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Argentina derruba exportações de veículos produzidos no Brasil

Toyota Hiace sendo montado em Zárate, Argentina Divulgação Depois de um ano de exportações crescentes, impulsionadas pela demanda argentina, em 2025, a indústria automobilística iniciou 2026 em um cenário externo menos favorável. As vendas recuaram, refletindo a retração do mercado vizinho, que vinha sendo o principal destino dos embarques de veículos produzidos no Brasil. No total, no primeiro bimestre, foram embarcados 59,4 mil veículos, ante 82,4 mil no mesmo período de 2025, o que representou uma retração de 28%. O resultado só não foi pior porque o México trouxe uma inesperada demanda. Em fevereiro, as vendas para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil unidades. A Argentina sempre foi o principal destino das exportações de veículos produzidos no Brasil. Como reflexo de uma demanda crescente e constante, as exportações do setor subiram 32% no ano passado. No entanto, entre janeiro e fevereiro, os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades, uma redução de 7,5%. O efeito dessa retração foi, no entanto, maior em razão do peso da Argentina nas vendas externas do setor. Em 2025, o país vizinho foi o destino de 59% dos embarques. Absorveu 302 mil dos 528 mil veículos exportados pelo Brasil. Dados da Abeceb, uma das maiores consultorias da Argentina, mostram queda nas importações de todos os produtos produzidos no Brasil, mas com impacto maior no setor automotivo. Em fevereiro, as importações argentinas do Brasil somaram US$ 1,057 bilhão, o que representou queda de 26,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o maior declínio desde julho de 2024. Na avaliação da consultoria, o resultado negativo é decorrente, em grande parte, da retração das importações do setor automotivo, que, com uma redução de US$ 284 milhões em fevereiro, representaram 74% da queda geral. Segundo a Abeceb, o maior declínio das importações do setor automotivo foi registrado no segmento de caminhões, com retração de 64,3% em relação a fevereiro de 2025, seguido de uma redução de 51,4% nos comerciais leves. As importações de automóveis caíram 43,6% e as compras de peças e acessórios recuaram 30,9%. A queda nas vendas de peças produzidas no Brasil revela a redução no ritmo de produção nas fábricas de veículos da Argentina, uma consequência da retração do mercado interno diante de incertezas em relação à capacidade de o governo de Javier Milei conter a inflação e honrar o pagamento da dívida externa. A queda nas exportações teve efeito no ritmo de produção das fábricas brasileiras. No primeiro bimestre, o Brasil produziu 338 mil veículos, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025. No mercado interno, o resultado foi melhor. Nos primeiros dois meses do ano foram vendidas 355,7 mil unidades, uma leve queda de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2025. A demanda interna ainda revela o avanço dos produtos importados, com forte presença das marcas chinesas. Ao mesmo tempo, o fraco resultado nas vendas de caminhões revela pouco efeito do Move Brasil, programa governamental que oferece taxa de juros menor, com subsídios do BNDES. No primeiro bimestre, as vendas dos veículos de carga recuaram 28,7%. A produção caiu 27% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar das linhas de financiamento com juros mais baixos, as tensões no Oriente Médio afetam programações de compras de caminhões pelos transportadores à medida que os conflitos na região provocam instabilidade no fornecimento de petróleo e pressão nos preços do diesel e do frete. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1
Por dentro da fábrica da BYD: veja como é feita a montagem dos carros na Bahia

Por dentro da BYD: veja como é feita a montagem dos carros na Bahia Em três meses de funcionamento em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a fábrica da BYD alcançou a marca de cerca de 420 carros montados por dia. O g1 foi até a unidade e, nesta reportagem, mostra como é o funcionamento do complexo industrial da marca, considerado o maior fora da Ásia. A fábrica inaugurada em 9 de outubro é a primeira da empresa a montar carros no Brasil. A unidade teve um investimento de R$ 5,5 bilhões, com tamanho total correspondente a 646 campos de futebol. O espaço onde foi instalada pertencia à Ford, que encerrou a fabricação no país em janeiro de 2021, culminando no fim da operação em Camaçari. Porém, em agosto de 2023, o terreno foi vendido para o Governo da Bahia, que buscou investidores em contato com a Embaixada da China. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A autorização para a instalação da fábrica da BYD veio no ano seguinte, após a alienação da área — processo que consiste em passar, com ou sem remuneração, a propriedade para outra pessoa ou empresa. Nesse caso, o acordo foi de R$ 3 bilhões. Em dezembro do mesmo ano, mais de 224 trabalhadores chineses foram resgatados de trabalho análogo à escravidão na obra. Um ano depois, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) fechou um acordo de R$ 40 milhões com a montadora chinesa e as duas empreiteiras contratadas para o trabalho. Por dentro da fábrica Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA Inicialmente, o objetivo da empresa era chegar aos 150 mil carros produzidos por ano em Camaçari. Depois, com crescimento gradual, alcançar a marca de 300 mil veículos e seguir evoluindo. Mas a empresa reforça que essa estimativa já foi dobrada pelo presidente Wang Chuanfu. Com isso, a meta atual é produzir 600 mil carros por ano quando a fábrica estiver em plena operação. A empresa também tem o objetivo de liderar o segmento até 2030, exportando esses veículos para países da América Latina, África e outras regiões do mundo. Atualmente, o complexo de Camaçari faz as montagens dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro. As carcaças dos veículos chegam da Ásia através do Porto de Salvador e são levadas para a unidade, onde são colocados os motores, faróis e pneus, por exemplo. 👷 Tecnologia e interação no processo: os carros transitam pela fábrica por meio de estruturas similares a esteiras e elevadores, que são acompanhadas pelos funcionários em diferentes estações. Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA As máquinas são adaptáveis para os diferentes modelos da BYD, o que permite maior dinamismo na produção e favorece a implementação de outros modelos no futuro. Em 2026, a expectativa é de que a fábrica de Camaçari produza o híbrido Song Pro Plus. A estrutura percorre praticamente toda a fábrica e, ao final, os carros são levados para um túnel luminoso, onde passam por testes de qualidade para garantir que todos estejam no padrão da marca. Conheça os carros 🚗 Dolphin Mini Dolphin Mini Divulgação/BYD O carro 100% elétrico tem autonomia de bateria de até 280 km. Por dentro, o veículo tem tela flutuante giratória de 10,1 polegadas, espaço para carregamento sem fio e chave presencial. Os motoristas também podem usar o controle por voz para ativar funcionalidades. 💰 O veículo custa a partir de R$ 119.990 mil e está disponível nas cores verde, preto, branco e azul. 🚗 BYD King BYD King lidera o ranking dos híbridos mais econômicos no Brasil Divulgação O carro é um modelo sedã híbrido, ou seja, com dois motores: um a combustão e um elétrico. Ao priorizar a energia elétrica, o veículo chega a uma autonomia combinada de 1.200 km. Por dentro, o carro também tem uma tela giratória de 12,8 polegadas, câmera 360 graus, compatibilidade com cartão NFC, GPS integrado, conexão e espelhamento Apple Carplay e Android, comando de voz, sistema de som e entrada USB. Um dos diferenciais é o bagageiro do veículo: com espaço de armazenamento amplo e capacidade de até 450 litros, acomoda seis malas de tamanho padrão. 💰 O modelo custa a partir de R$ 169.900 mil. 🚗 BYD Song pro BYD Song Pro BYD O SUV híbrido plug-in conta com um motor de 1.500 cilindradas a gasolina e outro elétrico que, quando combinados, podem entregar 235 cavalos e até 1.100 km de autonomia. O carro tem uma tela giratória de 12,8 polegadas, mala de 520 litros e não é necessário o uso de chave: pode ser destravado através de um aplicativo ou de um cartão. Ainda dispõe de câmera panorâmica 3D de 360º, uma tela giratória sensível ao toque, carregamento sem fio para smartphones, conexão com internet, GPS integrado e mais. 💰 O veículo custa a partir de R$ 189.800 mil e está disponível nas cores branco, cinza e azul. Vendas na Bahia No acumulado de 2025, a marca alcançou o terceiro lugar de vendas no varejo em Salvador. Em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, a BYD ocupou o primeiro lugar do ranking, com 492 unidades vendidas. De acordo com Pablo Toledo, diretor de comunicação da empresa, o mercado brasileiro tinha a lacuna de carros elétricos acessíveis e de qualidade, o que justifica a adesão rápida após a implementação da fábrica em Camaçari. "Já chegamos a marca de quase 20 mil carros produzidos e nosso intuito é crescer ainda mais", afirmou. Fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador Malu Vieira/ g1 BA O diretor aponta que a principal vantagem de optar por um carro elétrico é o custo. Como não é necessário comprar combustível, o uso do veículo acaba saindo um quarto mais barato do que um carro comum. "Hoje em dia, o nosso principal influenciador é o motorista por aplicativo. O dinheiro que ele economiza com a gasolina, ele consegue pagar a parcela do carro, por exemplo. Se ele tiver um painel solar e um carregador em casa, a economia é ainda maior", explicou. Há ainda outro ponto favorável à adesão de motoristas: a tributação. Carros elétricos de até R$ 300 mil foram isentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na Bahia. Para veículos acima deste valor, a taxa atual é de 2,5%. Cenário atual Além da BYD, a GWM já produz carros elétricos no Brasil. A fábrica da marca fica em São Paulo. Para este ano, está prevista também a chegada das empresas Renault e Leapmotor, com atuação no mesmo setor. A primeira com instalação no Paraná e a outra em Pernambuco. Até a última atualização desta reportagem, a Bahia tinha 8.543 veículos elétricos registrados, segundo a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz). ⛽ Caso o motorista não tenha o carregador em casa, é possível carregar em postos espalhados pela cidade. LEIA TAMBÉM: Popó Freitas mostra garagem com Tesla Cybertruck IPVA 2026 poderá ser pago antecipado com desconto de 15% Lamborghini e Ferrari: conheça os carros com IPVAs mais caros da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
Condomínios não podem mais barrar carregador de carro elétrico em SP, mas instalação não está garantida

Morador faz recarga em carro elétrico com equipamento instalado na própria vaga do prédio em Ribeirão Preto (SP). Marcelo Moraes/EPTV No mês passado, entrou em vigor em São Paulo uma lei que dá aos moradores de prédios a prerrogativa de colocar os carregadores para carros elétricos nas vagas, desde que arquem com os custos e atendam às normas técnicas. Antes, assembleias de condomínios ou síndicos tinham o poder de vetar arbitrariamente a instalação. Agora, isso está proibido no estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Mesmo assim, o processo para a instalação não é simples nem barato. É necessário trazer cabos por dentro do prédio até a vaga. “Dependendo do tamanho desse cabeamento até o carregador, o custo pode ser de R$ 5 mil para instalações de cinco metros até R$ 12 mil para 100 metros”, explica Luiz Felipe Santos, gerente-geral da Revo, empresa especializada em instalação de carregadores em prédios. “Se o condomínio não entrar com parte dos custos, o morador pode pagar três vezes mais no carregador do que um equivalente numa residência”, diz. Condomínio agora tem de colaborar Para instalar um carregador numa vaga de prédio é preciso, primeiro, fazer uma análise de carga. “Durante sete dias um equipamento verifica o consumo de energia e tensão do prédio. Com isso podemos ver quantos carregadores a rede comporta”, diz o gerente. Essa análise, que pode custar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil, precisa ser feita e paga pelo condomínio. É com esse documento que o síndico vai ter respaldo para prosseguir com a instalação ou não. Antes da nova lei paulista, o síndico ou assembléia de condomínio podiam vetar sem apresentar justificativa. Agora é preciso ter documento com motivos técnicos para proibir. “Existem prédios que não comportam instaladores individuais. Aí a solução é ter vagas de uso comum, para todos os moradores. Passa a ser uma iniciativa do prédio, não só do morador”, explica Raquel Bueno, gerente da Lello Condomínios, administradora de São Paulo. Com a análise pronta e todos os passos em assembleia seguidos, é possível concluir a instalação do carregador entre 20 e 30 dias. Segundo Santos, da Revo, outro custo que pode aparecer é o chamado furo técnico, que pode dobrar o valor do serviço. “Em alguns casos para o cabeamento passar pelas lajes é preciso um engenheiro para certificar. Assim, sabemos que não há comprometimento da estrutura com o furo técnico”, explica. O gerente da Revo diz que alguns condomínios estão arcando com uma parte da instalação que beneficia todos os moradores. “O condomínio paga e nós trazemos o cabeamento até um quadro. A partir dali cada morador, se quiser, instala o seu carregador seguindo as normas”, diz Santos. Segundo ele, isso proporciona padrão na instalação e diminui custos para todos. Existem prédios mais antigos em que seria necessário refazer toda a elétrica e ainda substituir o transformador na rua. “Os custos poderiam passar de R$ 500 mil, o que é inviável hoje em dia”, diz. Algumas empresas já se movimentam para facilitar o processo com soluções. "Nós conseguimos criar toda a infraestrutura do prédio sem cobrar nada do condomínio. À medida que os moradores vão aderindo aos carregadores, eles pagam pela instalação individual e manutenção do sistema”, explica Tadeu Azevedo, CEO da Power2Go. Segundo Azevedo, é possível ter soluções para todas as condições dos clientes. “Mesmo com vagas rotativas ou sorteadas, os condomínios conseguem se organizar”, explica. O executivo acredita que o mais importante é síndicos e assembleias entenderem que implementar carregadores valoriza os imóveis. “Quase nenhum prédio no Brasil nasceu pensando em carro elétrico. É preciso fazer o balanceamento da energia e já deixar a estrutura pronta para todas as vagas no futuro e não somente para os poucos moradores que hoje usam o carregador”, aconselha Azevedo. Segundo uma projeção consultoria Boston Consulting Group (BCG) a pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 65% das vendas de carros 0 km no Brasil será de eletrificados em 2035. Nova lei estabelece responsabilidade David Monteiro, advogado especialista em direito imobiliário do escritório Martinelli, diz que o desafio para os condomínios é criar regras claras para essa solicitação. "Situações que envolvam intervenções mais profundas em áreas comuns ou na infraestrutura coletiva ainda podem gerar discussões e exigir avaliação caso a caso, inclusive sobre a necessidade de deliberação em assembleia", explica Monteiro. Patrícia de Pádua Rodruigues, sócia da Martinelli Advogados, diz que o síndico e a assembléia do condomínio não podem criar exigências desproporcionais ou sem base técnica apenas para dificultar ou inviabilizar a instalação do ponto de recarga. "A nova lei permite ao condomínio exigir do morador o cumprimento das normas técnicas e das regras de segurança aplicáveis. Se houver previsão em normas da ABNT ou nas orientações dos Bombeiros", diz a advogada. Risco de incêndio Raquel Bueno conta que vários síndicos vetavam os carregadores por não terem normas para se orientar. “Depois das diretrizes nacionais para a instalação elétrica de carregadores, os bombeiros de São Paulo vão definir como deve ser feito o combate ao incêndio de carros elétricos. A partir disso os condomínios vão se adequar”, explica Raquel. Patrícia de Pádua Rodruigues diz que a nova lei autoriza o condomínio definir padrões técnicos e responsabilidade por danos ou consumo relacionados ao ponto de recarga. Portanto, o condomínio pode criar regras para um eventual ressarcimento de prejuízos. "No entanto, essa autorização não permite a atribuição automática de culpa ao dono do carro elétrico em qualquer situação. A convenção não pode simplesmente estabelecer que o morador será responsável por 'todo e qualquer incêndio' ocorrido na garagem, sem a necessária apuração técnica da causa do problema", explica a advogada Em 2025, o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares publicou uma diretriz que orienta como deve ser feita a instalação de pontos de recarga. O texto não tem poder de lei, mas precisa ser seguido para renovação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Na hora da renovação do AVCB, o prédio precisa seguir as regras que estão vigentes, explica o advogado David Monteiro. "Se houver pontos de recarga instalados sem atender às exigências de segurança, a renovação pode ser negada até que a situação seja regularizada", diz. Segundo a gerente da Lello, Raquel Bueno, a tendência é que os Bombeiros estabeleçam um modelo de atestado. "Nesse modelo, o condomínio busca um engenheiro responsável para garantir a instalação. Assim como já é feito em prédios com motor gerador”, diz. Bombeiros discutem regras para recarga de carros elétricos em condomínios