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Aplicativo da Uber conta com botão de alerta para motoristas e passageiros O Banco do Brasil e a Uber anunciaram nesta sexta-feira (26) uma parceria para oferecer benefícios extras aos motoristas da plataforma que financiarem veículos por meio do Programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos. A parceria prevê o pagamento de cashback a cada 12 parcelas quitadas em dia. O benefício é calculado de forma progressiva e pode chegar ao equivalente a 3,5 parcelas do financiamento, dependendo do valor contratado, do prazo e da pontualidade nos pagamentos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na prática, o incentivo reduz ainda mais o custo do financiamento, somando-se às taxas de juros mais baixas oferecidas pelo programa. Ao todo, a linha de crédito disponibiliza até R$ 30 bilhões para o setor. Desse total, pelo menos R$ 3 bilhões são reservados para mulheres e outros R$ 3 bilhões para taxistas. Durante o lançamento do programa, no início deste mês, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a parcela do financiamento pode ser equivalente à metade do valor pago na locação de um veículo. “Quem eventualmente financiar R$ 100 mil para comprar um carro desse valor, hoje, paga em torno de R$ 4.200 por mês pela locação de um veículo de até R$ 100 mil. Financiando em até 72 meses, a parcela ficará em R$ 2.500”, disse. Quem tem direito? Para ter direito ao benefício, é preciso financiar um veículo novo pelo Banco do Brasil, manter as prestações em dia e realizar, em média, pelo menos 240 viagens por mês pela plataforma da Uber. Como funciona o Move Brasil O Programa Move Brasil permite financiar veículos novos de até R$ 150 mil, incluindo modelos elétricos, híbridos, flex e movidos a etanol. O prazo de pagamento pode chegar a 72 meses, com carência de até seis meses. As taxas de juros partem de 0,91% ao mês para mulheres e de 0,99% ao mês para homens, o que amplia as possibilidades de renovação da frota com veículos mais eficientes e de menor impacto ambiental. Veja o passo a passo de como participar: Cadastro e consentimento: cadastre-se na plataforma oficial do governo clicando aqui e autorize que sejam avaliadas suas informações pessoais, elas são necessárias para verficar se você atende aos requisitos do programa; Confirmação da participação: depois, em até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma, você será informado se atende ou não aos requisitos. Segundo o MDIC, a aprovação do cadastro na plataforma não garante à linha de financiamento, estando sujeito à análise de crédito dos bancos; Solicitação de financiamento: se você recebeu uma confirmação de participação do programa, já pode procurar os bancos com quais tenha relacionamento. Carro de Uber, aplicativo, transporte Erik Mclean/Pexels

Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram No início, era apenas uma ideia. Mas ela não saía da cabeça dele, então Juan Manuel Sosa pegou uma caneta e rabiscou possíveis rotas em seu pequeno caderno. Etapas, distâncias, pernoites. Ver Lionel Messi ao vivo em um estádio, talvez na sua última Copa do Mundo de 2026? Talvez em Dallas, no estado do Texas? ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Quando ficou claro que a seleção argentina disputaria dois jogos da fase de grupos lá, Juan ficou empolgado. Ingressos? Ele não tinha. Apenas uma Kombi convertida em uma casa sobre rodas. E uma rota que, de alguma forma, também passava pela América do Norte. Casa sobre rodas: uma Kombi de 1981 Até aquele momento, ele e sua esposa Pam já haviam viajado por 16 países da América Latina. De sua cidade natal, Buenos Aires, partiram primeiro para o ponto mais ao sul da Argentina: Ushuaia — a cidade conhecida também como "o Fim do Mundo". E de lá seguiram novamente rumo ao norte, passando por Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala até chegar ao México. Destino final: o estado do Alasca, nos EUA. "Costumamos dizer que é a nossa eterna lua de mel", brinca Juan. Afinal, eles já estão há oito anos na estrada com seu motorhome. Dois dias antes de iniciar a viagem, os dois se casaram e cancelaram o contrato de aluguel do apartamento em Buenos Aires. Desde então, é uma aventura sobre quatro rodas, que atravessou inúmeros desafios, desde simples avarias até a pandemia de COVID. Agora no g1 Mas Juan confia profundamente na engenharia alemã. Quando o veículo falha, solta fumaça ou engasga, ele mesmo geralmente pega as ferramentas e vira um mecânico autodidata. A perua Volkswagen foi batizada de "Rumba": tipo T2, câmbio manual de 4 marchas, motor a gasolina, ano 1981. Modelos mais antigos assim já são cultuados. A "Rumba" é equipada com uma pequena cozinha, fogão e chuveiro móvel. Na parte frontal do para-brisa, um adesivo de Messi, daqueles de álbum de figurinhas. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram 80 mil quilômetros rodados "Conversamos muito com a Rumba. Fazemos carinho nela e agradecemos quando chegamos em segurança", diz Pam. "Alguns nos acham loucos, mas não nos importamos." Quando chegaram pontualmente para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, já tinham, rodado quase 80 mil quilômetros desde o início da viagem. Ambos deixaram seus empregos: Juan era professor de música, Pam trabalhava como fotógrafa. Eles financiam a vida vendendo bijuterias e artesanato feitos à mão e através de algumas publicações patrocinadas nas redes sociais, que também trazem algum retorno financeiro. "Viagens assim também trazem dificuldades, não quero romantizar", diz Pam. "Mas apreciamos a liberdade." Isso inclui mudanças de planos. Ao chegar ao Tampão de Darién, uma região perigosa entre Colômbia e Panamá formada por pântanos, floresta densa e montanhas, precisaram pegar uma balsa. Não há estradas ali. A espontaneidade é a regra para o casal: quando a Copa do Mundo de 2022 aconteceu no Catar, eles estavam no Paraguai, mas voltaram temporariamente para casa para celebrar o título da Argentina. "Foi uma loucura", diz Juan. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán chegam aos EUA para assistir a Copa do Mundo 2026 Reprodução / Instagram Ingressos inesperados para a Copa Na verdade, eles planejavam já estar no Alasca em junho de 2026. Mas o segundo jogo do grupo da Argentina contra a Áustria em Dallas nunca saiu do caderno de Juan. Eles desaceleraram um pouco e eis que, no último domingo (21/06), estavam ali, no grande encontro dos torcedores argentinos, um dia antes do jogo, em um parque no centro de Dallas. Alguns americanos, que desciam de SUVs com ar-condicionado sob 35 graus, observavam curiosos. A Kombi azul-claro chamava muita atenção, e fãs de futebol perguntavam o tempo todo sobre a viagem. Um desconhecido achou a história tão incrível que convidou os dois espontaneamente para o jogo – ele tinha dois ingressos sobrando. "Achei que ele estava brincando", diz Pam. Mais tarde, descobriram que ele também era argentino, trabalhava nos EUA e tinha contatos com o clube de Messi na Major League Soccer, o Inter Miami. No estádio, Messi primeiro perde um pênalti, mas depois ainda marca dois gols durante o jogo e garante a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria. É um dia histórico: com 18 gols em Copas, Messi supera Miroslav Klose (16) e se torna o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. "Fico arrepiada só de pensar", conta Pam dias depois. "Foi simplesmente mágico", diz Juan. Seu caderno já está guardado novamente na Kombi. Ele cuida dele como um tesouro — para as próximas ideias de viagem. Juan Manuel Sosa e Pamela Corvalán atravessaram as Américas a bordo de uma VW Kombi Reprodução / Instagram

Cabine dp Volkswagen T-Cross Rock in Rio divulgação / Volkswagen A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, publicou o jornal inglês Financial Times nesta sexta-feira (26). A medida marca uma intensificação do programa de corte de custos da companhia, pressionada pelo rápido avanço das montadoras chinesas no mercado global. Se confirmado, o plano eliminará quase um em cada seis dos cerca de 625 mil empregos da empresa no mundo, tornando-se um dos maiores programas de demissão da história da indústria automobilística. Se for implementado, o plano pode se tornar um dos maiores programas de demissão da história, superando os 74 mil empregos cortados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil eliminados pela IBM em 1993. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Volkswagen, sediada em Wolfsburg, já havia anunciado a intenção de eliminar 50 mil empregos na Alemanha até o fim de 2030 e reduzir em 500 mil veículos sua capacidade de produção no país. Segundo uma fonte familiarizada com o plano, a nova proposta — revelada inicialmente pela revista alemã Manager Magazin — pode levar ao corte de mais 50 mil postos de trabalho, além do previsto anteriormente. No passado, metas de redução de empregos na Volkswagen acabaram sendo suavizadas após negociações com os trabalhadores. NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho As novas medidas de reestruturação foram anunciadas logo após a venda da divisão de motores marítimos Everllence para a gestora americana Bain Capital, operação que deve render 7,4 bilhões de euros à companhia. O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, vem promovendo um enxugamento da estrutura do grupo para concentrar esforços no negócio principal de automóveis. A expectativa é que a empresa também venda outros ativos para reforçar o caixa, diante da pressão crescente sobre o setor. Acordos e tarifas No fim de 2024, a Volkswagen fechou um acordo histórico com os sindicatos para reduzir empregos e a capacidade de produção na Alemanha. Agora, a montadora afirma que as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio e o agravamento da situação no mercado chinês tornaram necessárias novas medidas. Pelo plano anterior, a empresa fechou uma pequena fábrica em Dresden, no leste da Alemanha. Também busca um comprador para sua unidade em Osnabrück, cuja produção deve ser encerrada no próximo ano, e chegou a negociar a venda da fábrica com uma empresa ligada ao sistema de defesa antimísseis israelense Iron Dome. A nova proposta prevê o fim da produção em outras quatro fábricas: as unidades da Volkswagen em Emden, Zwickau e Hanover, além da fábrica da Audi em Neckarsulm. Blume já afirmou que fechar fábricas definitivamente não era sua opção preferida. Segundo ele, a empresa buscava soluções "inteligentes", como produzir nessas unidades modelos chineses da Volkswagen ou transferi-las para outras montadoras ou empresas do setor de defesa. As montadoras europeias vêm perdendo espaço para as fabricantes chinesas, que responderam por quase 10% dos veículos novos vendidos na Europa nos cinco primeiros meses deste ano, segundo a associação europeia da indústria automobilística, Acea. "Nunca o nível de risco foi tão alto", afirmou Blume aos acionistas durante a assembleia anual da Volkswagen, realizada na semana passada. A empresa pretende economizar 6 bilhões de euros por ano até 2030 com a reestruturação e afirmou que a redução de custos continua sendo "a área em que há maior necessidade de ação". A Volkswagen se recusou a comentar o novo plano ao Financial Times, cujos detalhes devem ser apresentados ao conselho de supervisão da companhia em 9 de julho. "Os assuntos em questão são discutidos e aprovados pelos órgãos competentes de governança. Não vamos antecipar esse processo", afirmou a empresa. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025








