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Ana Castela e sua RAM 3500 com modificações Reprodução / Instagram A cantora Ana Castela divulgou esta semana em suas redes sociais a customização que realizou em sua RAM 3500. A picape passou por uma oficina especializada em Luziânia (GO) e teve alterações na suspensão, conjunto de rodas e pneus, iluminação e adereços estéticos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em uma das postagens, um vídeo mostra a picape circulando em via pública. Algumas dessas alterações são vetadas pela legislação e outras precisam ser legalizadas junto aos órgãos de trânsito e constar no documento. O g1 procurou especialistas para explicar os riscos dessas modificações, o que diz a legislação e quais alterações podem ser legalizadas. Segundo Jefferson Leão Pires, da Poliszezuk Advogados, um veículo modificado dentro de propriedade privada não infringe, a princípio, a legislação. “O problema jurídico surge quando o veículo é colocado em circulação sem atender às exigências legais de segurança, documentação e regularização”, explica. RAM 3500 modificada de Ana Castela apareceu em vídeos circulando em vias públicas Reprodução / Instagram O proprietário não pode fazer ou mandar fazer modificações nas características de fábrica do veículo sem prévia autorização da autoridade competente. Isso está no artigo 98 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB). O advogado explica que existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece que as modificações permitidas dependem, conforme o caso, de autorização prévia. Agora no g1 Também é necessária inspeção de segurança veicular, emissão de Certificado de Segurança Veicular, nota fiscal da modificação e posterior anotação no cadastro e no CRLV-e “Portanto, a suspensão modificada, por exemplo, pode ser legalizada, mas não basta instalar o kit e circular. A alteração precisa passar pelo procedimento administrativo e técnico exigido”, diz Pires. O próprio Contran prevê que veículos com suspensão modificada devem observar limites técnicos e que a altura livre do solo deve constar no campo de observações do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e). Rodas e pneus “para fora” RAM 3500 da cantora Ana Castela com rodas e pneus customizados Reprodução / Instagram Segundo Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, as modificações exibidas na picape podem, em tese, configurar infrações de trânsito e irregularidades administrativas. Dependeria da forma de instalação, regularização e efetiva circulação do veículo em vias públicas. “No caso das rodas e pneus que ultrapassam os limites dos para-lamas, há forte indicativo de irregularidade”, diz a advogada. A legislação brasileira exige que os pneus estejam cobertos pelos para-lamas, justamente para evitar arremesso de pedras, água, lama e detritos contra outros veículos, motociclistas e pedestres, explica a especialista. “Quando os pneus excedem a largura da carroceria sem a devida proteção, a alteração pode ser considerada irregular e incompatível com os requisitos de segurança veicular”, diz Daniela. No caso de alguns carros customizados com rodas mais largas, a solução é alargar os para-lamas ou instalar apliques que cobrem a parte excedente do pneu. Para-lamas devem cobrir o conjunto de roda e pneu Arte / g1 Luzes fora de especificação As luzes coloridas instaladas na grade dianteira e as luzes sob o veículo ou atrás das rodas também podem configurar irregularidade, explica a advogada. “A legislação brasileira restringe o uso de dispositivos luminosos que possam comprometer a identificação do veículo, confundir outros motoristas ou prejudicar a sinalização oficial prevista pelo sistema nacional de trânsito”, diz Daniela. Segundo o advogado Jefferson Leão Pires, o Contran estabelece especificamente quais os equipamentos obrigatórios e as cores admitidas para o sistema de iluminação de um veículo. RAM 3500 modificada de Ana Castela com luzes na grade e sob o veículo Reprodução / Instagram A lógica, de acordo com o especialista, é padronizar sinais luminosos para que os demais condutores, pedestres e agentes de trânsito compreendam rapidamente a posição, sentido, frenagem e intenção de manobra do veículo. Nesse ponto, o CTB tem um artigo que trata de “conduzir veículo com equipamento do sistema de iluminação e sinalização alterado”, e outro artigo que descreve quando “houver equipamento ou acessório proibido, a depender da constatação feita pela fiscalização”. Multas Daniela explica que as infrações relacionadas à alteração irregular de característica do veículo normalmente são classificadas como graves, com aplicação de multa, pontuação na CNH e retenção do veículo para regularização. “Dependendo da irregularidade identificada, também pode haver reprovação em vistoria, impedimento de licenciamento, apreensão administrativa de equipamentos e necessidade de retorno às condições originais’, diz. Em situações mais graves, conta Daniela, especialmente quando houver comprometimento efetivo da segurança viária, o veículo pode ser removido até regularização. No CTB, multas graves são fixadas atualmente em R$ 195,23 e geram 5 pontos na carteira do motorista. “O alerta ao público é que customização automotiva não é proibida por si só, mas existe uma diferença grande entre modificar um veículo para exposição, filmagem ou uso privado e colocá-lo para circular em via pública”, diz Pires. A reportagem do g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da cantora Ana Castela e perguntou sobre as modificações da RAM 3550 e se elas estavam legalizadas. Até o momento as perguntas não foram respondidas. A reportagem do g1 também entrou em contato com o Detran de Goiás, onde a picape da Ana Castela foi filmada em vias públicas. As perguntas foram a respeito da fiscalização e da situação das picapes que aparecem no vídeo. Até o momento as perguntas não foram respondidas.

5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A Chevrolet já confirmou que o Captiva EV vai ser fabricado na cidade de Horizonte, Ceará. Lá já é feito o Spark, outro elétrico da marca. O curioso é que os dois modelos herdam nomes de carros da Chevrolet, mas não têm nada a ver com seus antecessores. O g1 testou o SUV elétrico, que hoje é vendido por R$ 220 mil, e aponta cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp E se você acha que o Captiva EV não tem nenhuma relação com o Captiva lançado em 2008, você está redondamente certo. O design com linhas agudas e para-lamas salientes até conversa com alguns carros da GM. Porém este é o Wuling Starlight S, com mudanças estéticas para ficar alinhado ao portfólio da Chevrolet. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido, 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia. Segurança O pacote de segurança do Captiva é bom, como sistema de velocidade de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência. O sistema de alerta e permanência em faixa poderia ser mais refinado, as reações são um pouco tardias. Porém, este é um sistema auxiliar e não uma condução autônoma. O farol alto também se ajusta para baixo automaticamente para não ofuscar ninguém. Com as câmeras é possível ver ao redor e evitar aqueles toques que acabam com o dia do motorista. Sensor de estacionamento é só na traseira. Sonic é melhor A experiência dentro do Captiva EV é peculiar. Quem já testa produtos da Chevrolet está acostumado ao MyLink e à filosofia adotada pela GM. Desde o Onix, passando por Sonic e até modelos mais caros, como a Blazer EV. Ainda que a Blazer seja muito mais sofisticada que um Sonic, existe uma lógica clara na marca envolvendo multimídia, ícones, volante, botões e até o cluster, criando uma identidade bem definida dentro da cabine. No Captiva EV, porém, essa lógica não está presente. Isso é compreensível, já que o modelo deriva Wuling Starlight S. Portanto, faz sentido que ele apresente uma ergonomia e uma organização interna diferentes. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM O problema é que essa nova proposta não supera a experiência já oferecida pela GM. A multimídia atual do SUV utiliza uma lógica baseada em conteúdos retangulares organizados verticalmente, algo que lembra tablets ou até sistemas genéricos encontrados no mercado de acessórios. Além disso, a forma como diversas funções são ajustadas não é tão intuitiva nem tão refinada quanto no sistema tradicional da Chevrolet. Por isso, seria interessante que a GM, quando produzir o Captiva no Brasil, implemente o sistema MyLink no modelo fabricado no Ceará. Galerias Relacionadas Outro ponto que compromete a experiência é a ausência de carregador por indução. Isso obriga o uso de cabo USB atravessando o painel para conectar o celular, o que reduz a praticidade e prejudica a percepção de qualidade da cabine. Como consequência, também não há Android Auto nem Apple CarPlay sem fio. Sem carregador por indução, a utilização prolongada de sistemas sem fio pode se tornar limitada, já que o consumo de bateria do celular tende a ser elevado em viagens mais longas. Dessa forma, a Chevrolet precisaria fazer essas mudanças para o Captiva nacional: oferecer Android Auto e Apple CarPlay sem fio e incluir carregador por indução. Um bônus seria colocar a opção de Wi-fi na cabine, igual ao Sonic e outros modelos da marca. Por outro lado, há um aspecto que a GM deve preservar no Captiva brasileiro: a qualidade dos materiais internos. O modelo apresenta acabamentos no console central que, em alguns pontos, superam materiais plásticos encontrados até mesmo na Blazer, que pertence a uma categoria superior e possui projeto Chevrolet próprio. Ao buscar fornecedores locais para a produção nacional, a GM deveria manter o padrão de qualidade e a escolha cuidadosa dos materiais já presentes no Captiva, preservando um dos principais pontos positivos da cabine. E também manter o teto solar panorâmico. Minimalismo ≠ minimizar Ao volante, o Chevrolet Captiva apresenta pontos positivos, mas também aspectos que poderiam evoluir. Do ponto de vista de ergonomia e acesso às informações, existe uma percepção que não se limita apenas ao produto da Chevrolet, mas a vários veículos novos: o conceito de minimalismo em algumas cabines está sendo confundido com simplesmente minimizar elementos, e são propostas bastante diferentes. Minimalismo significa oferecer informações importantes (como nível de bateria, potência, velocidade e autonomia) de maneira clara, objetiva e facilmente compreensível em uma rápida olhada. Transmitir informação com eficiência, sem excessos. Chevrolet Captiva EV Divulgação / GM Por outro lado, “minimizar” é reduzir demais esses elementos, como ocorre ao utilizar um cluster muito pequeno, que até pode parecer discreto, mas compromete a leitura e pode até transmitir, de forma subconsciente, uma sensação de economia excessiva ou de produto mais barato. Essa percepção se torna ainda mais evidente quando modelos de segmentos inferiores já oferecem telas maiores e visualmente mais adequadas. Por isso, para o Captiva produzido no Brasil, a Chevrolet poderia rever o tamanho desse cluster e adotar uma filosofia mais alinhada ao padrão já conhecido da marca, tanto em multimídia quanto em apresentação de informações. Isso tornaria a experiência de condução mais agradável e reforçaria a sensação de qualidade. Menos adrenalina Em relação à direção, o acerto é anestesiado. No cenário atual, porém, exigir de carros elétricos sensações de condução mais refinadas ou esportivas é falar para um público bastante específico. Consumidores que buscam veículos elétricos normalmente priorizam eficiência energética, autonomia e desempenho equivalente a motores turbo a combustão, sem necessariamente esperar direção afiada ou comportamento dinâmico mais envolvente. Para quem busca essa experiência ao volante, ainda existem opções como o Volkswagen Tiguan, que, embora não seja híbrido nem elétrico, entrega uma proposta mais dinâmica, com suspensão refinada e direção mais precisa, ainda que por um preço elevado. Já no caso do Captiva, sua proposta está claramente voltada para outro perfil de consumidor. Portanto, os cinco pontos a melhorar são: Sistema multimídia com MyLink Conexão de Android Auto e Apple Car Play sem fio Carregadores por indução para celular Cluster de instrumentos maior Ar-condicionado de 2 zonas Galerias Relacionadas Ao gosto do brasileiro Dentro desse contexto, um aspecto positivo é que, mesmo sendo um produto de origem chinesa, o acerto de suspensão desenvolvido para o Brasil é competente. Apesar das rodas grandes, o carro não transmite em excesso as imperfeições do asfalto para a cabine, evitando desconforto exagerado. Outro destaque importante está na calibração do conjunto elétrico para o uso diário. Diversas marcas ainda enfrentam dificuldades no ajuste entre acelerador, frenagem regenerativa e resposta inicial do pedal, o que muitas vezes gera aquela sensação desconfortável que algumas pessoas associam erroneamente aos carros elétricos. No Captiva, esse ajuste foi bem executado. A transição entre aceleração, desaceleração e frenagem ocorre de forma natural, aproximando a experiência daquilo que motoristas estão acostumados a sentir em veículos a combustão. Em poucos segundos ao volante, a condução se mostra previsível, confortável e sem os solavancos comuns em calibrações mal resolvidas. Nesse ponto, a Chevrolet acertou e, para o modelo nacional, deve manter essa configuração, preservando uma das qualidades mais relevantes da experiência do Captiva. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo

Planta de Sorocaba da Toyota com a linha do Corolla Cross divulgação/Toyota A Toyota anunciou nesta sexta-feira (29) que a fábrica de Sorocaba (SP) será inaugurada em novembro deste ano. A unidade será a segunda da montadora na cidade e ficará responsável pela produção de novos carros e de modelos com tecnologia híbrida. A inauguração faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões da Toyota no Brasil, previsto para ser executado até 2030. De acordo com a empresa, o início das atividades da nova fábrica deve gerar cerca de 2.000 empregos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na nova planta será produzido o Toyota Corolla sedã, atualmente fabricado em Indaiatuba (SP). A montadora opera nessa cidade desde 1998, com foco no modelo, tanto nas versões tradicionais quanto nas opções híbridas, que começaram a ser produzidas em 2019. No Brasil, a Toyota fabrica apenas os modelos Corolla sedã, Corolla Cross e Yaris Cross. Os demais veículos vendidos pela marca no país, como a picape Hilux e o SUV SW4, são importados. No comunicado, a Toyota prometeu lançar novos carros, mas não informou quais serão os modelos nem em que categorias eles se enquadram. Hoje, a marca oferece esportivos como o GR Yaris e o GR Corolla, o sedã Corolla, SUVs como RAV4, SW4 e Yaris Cross, além da picape Hilux e dos veículos comerciais Hiace. Inauguração ocorrerá um ano após desastre na região Temporal destelha fábrica de motores e carro capotado durante temporal em Porto Feliz A inauguração da fábrica de Sorocaba ocorrerá 14 meses após um forte temporal atingir a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), a cerca de 35 km de Sorocaba. Segundo a Defesa Civil, a cidade registrou rajadas de vento de até 90 km/h em 22 de setembro de 2025, o que provocou o arrancamento do telhado da fábrica. Ainda de acordo com a Defesa Civil, Porto Feliz foi atingida por uma microexplosão — fenômeno em que ventos muito fortes descem rapidamente da nuvem de chuva em direção ao solo. Ao todo, 30 funcionários ficaram feridos, e a operação da fábrica foi totalmente interrompida. As unidades de Sorocaba e Indaiatuba também foram afetadas, o que acabou atrasando o lançamento do Yaris Cross.








