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Fábrica da Chevrolet no Brasil divulgação/Chevrolet A General Motors, grupo responsável por marcas como a Chevrolet, anunciou um novo investimento em sua operação no Brasil. O aporte é de R$ 3,5 bilhões e se soma aos R$ 7 bilhões já anunciados, totalizando R$ 10,5 bilhões no país. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No Brasil, a GM tem cinco fábricas: Gravataí (RS): onde são produzidos os modelos Chevrolet Onix, Onix Plus e Sonic; Joinville (SC): responsável pela fabricação de motores, cabeçotes e blocos; Mogi das Cruzes (SP): onde são produzidos componentes estampados, como a lataria dos veículos; São Caetano do Sul (SP): a fábrica mais antiga da GM no Brasil, onde são produzidos os modelos Chevrolet Tracker, Spin e a picape Montana; São José dos Campos (SP): onde são fabricados o Chevrolet Trailblazer e a picape S10, além de motores, transmissões e outros componentes. Segundo a empresa, esse investimento será destinado à renovação do portfólio de carros disponíveis no Brasil, além do desenvolvimento de modelos híbridos. Além de lançar novos produtos, o aporte também será usado para modernizar fábricas, com foco nas unidades localizadas no estado de São Paulo. "O Brasil reúne uma sólida base industrial, capacidade de engenharia, mercado consumidor relevante e profissionais altamente qualificados. Esses fatores, aliados a um ambiente favorável ao investimento, são fundamentais para sustentar o desenvolvimento da indústria automotiva e ampliar o papel do país como polo produtor e exportador da General Motors para a América do Sul", diz Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil O investimento total é de R$ 10,5 bilhões até 2028 Esse novo aporte se soma a um investimento anterior de R$ 7 bilhões, anunciado em 2024, com aplicação prevista até 2028. A montadora destacou que o primeiro investimento tinha foco em mobilidade sustentável, abrange a renovação completa do portfólio de veículos e o desenvolvimento de tecnologias para o mercado local, além de criação de novos negócios. Os recursos começaram a ser utilizados no mesmo ano do anúncio e já resultaram em alguns lançamentos recentes da Chevrolet, como: Duas novas versões do Chevrolet Onix, incluindo uma reestilização recente que trouxe um modelo movido exclusivamente a etanol; O novo Chevrolet Sonic, um SUV compacto que chegou para competir com modelos como Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse; O Chevrolet Spark EUV, primeiro modelo 100% elétrico da GM no Brasil após o Chevrolet Bolt, fruto de uma parceria com uma montadora chinesa; O Chevrolet Captiva EV, que retornou ao Brasil e também foi desenvolvido em parceria com uma fabricante chinesa. Os dois últimos carros da lista acima são fabricados no Brasil, mas em um sistema de montagem de kits que chegam praticamente prontos da China. Diferentemente de outros modelos da marca, a produção ocorre em uma fábrica terceirizada localizada na cidade de Horizonte (CE).

Detran RJ deixa de exigir manobra de baliza no exame prático de primeira habilitação DIvulgação/Detran RJ As novas regras para a emissão da primeira CNH aumentaram em 23,5% o número de exames de direção nos primeiros cinco meses de 2026, segundo o Ministério dos Transportes. Em comunicado, o ministério informou que foram realizadas 2.280.021 avaliações neste ano, contra 1.845.694 no mesmo período de 2025. Apesar do aumento no número de candidatos, a pasta destacou que as filas não cresceram na etapa final do processo de habilitação. No mesmo período, foram realizados 2.343.393 cursos práticos, um aumento de 20% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. Ao todo, o Brasil já emitiu 1.138.190 CNHs com as novas regras — o maior número já registrado pelo ministério para esse intervalo. CNH ficou mais barata Uma das principais mudanças com a nova CNH foi o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 1.840.397.022,58. Em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por exemplo, o candidato precisava pagar cerca de R$ 1 mil apenas para cobrir o custo do curso teórico em uma autoescola. De acordo com o Ministério dos Transportes, as aulas teóricas e práticas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Dados do ministério indicam que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação — os 26 estados e o Distrito Federal: Novas regras da CNH mudaram o exame prático A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos. De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos. Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova. As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma: Infrações leves: 1 ponto; Infrações médias: 2 pontos; Infrações graves: 4 pontos; Infrações gravíssimas: 6 pontos. O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática.

Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou, nesta terça-feira (23), uma cota de importação sem impostos para veículos elétricos que entram no país de forma desmontada (CKD) e semimontada (SKD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Para compreender a medida, é necessário diferenciar os formatos de importação automotiva que constam na decisão. Os veículos CKD são aqueles montados no Brasil, enquanto os chamados SKD entram no país de forma semimontada. Já os veículos CBU correspondem aos carros que já chegam totalmente montados ao mercado nacional. (veja infográfico) Como são montados os carros com partes importadas Arte/g1 A produção de veículos semimontados costuma ser o ponto de partida para quem decide investir em uma fábrica no território nacional. Dentro dessa estratégia, o formato SKD destaca-se por demandar um menor índice de mão de obra local, uma vez que os automóveis chegam ao país praticamente prontos. De acordo com o modelo de operação, uma das principais vantagens dessa estratégia é aproveitar a mão de obra estrangeira, além de utilizar o desenvolvimento de tecnologias específicas voltadas para componentes que ainda não contam com produção no Brasil. Agora no g1 Entenda a polêmica A decisão causou reação das montadoras nacionais de veículos. Em nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que medida é "contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças". "A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo", disse a associação. (leia a íntegra da nota ao fim do texto) O governo afirmou que a importação de carros montados, por outro lado, não terá qualquer tipo de cotas. "A medida converge com outras iniciativas do governo voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veículos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2", afirmou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Leia a íntegra da nota Anfavea desta terça-feira (23): "A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) lamenta e vê com grande preocupação a decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de restabelecer incentivos à importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados (CKD e SKD). A medida é contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças, como atestaram dezenas de manifestações públicas assinadas por sindicatos, centrais sindicais, federações empresariais e associações da indústria nos últimos dias. A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país. As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme definido no ano passado pelo governo após longo debate com o setor produtivo. Agora, a mudança ocorre em detrimento do interesse de empresas e de milhares de trabalhadores espalhados por nove Estados do país. Ao prolongar benefícios que haviam sido criados como temporários, o governo coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram seus planos de investimento contando com as regras pactuadas. Nos últimos anos, a eletrificação avançou de forma acelerada no país. Novas marcas chegaram ao mercado, a oferta de veículos aumentou e os emplacamentos de eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025. Ao mesmo tempo, a indústria respondeu aos estímulos criados pela política pública. As fabricantes anunciaram R$ 140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033, destinados às novas formas de propulsão incluindo a eletrificação, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores. Os resultados também aparecem na produção nacional. Em 2025, os veículos eletrificados produzidos no país responderam por 25,9% das vendas do segmento. No acumulado até maio de 2026, o mercado atendido por veículos produzidos no Brasil cresceu 57% na comparação com o mesmo período de 2025. Por essa razão, a discussão deixou de ser como acelerar a entrada dos veículos eletrificados no mercado brasileiro. O desafio agora é garantir que essa transformação gere mais produção local, desenvolvimento tecnológico, fornecedores, engenharia e agregação de valor no país. Benefícios destinados à importação podem cumprir papel relevante em fases iniciais de implantação industrial. A ampliação, em um momento em que os investimentos já estão anunciados e a produção local está em expansão, reduz os incentivos para a evolução produtiva esperada dessa nova etapa da indústria automotiva. A decisão também contraria a sinalização que orientou investimentos anunciados sob as regras vigentes e gera insegurança para empresas que estruturaram projetos considerando o cronograma estabelecido pelo próprio governo. A Anfavea vai continuar defendendo a descarbonização, que inclui a eletrificação da frota, a concorrência e a ampliação da oferta de veículos ao consumidor brasileiro. O que está em debate, com essa decisão, não é a transição energética, que já está em curso e não vai parar. O que está em debate é qual modelo de desenvolvimento o país pretende incentivar para a nova mobilidade e qual espaço será reservado à produção nacional nesse processo." *Reportagem com André Fogaça, Isabela Bolzani, Mariana Assis e Alexandre Martello.








