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Ações da Tesla caem após empresa ampliar investimentos em IA e robotáxis

Tesla Cybertruck 2026 Divulgação As ações da Tesla caiam cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (22), depois que a empresa divulgou resultados financeiros que mostraram aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA), robotáxis, baterias e novas tecnologias de fabricação. A fabricante de carros elétricos de Elon Musk registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre, o primeiro resultado negativo nesse indicador em mais de dois anos. O movimento ocorre enquanto a companhia acelera os gastos para desenvolver novas áreas de negócio além da venda de veículos. 🔍O fluxo de caixa livre negativo significa que a empresa gastou mais dinheiro do que gerou após despesas e investimentos. Isso não quer dizer necessariamente que teve prejuízo, mas indica que houve saída de recursos do caixa no período. Apesar do resultado negativo, a Tesla teve um desempenho melhor do que o esperado pelos analistas, que projetavam uma saída de caixa ainda maior. Receita cresce, mas lucro fica abaixo do esperado A Tesla registrou receita de US$ 28,24 bilhões entre abril e junho, acima da previsão média dos analistas, que esperavam US$ 25,71 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG. Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pedem que EUA não tarifem produtos do Brasil O lucro ajustado, porém, ficou abaixo das expectativas. A empresa registrou ganho de 33 centavos de dólar por ação, enquanto o mercado esperava 51 centavos. Tesla, de Musk, investirá US$ 2 bilhões na empresa de IA do bilionário em meio a polêmica Vendas de carros superam expectativas A companhia entregou 480.126 veículos no segundo trimestre, acima das previsões de Wall Street e dos 384.122 carros entregues no mesmo período do ano passado. A produção ficou em 451.758 veículos, fazendo com que as entregas superassem a fabricação em mais de 28 mil unidades no período. O resultado ajudou a reduzir os estoques acumulados pela empresa no início do ano. Mesmo com a recuperação nas vendas, analistas avaliam que a Tesla ainda enfrenta desafios para manter o ritmo de crescimento, principalmente diante do avanço da concorrência no mercado de carros elétricos, com modelos mais baratos lançados por outras fabricantes. Aposta de Musk vai além dos carros elétricos Os investidores têm acompanhado cada vez mais os planos de Elon Musk para transformar a Tesla em uma empresa de tecnologia, com foco em inteligência artificial, direção autônoma e robótica. A empresa ampliou seu serviço de robotáxis sem motorista nos Estados Unidos e busca aprovação para expandir a tecnologia em outros mercados, incluindo Europa e China. A expectativa de investidores é que esses negócios possam gerar margens maiores no futuro do que a venda tradicional de veículos. Baterias ganham espaço no negócio da Tesla Além dos carros, a área de armazenamento de energia se tornou um dos principais motores de crescimento da Tesla. A empresa instalou 13,5 gigawatts-hora (GWh) em sistemas de armazenamento de energia no segundo trimestre, acima dos 9,6 GWh registrados um ano antes. O segmento atende principalmente redes elétricas, projetos de energia renovável e data centers, que demandam cada vez mais capacidade de armazenamento. Mesmo com queda superior a 15% das ações em 2026, a Tesla continua como a montadora mais valiosa do mundo, avaliada em cerca de US$ 1,4 trilhão. O valor da empresa ainda é sustentado pela expectativa de que inteligência artificial, robotáxis e robôs humanoides possam se tornar fontes importantes de crescimento no futuro.
CEO italiano da Stellantis alfineta após microfone falhar em reunião com Lula: 'Deve ser de origem asiática a bateria'

CEO italiano da Stellantis brinca após microfone falhar em reunião com Lula O CEO global da Stellantis, o executivo italiano Antonio Filosa, fez nesta quarta-feira (22) uma provocação após o microfone que utilizava falhar durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin, e ministros do governo no Palácio do Planalto. Filosa apresentava ao presidente Lula e aos demais integrantes do governo os investimentos que a multinacional do setor automotivo tem feito no Brasil e os números de profissionais contratados diretamente pela empresa em território brasileiro quando o microfone falhou. Ele então, declarou: "Deve ser de origem asiática a bateria [do microfone]", afirmou o italiano. A fala provocou risos do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas Lula não esboçou nenhuma reação diante do comentário de Filosa. 🔎A Stellantis é uma das maiores montadoras automotivas do mundo, criada em janeiro de 2021 a partir da fusão de 50% entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (Peugeot-Citroën), reunindo marcas icônicas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati. Juridicamente, a multinacional está sediada em Hoofddorp, nos Países Baixos. Apesar do comentário de Filosa, a Stellantis mantém, com uma montadora chinesa, parceria voltada ao desenvolvimento de carros elétricos e à cooperação tecnológica. O presidente Lula durante reunião com representantes da Stellantis, no Palácio do Planalto Reprodução/YouTube Lula Neste terceiro mandato, Lula tem se aproximado de montadoras asiáticas que fabricam carros elétricos e híbridos, em uma estratégia de reindustrialização sustentável e transição energética. O petista lançou o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e tem buscado atrair aportes para a produção de veículos movidos a eletricidade. A chinesa BYD tem feito investimentos em Camaçari (BA) e a GWM, também da China, em Iracemápolis (SP). A Hyundai também anunciou planos para o Brasil. Esses movimentos têm sido acompanhados de perto pelo presidente Lula, que busca geração de empregos no setor automotivo e transferência tecnológica. Lula quer ampliar vendas para África Após ouvir os planos de investimento da Stellantis no Brasil, o presidente Lula destacou medidas adotadas pelo governo para estimular o setor automotivo e ampliar o consumo no país, como a oferta de crédito para a renovação da frota de táxis e de motoristas de aplicativos. Além de investimentos no mercado interno, Lula defendeu a ampliação das exportações de carros e sugeriu que o governo e a Stellantis atuem em conjunto para abrir novos mercados na América Latina e na África. "É uma cesta de oportunidade para a indústria crescer. E acho que essa parceria traz como resultado o crescimento do Brasil. Uma coisa que vamos ter q trabalhar agora é aumentar a capacidade de exportação para América Latina e África, mercados promissores, importantes e temos condições de termos participação mais efetiva e numerosa" declarou o presidente. Com a entrada em vigor de um novo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, Lula tem buscado diversificar os parceiros comerciais, para reduzir impactos das ações norte-americanas sobre a economia nacional.
Primeira unidade da Ferrari Luce vai a leilão; esportivo elétrico deve passar dos R$ 3,3 milhões

Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA Divulgação / RM Sotheby's A primeira Ferrari Luce que saiu da linha de produção será leiloada na Califórnia, nos Estados Unidos. O valor arrecadado no evento será repassado para uma fundação com foco em iniciativas de educação, que ainda será definida pela Fundação Ferrari. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A casa de leilões RM Sotheby's não divulgou estimativa de preço do arremate. O leilão será no dia 15 de agosto de 2026. A expectativa é que, pelo valor histórico e exclusividade, esta Luce ultrapasse o preço de lançamento de US$ 650 mil (R$ 3,3 milhões, em conversão direta). O esportivo causou polêmica recentemente por ser o primeiro 100% elétrico da história da marca. A controvérsia envolve o seu design, resultado de uma parceria com Jony Ive, designer conhecido por criar diversas gerações do iPhone, do MacBook e de outros produtos da Apple. Além de colecionar memes, a recepção do carro gerou forte impacto: as ações da Ferrari caíram 8% no dia do anúncio e, poucas semanas depois, o gerente de marketing deixou a companhia e foi substituído. Agora no g1 Ferrari única A Ferrari Luce "Chassis 0", primeira unidade de produção do modelo, traz uma configuração exclusiva desenvolvida pelo programa Ferrari Tailor Made em parceria com o Ferrari Design Studio, focada na utilização da cor branca e no trabalho com a luz. Na parte externa, a carroceria recebe a pintura exclusiva Madreperla Semi-Gloss. A tinta utiliza um pigmento especial que gera reflexos, mudando de tom entre o verde e o violeta de acordo com a luz e o ângulo de visão. Interior do primeiro Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, que vai a leilão nos EUA O exterior também conta com rodas exclusivas, pinças de freio brancas sob medida e o logotipo da Ferrari aplicado sobre um fundo preto na porta na cor optical white, recurso criado especialmente para este exemplar. No interior, o revestimento é em couro Le Mans na cor Perla, produzido a partir de couros suíços selecionados para refletir a luz na cabine. Pela primeira vez em um projeto da marca, os elementos secundários da cabine abandonam o acabamento preto tradicional e adotam a cor Grigio Corvara. O veículo conta com uma placa de identificação dedicada por ser o primeiro chassis produzido. A Luce tem quatro motores elétricos e potência total de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 2,5 segundos, e o modelo alcança 200 km/h em apenas 6,8 segundos. A velocidade máxima chega a 310 km/h. Primeira unidade do Luce, polêmico carro elétrico da Ferrari, vai a leilão nos EUA Divulgação / RM Sotheby's Entenda a polêmica A fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o Luce EV de cinco lugares em junho, desencadeando uma onda de críticas, inclusive nas redes sociais, pelo design pouco convencional do modelo em comparação com a estética tipicamente musculosa e agressiva da Ferrari, e pela decisão da empresa de se desviar de seus tradicionais motores a gasolina. Dias após a apresentação do Luce, o presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou que a Ferrari estava recebendo "forte interesse" pelo carro, tanto de clientes novos quanto antigos.] Desde então, a empresa não divulgou novas informações sobre os pedidos do Luce e disse que só fornecerá números precisos no final de julho, quando divulgar os resultados do segundo trimestre. A Ferrari precisou até vir a público explicar que não está obrigando os clientes a comprarem seu polêmico carro elétrico Luce para se qualificarem para a compra dos próximos modelos de série limitada da montadora de carros de luxo. A afirmação na época foi de Enrico Galliera, até então diretor de marketing e comercial da Ferrari. Ele deixou a empresa nas semanas seguintes.