é que profissionais bem-sucedidos e suas famílias tirem o olho de carros tradicionais da garagem dos endinheirados, como: Volvo XC60: a partir de R$ 459.950; Audi Q5: a partir de R$ 424.990; Lexus NX 450h+: a partir de R$ 480.990; BMW X2: a partir de R$ 410.950. Em comum, todos são SUVs de marcas premium ou de luxo, voltados a clientes que valorizam acabamento, tecnologia e conforto, mas sem a opção de sete lugares. Preço, mais espaço interno, potência e mais tecnologia fazem parte da estratégia da BYD para compensar a falta de outro item importante desta lista: o logo que estampa a frente, traseira e a chave do carro. A aposta da BYD é quem está aberto ao teste, e o Atto 8 serve para impressionar. i
Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026

Veículos da Stellantis produzidos no Brasil para exportação Divulgação / Stellantis As montadoras brasileiras podem não aproveitar uma nova onda de exportações em 2026. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro bimestre registrou 59,4 mil unidades exportadas, contra 82,4 mil no mesmo período do ano passado. Trata-se de uma queda de 28% nas exportações de veículos em 2026, com destaque para o recuo da Argentina. Os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades entre janeiro e fevereiro, uma redução de 7,5%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp “Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirma o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros. Das 528 mil unidades enviadas ao exterior, 302 mil tiveram como destino o país vizinho. Na comparação com o ano anterior, a alta havia sido de 85%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Agora, os emplacamentos de automóveis na Argentina em fevereiro caíram 37% em relação a janeiro. O resultado reflete as incertezas do mercado em relação às reformas implementadas recentemente pelo presidente Javier Milei. O resultado das exportações brasileiras só não foi pior por causa dos números do México, que cresceram 318%. No último mês, os embarques para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil veículos em relação a janeiro. Já o Chile registrou aumento de 34,1%, passando de 1,6 mil para 2,2 mil unidades. Vendas no Brasil com boa média diária Os dados da Anfavea mostram que as vendas de veículos no Brasil somaram 355,7 mil unidades no primeiro bimestre, uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2025. À primeira vista, o número indica estabilidade. Porém, houve aumento de 1,8% nas vendas de automóveis e comerciais leves, que passaram de 334,1 mil para 340,1 mil unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus caíram 29,4%, de 22,1 mil para 15,6 mil unidades. Em fevereiro, a média diária de vendas foi de 10,3 mil veículos, na comparação com o mesmo mês de 2025 — a segunda melhor média diária dos últimos dez anos. Já a produção de veículos no Brasil no bimestre foi de 338 mil unidades, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025. Os veículos eletrificados acumularam 28,1 mil unidades vendidas, das quais 43% são nacionais. “Esse já é um sinal dos investimentos em tecnologia e produção anunciados pelas fábricas nos últimos anos”, explica o presidente da Anfavea. Taxa Selic alta é inimiga Segundo Calvet, o aumento da taxa Selic ao longo de 2025 pressionou a indústria e o mercado consumidor. “A Selic nesse nível tem o poder de afetar negativamente os investimentos e o poder de consumo. A Selic atinge fortemente os emplacamentos de veículos pesados”, explica. Mesmo com a expectativa de recuo da Selic em 2026, a previsão da Anfavea é que os reflexos demorem a ser sentidos. “O Comitê de Política Monetária já sinalizou que estamos no caminho de redução da Selic, mas o mercado leva, em média, sete meses para sentir o efeito do ajuste. Portanto, devemos ter respostas no começo de 2027”, diz Calvet. Impacto da guerra no Oriente Médio A guerra no Oriente Médio já provoca reflexos no preço do barril de petróleo e na cadeia logística. “Ainda não há alerta de desabastecimento de componentes e matérias-primas, mas estamos monitorando a situação com as fábricas no Brasil”, diz Calvet. Segundo ele, ainda não está claro qual será o impacto do conflito na produção de automóveis no país.