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Tesla apresenta Roadster que 'voa' e dirige de ponta-cabeça com tecnologia da SpaceX

Tesla Roadster "voa" divulgação/Tesla A Tesla anunciou, nesta quinta-feira (15), uma nova geração do supercarro Roadster. O modelo é o mais potente já criado pela empresa de Elon Musk, além de ser o único da marca que pode "voar". Ao todo, o carro tem 10 saídas de ar desenvolvidas pela SpaceX, que permitem realizar manobras enquanto flutua. O empuxo é gerado por tanques de ar comprimido, mesma tecnologia usada em foguetes para controlar seu percurso no espaço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Assim como nos foguetes, os tanques podem ser recarregados a cada uso. Durante a apresentação do novo Roadster, a Tesla demonstrou que o carro também consegue ficar preso a uma parede sem cair. Para isso, um ventilador na base do veículo cria uma sucção que o mantém “grudado” à superfície. Agora no g1 “Ele pode puxar até 2 Gs [equivalentes a duas vezes a pressão atmosférica no nível do mar] para fazer o carro dirigir de ponta-cabeça, e pegamos emprestadas algumas tecnologias da SpaceX para fazer o resto", revelou Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla. Tesla Roadster flutua na rampa divulgação/Tesla Elon Musk afirmou que o poder de sucção do novo carro não foi pensado para permitir que uma pessoa dirija de ponta-cabeça, mas para manter o veículo mais firme contra o solo e, assim, melhorar sua capacidade de fazer manobras em alta velocidade. Como é o novo Roadster Tesla Roadster por fora Além de voar e dirigir de ponta-cabeça, a segunda geração do Roadster segue o design minimalista já adotado pela Tesla em outros modelos já lançados. Por fora, são raros os detalhes coloridos ou cromados. Por dentro, há espaço apenas para duas pessoas e o painel traz acabamento com uma única textura visual. Tesla Roadster por dentro A Tesla não revelou a ficha técnica completa do novo carro, mas informou que: Acelera de 0 a 100 km/h em menos de 1 segundo; Atinge velocidade máxima de 370 km/h; Tem autonomia de 482,8 km com uma carga; Os faróis estão escondidos na carroceria o que melhora a aerodinâmica do veículo; Para reduzir o peso, o novo Roadster utiliza uma liga de magnésio e titânio, além de fibra de carbono na carroceria. O novo Roadster será vendido em três versões: Performance: utiliza o sistema de ventilação para melhorar a dirigibilidade nas curvas; Thrust, em versão limitada: adiciona saídas de ar comprimido na traseira, que ajudam o carro a acelerar de 0 a 100 km/h em menos de um segundo; Rocket, ainda mais limitada e vendida apenas por convite: remove um dos dois assentos, acrescenta mais saídas de ar pelo veículo e é a versão capaz de flutuar. A fabricação do Roadster será iniciada em 2028, porém ainda não existe informação oficial sobre o preço do supercarro. Novo Roadster foi prometido quase 10 anos atrás O protótipo deste novo Roadster foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil. Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia "voar". A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento. Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um. O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk. Roadster de 1ª geração passou perto de Marte Há pouco mais de oito anos, um foguete lançou um Tesla Roadster da primeira geração ao espaço. Tesla Roadster de 1ª geração no espaço divulgação/Tesla O feito aconteceu em 6 de fevereiro de 2018, quando o foguete acionou os 27 motores em seu primeiro voo, decolou da plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, e levou uma única carga a bordo: o carro. O segundo estágio foi ativado poucas horas após o lançamento e queimou combustível para colocar o Roadster em uma órbita heliocêntrica ao redor do Sol, cuja maior distância da estrela corresponde à órbita de Marte. O objetivo do lançamento, segundo o empresário Elon Musk, diretor executivo e principal acionista da Tesla, era deixar o Roadster em órbita de Marte por "centenas de milhões de anos". "Eu adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro", disse o empresário durante o lançamento. O veículo se aproximou de Marte em novembro de 2018, e segue em um movimento elíptico de ida e volta para a Terra. Modelo foi o primeiro carro da Tesla Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço. Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3. A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial. Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus. A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores. *Com informações da Reuters.
Tesla lança Roadster hoje; Musk diz que esportivo é mais insano que os carros do agente James Bond

Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017. Divulgação / Tesla A Tesla apresenta na noite desta quinta-feira (15) a segunda geração do esportivo elétrico Roadster. O anúncio ocorre quase nove anos após a montadora mostrar pela primeira vez a nova geração do carro. O protótipo foi revelado em 2017 com preço de US$ 200 mil e previsão inicial de entregas para 2020. O valor de tabela não foi atualizado desde então, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de US$ 50 mil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em outubro de 2025, Elon Musk, CEO da Tesla, afirmou que o novo Roadster poderia "voar". A afirmação ocorreu durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, na qual o executivo confirmou que o desenvolvimento do carro esportivo continuava em andamento. Durante a conversa, Musk citou a frustração de não existirem carros voadores no mundo atual. O executivo completou dizendo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um. Agora no g1 Questionado se a empresa está desenvolvendo um veículo voador elétrico e se o modelo terá asas retráteis, Musk evitou confirmar as características. O executivo disse que o evento de lançamento do Roadster será “inesquecível” e afirmou que o modelo possui uma tecnologia considerada “muito louca”. Na entrevista, Musk chegou a questionar se o veículo ainda pode ser classificado como um carro, apesar de manter o visual de um automóvel. Na comparação feita pelo empresário, o novo Roadster reúne características mais insanas do que todos os veículos do personagem James Bond combinados. Protótipo do novo Tesla Roadster foi mostrado em 2017. Divulgação / Tesla Impacto nos resultados O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, minimizou a importância do carro para as finanças da empresa. Em 2023, o executivo descreveu o projeto como uma situação pequena que não mudaria os resultados financeiros de forma expressiva. Ainda assim, o modelo carrega um peso simbólico. O analista da Morningstar, Seth Goldstein, afirmou em nota em setembro que a Tesla não possui hoje um veículo de luxo de alto desempenho para exibir sua melhor engenharia e tecnologia. Segundo o especialista, o Roadster assumirá esse papel. No anúncio do protótipo em 2017, Musk indicou que a versão de quatro lugares teria autonomia de 1.000 quilômetros com uma única carga. Em 2024, o executivo publicou na rede social X que o projeto havia sido redesenhado. Interior do protótipo do novo Tesla Roadster mostrado em 2017. Divulgação / Tesla O novo esportivo é fruto de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX, empresa de foguetes também liderada por Musk. A promessa é que o veículo acelere de 0 a 100 km/h em menos de um segundo. Na publicação, o executivo afirmou que essa é a parte menos interessante da novidade. A Morningstar projeta que a Tesla venda cerca de 2 mil unidades do Roadster por ano. O volume representa uma fração diante dos 1,6 milhão de veículos comercializados pela marca no ano passado. O primeiro modelo da Tesla foi justamente o Roadster, o modelo chegou em 2008 e usava base da Lotus. Divulgação / Tesla Primeiro Tesla Lançado em 2008 e vendido até 2012, o primeiro Roadster foi o veículo elétrico pioneiro da empresa e utilizava o chassi do Lotus Elise. O projeto ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um carro elétrico poderia ser. Uma unidade até foi lançada ao espaço. Desde então, a fabricante ficou conhecida pelos utilitários esportivos Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3. A revelação da nova geração acontece em um momento de mudança de foco da Tesla. A companhia tem transferido a prioridade da fabricação de carros para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma guiadas por inteligência artificial. Neste ano, a montadora parou de vender os modelos Model S e Model X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus. A empresa também lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares projetado sem controles manuais, como volante, pedais e retrovisores. *Com informações da Reuters
Volkswagen ID.4 chega por R$ 299.990 para uma disputa difícil com os chineses; g1 testou

Volkswagen ID.4 chega ao Brasil, mas sai de linha na Europa A Volkswagen confirmou em setembro a chegada do ID.4 ao mercado brasileiro como seu primeiro carro elétrico vendido ao público no país. O modelo já havia sido oferecido anteriormente, mas apenas por meio de aluguel. Agora, chega por R$ 299.990, com mais potência e uma bateria maior. O curioso é que, poucas semanas depois do anúncio, a montadora confirmou em seu site global a chegada à Europa e aos EUA do ID. Tiguan, modelo que vai substituir o ID.4. Ou seja, o carro chega agora ao Brasil, mas já tem substituto anunciado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Ainda assim, o g1 testou o SUV elétrico para entender se ele vale a compra e, principalmente, se justifica o preço de R$ 300 mil diante de tantos concorrentes chineses mais baratos. O SUV é equipado com um motor de 286 cv de potência e 55,6 kgfm de torque. A bateria de 84 kWh (79 kWh de capacidade líquida) garante uma autonomia de 389 km, segundo o Inmetro. São números melhores do que os da versão disponível para locação, que vinha com 204 cv e bateria de 77 kWh. O sistema de recarga suporta até 185 kW em corrente contínua. Em carregadores rápidos de 180 kW, é possível elevar a carga da bateria de 10% a 80% em 25 minutos. Em postos públicos comuns, a recarga leva algumas horas. Volkswagen ID.4 chega ao Brasil por R$ 299.990. Divulgação / VW Arquitetura elétrica Construído sobre a plataforma modular elétrica MEB, o carro mede 4,58 metros de comprimento e possui 2,77 metros de distância entre eixos. O porta-malas tem capacidade para 533 litros. O teto solar é panorâmico e feito de vidro. O visual externo apresenta linhas com coeficiente de arrasto aerodinâmico de 0,28. Quanto menor este número, melhor é a capacidade do veículo de “furar” o ar e ser eficiente. Um carro “comum” tem coeficiente perto de 0,30. O conjunto de iluminação em LED possui faróis direcionais e tecnologia de controle do farol alto para evitar o ofuscamento de outros condutores. As lanternas traseiras são conectadas por uma faixa iluminada, recurso também adotado na grade dianteira. Volkswagen ID.4 pesa mais de 2.000 kg. Divulgação / VW As maçanetas possuem iluminação própria e o logotipo da fabricante é projetado no chão para facilitar o acesso em áreas escuras. A carroceria será vendida em duas cores, chamadas Costa Azul, que traz o teto pintado em Preto Piano, e Preto Granadilho. As rodas são de 19 polegadas, com pneus tamanho 235/55 na frente e 255/50 na parte traseira. Interior ao estilo VW Na parte interna, o acabamento utiliza materiais sintéticos sem uso de couro animal, combinando as cores preto e marrom. Os bancos contam com microfibra, composta por 71% de material reciclado. O pequeno painel de instrumentos digital fica fixado na coluna de direção. A central multimídia tem tela de 12,9 polegadas, navegação por GPS nativo, comando de voz e conexão sem fio para os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Os bancos dianteiros possuem ajustes elétricos, sistema de aquecimento e função de massagem com opções que duram até 30 minutos. Interior do Volkswagen ID.4 tem combinação de marrom, preto e cinza. Divulgação / VW O ar-condicionado é dividido em três zonas com configuração independente para o motorista, passageiro e banco traseiro. A cabine também conta com iluminação interna configurável em 30 opções de cores, além de carregador de celular por indução e quatro portas USB-C. A lista de equipamentos de segurança inclui o Emergency Assist, sistema que assume o controle e para o veículo caso o motorista perca a consciência. Há também o Memory Park Assist, capaz de memorizar o trajeto próximo e o espaço de vagas frequentes para estacionar o carro automaticamente. O pacote tecnológico oferece controle de cruzeiro adaptativo com função de parada e partida, alerta de tráfego cruzado traseiro e detector de ponto cego. O sistema de frenagem de emergência inclui reconhecimento de pedestres e ciclistas, e o veículo conta ainda com assistente de permanência em faixa. O acesso ao veículo é feito por aproximação da chave. O porta-malas, por sua vez, pode ser aberto ou fechado com um movimento do pé sob o para-choque traseiro. Galerias Relacionadas Diferente nem sempre é bom A primeira impressão ao entrar no ID.4 é que a Volkswagen tentou inovar em alguns pontos da cabine nos quais isso não era necessário. O primeiro exemplo está nos comandos dos vidros elétricos, que têm apenas dois botões na porta dianteira do motorista. Para controlar os vidros traseiros, o condutor precisa tocar em um comando sensível ao toque identificado como “Rear” (que pode ser traduzido como “traseiro”, em inglês) e, só então, acionar os respectivos botões e comandar os vidros de trás. A própria Volkswagen abandonou essa solução no ID. Tiguan. O sucessor tem comandos tradicionais, com um botão para cada vidro ao lado do motorista. Comando dos vidros do Volkswagen ID.4 tem "economia" de botões. Divulgação / VW Outra novidade do ID.4 é o quadro de instrumentos bastante reduzido. A pequena tela, que lembra um celular deitado atrás do volante, exibe a velocidade e outras informações necessárias durante a condução. É uma confusão entre minimalismo e miniaturização. A peça não transmite a sensação de valor esperada em um carro de R$ 300 mil e tampouco facilita a visualização dos dados pelo motorista. O mesmo erro é cometido por algumas marcas chinesas. O ID. Tiguan também dá sinais de que a Volkswagen reviu essa escolha. O modelo tem uma tela maior, com instrumentos que utilizam representações semelhantes às dos mostradores redondos tradicionais. A lógica de construção da cabine do ID.4, por outro lado, segue uma receita já conhecida em outros carros da marca. O volante tem linhas próximas às do Tera, por exemplo, enquanto a combinação de plásticos brilhantes, acabamento em couro sintético e disposição dos elementos do painel lembra modelos como T-Cross, Nivus e Polo. Essa estratégia é interessante porque cria uma identidade visual para os veículos de uma mesma fabricante. O problema é que quem desembolsa R$ 300 mil pode não querer entrar em um carro e encontrar elementos semelhantes aos de um modelo que custa R$ 120 mil. O que a Volkswagen considera um trunfo, portanto, pode se tornar um dos motivos que dificultam a justificativa do preço do ID.4 para o consumidor brasileiro. Pelo menos o espaço no banco traseiro, a construção e a ergonomia do SUV são bons. Volkswagen ID.4 ficou mais potente e tem bom acerto de direção e suspensão. Divulgação / VW Bom acerto Ao volante, o ID.4 mostra bastante do DNA da Volkswagen. A suspensão é bem acertada, a direção transmite informações sobre o comportamento do carro para as palmas das mãos. O SUV mostra solidez, e o isolamento acústico é bom. O motorista pode escolher entre quatro modos de condução, denominados Eco, Normal, Sport e Individual. As retomadas são corajosas e os mais de 2.000 kg ficam só na impressão da ficha técnica. Essa é a vantagem da propulsão elétrica e seu torque instantâneo. Claro, com uma condução mais empolgada, a autonomia prevista cai consideravelmente. A experiência ao dirigir mostra que a montadora dedicou atenção ao acerto do modelo. A grande questão é saber se os consumidores valorizam essas características na hora de decidir a compra. Alguns SUVs vendidos no Brasil, como os da Omoda, GWM e BYD, não apresentam o mesmo refinamento na direção e no acerto dinâmico, mas ainda assim conseguem vender bem. Mercado difícil A conclusão é que o ID.4 chega ao mercado brasileiro com um prazo de validade já estabelecido. A Volkswagen não quis comentar oficialmente a estratégia de lançar o modelo no Brasil e a matriz, em seguida, anunciar seu substituto. O que está confirmado é que o ID.4 será oferecido no Brasil durante 2027. Já o ID. Tiguan será vendido no mercado europeu, mas ainda não tem definição para chegar ao país. O presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirmou em nota que a chegada do automóvel representa um marco na estratégia da companhia. "O ID.4 é um produto global de sucesso e que chega ao Brasil para inaugurar uma nova etapa da nossa jornada rumo a uma mobilidade cada vez mais sustentável", declarou. Galerias Relacionadas Porém, em 2026, com a chegada de novos carros chineses, a análise de qualquer produto precisa começar pelo preço. É a partir dele que o consumidor consegue comparar as opções disponíveis e avaliar se o que está sendo oferecido faz sentido diante dos novos concorrentes. Por R$ 300 mil, o ID.4 entra em uma faixa de preço na qual precisará muito mais da paixão do consumidor pela Volkswagen do que de uma justificativa racional para a compra. Ele vai encarar, por exemplo, o BYD Yuan Plus, que tem 449 cv e preço na promoção de R$ 269.990; o GAC AION V, que tem os mesmos 389 km de autonomia, 204 cv e preço de R$ 219 mil; o Omoda E5, também com 204 cv e preço de R$ 209 mil; Leapmotor C10 com 218 cv e tamanho mais generoso, por R$ 215 mil. Galerias Relacionadas Isso sem falar dos híbridos nessa faixa de preço, que também dividem a atenção dos clientes que buscam a eletrificação, mas ainda não podem ter um carro 100% elétrico. A questão, portanto, é que há modelos elétricos mais baratos e que transmitem uma sensação maior de novidade. Nesse cenário, fica difícil explicar a escolha do SUV da Volkswagen, exceto pela identificação com a marca. A montadora também não informou se pretende oferecer descontos ou promoções para o modelo. Por esse valor, portanto, o ID.4 pode continuar raro nas ruas, como já acontecia quando era oferecido apenas por aluguel. Resta esperar para saber se o ID. Tiguan chegará ao Brasil e corrigirá não apenas os problemas identificados no ID.4, mas também o posicionamento de preço, tornando-o mais compatível com a realidade do mercado. Volkswagen vai substuir o ID.4 pelo ID.Tiguan em 2027 na Europa e EUA. Divulgação / VW Ficha técnica do Volkswagen ID.4 Assentos: 5 Comprimento: 4,58 m Largura: 1,85 m (sem espelho retrovisor) Altura: 1,63 m Entre-eixos: 2,77 m Porta-malas: 533 litros Peso: 2.163 kg (em ordem de marcha) Rodas: 19 polegadas Pneus: 235/55 R19 Dianteiro / 255/50 R19 Traseiro Suspensão dianteira: Independente, McPherson Suspensão traseira: Independente, multibraço Freios dianteiros: Disco de freio ventilado Freios traseiros: Tambor Direção: Elétrica Motor: elétrico Potência: 286 cv Torque: 55,6 kgfm Bateria: íon lítio fosfato Capacidade das baterias: 84,0 kWh (bruto) / 79,0 kWh (líquido) Câmbio: Automático Marchas: 1 marcha Tração: traseira 0 a 100 km/h: 6,7 segundos Velocidade máxima: 180 km/h Autonomia no modo elétrico: 389 km Capacidade de carga: 527 kg (carga útil)