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Homem reencontra carro que admirava na infância e o compra 30 anos depois Retirar um carro antigo de um estacionamento já pode ser um desafio. Quando o veículo está sem freios, com o motor parado e estacionado no nono andar de um prédio com acesso em caracol, a tarefa exige ainda mais cuidado. Foi essa a situação enfrentada por Tiago Fabiano Corrêa Pacheco, de 46 anos, proprietário de um Ford Galaxie 500 fabricado em 1971 que permaneceu durante 17 anos guardado em um edifício de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O veículo foi comprado em 2021 por Tiago, que conhecia o automóvel desde a infância. Conheça história abaixo. Para conseguir trazer o automóvel ao térreo, foi necessário montar uma operação especial. Como o carro não tinha condições de se movimentar por conta própria, Tiago reuniu amigos para auxiliar na descida pela estrutura em espiral do prédio. O principal apoio veio de um jipe com tração 4x4, utilizado como medida de segurança durante todo o percurso. O veículo servia para conter o Galaxie e possibilitar uma reação imediata caso fosse necessário interromper a descida. Apesar da complexidade da manobra, tudo ocorreu conforme o planejado. "Deu tudo certo, descemos de primeira, mas foi uma grande festa a retirada do carro", relembra o proprietário. Do estacionamento para a oficina Depois de finalmente deixar o prédio, o Galaxie passou pelos primeiros cuidados antes da restauração. O carro foi encaminhado para uma garagem, onde recebeu limpeza e preparação para a avaliação mecânica. Na sequência, diversos componentes passaram por revisão, entre eles os freios, os rolamentos, a bomba-d'água, o radiador, a carburação e o alternador. "O motor não precisa fazer nada. O carro é mais do que eu esperava", afirma Tiago. Carro que ficou 17 anos estacionado estava no 9º andar de prédio, sem freios e motor não funcionava: 'Foi uma grande festa a retirada' Tiago Pacheco/Arquivo pessoal Reencontrou o carro após 30 anos A relação do dono com o automóvel é antiga. De acordo com Tiago, o Galaxie estava em um estacionamento pelo qual passava no caminho entre sua casa e a escola. Na década de 1990, entre os 11 e 12 anos, ele observava o carro durante o trajeto. Porém, depois o automóvel foi retirado do local e ele ficou 30 anos sem vê-lo. Décadas depois, durante uma visita a outro estacionamento com o sogro, Tiago reconheceu o veículo. O Galaxie estava um andar acima do local onde os dois verificavam outro automóvel. "Eu digo: 'Esse carro é o carro que eu via no colégio'. Vamos tentar comprar", lembra. Tiago conseguiu o contato da família proprietária, mas inicialmente não houve acordo. A viúva do dono demonstrou interesse na negociação, porém o filho queria ficar com o veículo. A venda ocorreu apenas quando o herdeiro procurou o sogro de Tiago para oferecer o automóvel. "Aí comprei ele em 2021. Depois de 30 anos, fui comprar o carro", relata. Homem reencontra carro que admirava na infância e o compra 30 anos depois; automóvel ficou 17 anos estacionado Initial plugin text Jornal de 1988 foi achado dentro do veículo Ao receber a chave, Tiago procurou objetos que ajudassem a identificar por quanto tempo o veículo havia permanecido parado. Entre os itens encontrados estava um jornal de 10 de outubro de 1988. "Na época se lavava o carro e colocava o jornal embaixo do tapete para tirar a umidade. Então, muitos usavam isso. Então, acredito que em 1988 foi lavado e foi posto ali", relata. Outro papel, datado de 2004, também foi encontrado no interior do veículo. De acordo com Tiago, o Galaxie deixou o primeiro estacionamento naquele ano e foi transferido para o prédio onde permaneceu até 2021. Atualmente, 5 anos após a compra, o carro aguarda a etapa de pintura. O proprietário pretende continuar com o veículo e levá-lo a eventos de colecionadores. "Agora, eu quero terminar ele e depois vou seguir usando, quero fazer mais história com ele, quero levar em eventos, expor o carro, mas pretendo ficar com ele", conclui. Homem reencontra carro que admirava na infância e o compra 30 anos depois; automóvel ficou 17 anos estacionado Tiago Pacheco/Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Chevrolet Captiva EV pronto para ser recarregado. Divulgação / GM O Ministério de Minas e Energia abriu nesta sexta-feira uma consulta pública para subsidiar um diagnóstico sobre a expansão da infraestrutura nacional de recarga de veículos elétricos, diante do avanço das vendas desses automóveis neste ano, que já superam com folga o registrado em 2025. A pasta afirmou que busca coletar informações para traçar um panorama da atividade, identificar barreiras legais e regulatórias e formular ajustes normativos e diretrizes para integrar a infraestrutura de recarga às redes de distribuição de energia e aprimorar o planejamento energético. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Os emplacamentos de veículos leves eletrificados no Brasil somaram 381.609 entre janeiro e setembro deste ano, cerca de 70% acima das vendas registradas em todo o ano de 2025, segundo o ministério, com base em dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). "Em setembro a participação de veículos eletrificados alcançou 19,8% das vendas de veículos leves, ritmo que tem superado as projeções oficiais disponíveis", disse a pasta, em nota técnica. Agora no g1 A eletrificação da frota tende a ser uma tendência estrutural, e não conjuntural, apontou o governo. Entre os fatores para o forte crescimento das vendas está a entrada de montadoras estrangeiras, que têm anunciado investimentos em produção e montagem de veículos no país. A chinesa BYD avança na nacionalização de componentes e iniciou os pedidos de licenças para dobrar, para 600.000 veículos, a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira, segundo reportagem da Reuters publicada nesta sexta-feira. Outras grandes montadoras instaladas no Brasil, como Stellantis, Volkswagen, Toyota e GWM, têm os veículos elétricos e híbridos como parte importante de seus planos de investimento. Segundo levantamentos do governo brasileiro, esses investimentos somam cerca de R$ 130 bilhões até 2030. Na infraestrutura de recarga, o país possui atualmente 29.866 pontos públicos e semipúblicos, segundo o ministério, com base em dados da ABVE/Tupi Mobilidade. A localização dessa infraestrutura, porém, ainda é muito concentrada e condiciona o uso dos veículos elétricos. São Paulo reúne 26,3% dos pontos de recarga do país. O estado e os três da região Sul respondem, juntos, por metade do total (50,7%). No outro extremo, os sete estados da região Norte somam apenas 3,4%. Em relação à energia necessária para a recarga dos veículos, o governo avalia que a eletromobilidade passará a representar um segmento relevante. A expectativa é que o consumo de energia para eletromobilidade alcance aproximadamente 15 TWh em 2036, "ordem de grandeza comparável à de outras novas cargas relevantes para a expansão da demanda elétrica considerada no planejamento setorial". Além do volume de energia consumida, a distribuição dessa demanda no espaço e ao longo do tempo também será um desafio para o setor elétrico brasileiro. "Em especial, a recarga de veículos elétricos pode provocar concentrações localizadas de demanda em áreas urbanas, condomínios residenciais, garagens corporativas, centros logísticos e corredores rodoviários, com possíveis reflexos sobre os circuitos de distribuição e transformação que os atendem", aponta a nota técnica. A consulta pública do ministério ficará aberta para contribuições por 30 dias.

Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD A fabricante chinesa de carros elétricos BYD iniciou os pedidos de licenças para dobrar para 600.000 veículos a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira. Ao mesmo tempo, a empresa entra na fase final de obras e testes dos galpões de estamparia, soldagem e pintura, disse à Reuters o principal executivo da companhia no país. A unidade da BYD no Brasil deve iniciar 2027 com mais do que o mínimo exigido de 50% de nacionalização de componentes. Isso permitirá à empresa atender às exigências regulatórias e iniciar as exportações regionais, afirmou em entrevista o vice-presidente sênior Alexandre Baldy. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa enfrentou reclamações de grupos da indústria local por depender muito de importações e de tarifas temporariamente baixas. "A gente trabalha para inaugurar 2027 já ultrapassando essa posição e termos essas etapas em operação para sermos considerados um fabricante local", disse Baldy. Agora no g1 A BYD tem como meta se tornar a maior montadora do Brasil em volume de vendas até 2030, mas a demanda já supera sua capacidade atual de produção, disse Baldy. Veja ranking de produção de automóveis e comerciais leves: FIAT: 723.365 unidades VOLKSWAGEN: 538.657 unidades GENERAL MOTORS: 323.070 unidades HYUNDAI: 214.128 unidades RENAULT GEELY DO BRASIL: 184.914 unidades TOYOTA: 169.765 unidades HONDA: 101.580 unidades CAOA / CAOA CHERY: 68.739 unidades PEUGEOT CITROËN: 64.528 unidades NISSAN: 59.374 unidades * Dados de produção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) Embora esteja acelerando suas operações e planeje atingir uma produção mensal de 25.000 veículos até o fim de 2026, a BYD prevê que a demanda continuará superando a oferta. "Nossa demanda tem ficado em uma média de cerca de 30.000 carros por mês, o que significa que estamos deixando de faturar cerca de 5.000 a 6.000 vendas adicionais", disse Baldy. O investimento na nova fábrica da empresa no Brasil já ultrapassou R$ 5,5 bilhões, e as vendas faturadas da unidade brasileira atingirão nesta semana a marca de 200.000 carros no acumulado de 2026, afirmou Baldy. BYD Dolphin Divulgação / BYD Em setembro, a empresa teve 22.209 veículos emplacados no Brasil, o equivalente a uma fatia de 8,5% do mercado, segundo dados da companhia. A BYD já é líder de mercado no Uruguai e ocupa posições de destaque em vendas na Colômbia e na Argentina, disse o executivo. A montadora no Brasil também recebeu pedidos de 50.000 unidades do México e outras 50.000 da Argentina. A empresa estará apta a atendê-los a partir do ano que vem graças ao aumento do índice de componentes locais. A BYD inaugurou sua fábrica em Camaçari, na Bahia, em 9 de outubro de 2025, em um complexo industrial que pertenceu à Ford. A fábrica emprega atualmente cerca de 9.000 pessoas e espera ampliar esse número para cerca de 10.000 até o fim deste ano.








