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Chevrolet S10 Trail Boss 2027 Divulgação / GM A Chevrolet lançou a nova versão Trail Boss com o argumento de que ela foi preparada e afinada para encarar trilhas. Esta S10 tem uma suspensão mais alta e mais forte para poder voltar ilesa de uma aventura. Pode parecer irônico que uma montadora precise criar uma versão ainda mais raiz e bruta de uma picape que, em essência, já nasceu pronta para esse tipo de desafio. Mas outras marcas já fizeram isso, então a estratégia não chega a ser novidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp É verdade que, com o passar dos anos, as picapes médias foram incorporando elementos e acertos que as deixaram muito mais amigáveis ao asfalto. Toyota Hilux, Ford Ranger, Volkswagen Amarok, Nissan Frontier, Mitsubishi L200 Triton e a própria S10 passam a maior parte do tempo na estrada, e os acertos ajudam a vender mais. Agora no g1 Vendas das picapes médias entre janeiro e agosto de 2026: Toyota Hilux: 30.203 unidades; Ford Ranger: 23.499 unidades; Chevrolet S10: 20.329 unidades; Mitsubishi Triton: 8.467 unidades; Fiat Titano: 3.479 unidades; RAM Dakota: 3.200 unidades; Volkswagen Amarok: 2.766 unidades; Nissan Frontier: 1.020 unidades. Basta analisar o perfil dessas picapes. Elas têm cada vez mais tecnologia e eletrônica. O acabamento interno incorpora elementos refinados, que oferecem muito mais uma experiência de luxo do que a robustez necessária para enfrentar o barro. O g1 levou a S10 Trail Boss para a cidade, onde a picape deve passar a maior parte do tempo e também enfrentar obstáculos, como valetas, buracos e restos de obras inacabadas. O objetivo é entender se as mudanças feitas pela Chevrolet na S10 reforçaram o DNA aventureiro da picape sem abrir mão do conforto e do luxo esperados de um veículo que custa R$ 341.290. Galerias Relacionadas Suspensão brava A Chevrolet fez várias mudanças no visual da picape, mas as mais importantes estão escondidas sob a carroceria. O modelo foi desenvolvido em parceria com a divisão de performance da General Motors e sai de fábrica com suspensão elevada, pneus específicos e pacote visual exclusivo, mantendo os padrões de segurança e a garantia original da marca. O conjunto de suspensão, assinado pela Ironman, é o principal diferencial da picape. O kit traz mola e amortecedor recalibrados em conjunto com a geometria da picape, elevando a parte dianteira em cerca de 30 mm. 🔎 A Ironman 4x4 foi fundada em 1958 na Austrália por Guenter Jacob, um imigrante alemão e engenheiro. Hoje, a Ironman 4x4 é uma marca global que fornece produtos de suspensão e acessórios de alta resistência para aventuras. Com a mudança, o modelo passa a ter vão livre do solo de 324 mm, ângulo de ataque de 32,5° e ângulo de saída de 22,9°. Esses números são importantes, pois mostram que a Trail Boss não vai raspar a dianteira e traseira. Nem bater o fundo em obstáculos. Galerias Relacionadas Os amortecedores da Ironman foram codesenvolvidos com a GM e validados em laboratórios, passando por 26 ensaios com padrão global de corrosão da empresa. A modificação na altura exigiu a recalibração dos módulos eletrônicos, dos sensores e da câmera frontal. Com isso, sistemas como alerta de colisão com frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e controle eletrônico de estabilidade foram revalidados para o novo acerto. A picape é equipada com pneus Pirelli Scorpion All-Terrain de 18 polegadas, projetados para entregar tração em terra, cascalho e lama, além de manter o comportamento no asfalto. Cara de chefe Visualmente, a S10 Trail Boss conta com: Grade dianteira com a gravata "Black Bowtie" em preto brilhante; Para-choque traseiro preto; Molduras de para-lama pronunciadas; Rodas escurecidas com desenho exclusivo; Estribo tubular integrado ao santantônio estendido. O modelo também traz adesivos exclusivos, a palavra Chevrolet em relevo na caçamba e emblemas da Ironman. No interior, o veículo apresenta acabamento escurecido, bancos com tecido central aveludado e o nome da versão bordado nos encostos de cabeça. O painel inclui quadro de instrumentos digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink de 11 polegadas. Galerias Relacionadas A lista de conectividade traz o sistema OnStar com Wi-Fi nativo, atualização remota de sistemas e aplicativo para comandos à distância, como travamento de portas e partida remota. O modelo oferece entradas USB dos tipos A e C, carregador por indução e integração Android Auto compatível com o Gemini, do Google. A caçamba vem equipada de série com o protetor Multiflex e santantônio estendido, que servem de apoio para acessórios originais, como bandejas organizadoras, divisórias e suportes para o transporte de equipamentos. Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM Motor não muda O conjunto mecânico utiliza o motor Duramax 2.8 turbodiesel de 207 cv e 52 kgfm de torque, combinado ao câmbio automático de oito marchas e tração 4x4 com reduzida acionada por comando rotativo. A calibração foi adaptada ao biodiesel brasileiro. De acordo com dados do Inmetro, a picape registra consumo de 8,3 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada. O pacote de segurança inclui: 6 airbags (frontais, laterais e de cortina); Controles de tração e estabilidade; Alerta de ponto cego; Alerta de tráfego cruzado traseiro; Monitoramento de pressão dos pneus; Câmera de ré. Ainda mais off-road Parece algo estranho uma montadora lançar uma versão ainda mais parruda de um veículo que nasceu off-road. Mas não é incomum isso acontecer. A própria Toyota já fez isso com a Hilux GR Gazoo Racing. Na S10 Trail Boss, as mudanças estão essencialmente na suspensão. A maior altura na dianteira e todo o novo conjunto deixam a picape ainda mais preparada para encarar o fora de estrada. Isso atende ao desejo de clientes que exploram o interior do Brasil e não querem ficar pelo caminho. Para dar visibilidade às mudanças e ao caráter especial da versão, há também alterações estéticas. O resultado fica a critério de cada um. Gosto e design, claro, são particulares. Cabine da Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM O g1 testou a S10 na cidade de São Paulo, em algumas vias apertadas, um desafio que a picape pode enfrentar no uso cotidiano. Também foi possível encarar uma espécie de off-road urbano, com valetas, buracos e obras inacabadas espalhadas pela capital paulista, sem problemas. Nos poucos trechos em altas velocidades, os pneus, feitos para encarar o barro, não mostraram tanto ruído dentro da cabine. Para quem leva uma S10 mais preparada para aventuras, porém, já é esperado um comportamento mais rústico. O interessante é que a picape recebeu essas mudanças e parece ter se adaptado bem a elas. Isso se reflete nos testes realizados pela GM para aplicar a nova suspensão e os pneus. Para quem vê alguns carros modificados, pode parecer que basta colocar uma suspensão diferente para, em questão de dias, a picape estar pronta. Para uma montadora, é necessário validar esse conjunto. É diferente, por exemplo, de uma modificação de suspensão essencialmente visual, como o g1 já mostrou na picape da cantora Ana Castela. Chevrolet S10 Trail Boss 2027. Divulgação / GM A conclusão é que a S10, apesar do nome forte, se prepara para uma concorrência cada vez maior. A Ranger cresce em vendas e já se estabeleceu como a picape mais amigável de dirigir em seu segmento, com um comportamento que vai quase na direção de um SUV. A S10 tem uma proposta mais raiz. A Hilux vai receber uma atualização em breve, então ainda será necessário ver como ela chegará, já que é a líder de vendas. O g1 já mostrou que a Volkswagen prepara uma nova Amarok que, pela tecnologia e pelo posicionamento, deve ter outro apelo. Um cliente mais interessado em ostentar uma picape do futuro do que mostrar uma picape para chafurdar a lama. O mercado de picapes no Brasil é gigante. A disputa não se limita às grandes. Começa desde modelos menores, como a BYD Mako, a Volkswagen Tukan e, mais recentemente, a Renault Niagara. Isso sem esquecer de Fiat Strada e Toro, e também Chevrolet Montana e os modelos da RAM. A Trail Boss segue a receita tradicional de quem gosta de picape à moda antiga, mas com um tempero ainda mais off-road, justamente para lembrar as origens de quem curte trilhas e estradas de terra. Ela é perfeita para o cliente que acredita que as picapes estão perdendo espírito de aventura. Gosta de uma picape com pegada mais delicada? A Trail Boss não para você. Chevrolet S10 Trail Boss Preço: R$ 341.290 Comprimento: 5,34 m Largura: 1,87 m Altura: 1,84 m Entre-eixos: 3,09 m Peso: 2.150 kg Rodas: aro 18 Pneus: 265/60 R18 Suspensão dianteira: Independente com braços articulados Suspensão traseira: eixo rígido Freios dianteiros: Disco ventilado Freios traseiros: tambor Direção: Elétrica Motor: 2.8 turbo, quatro cilindros em linha Combustível: Diesel Potência: 207 cv Torque: 52 kgfm Câmbio: Automático Marchas: 8 velocidades Tração: 4x4, com reduzida Consumo urbano: 8,3 km/h/ Consumo rodoviário: 10,5 km/l Tanque de combustível: 76 litros

O que motivou a mudança de carro 100% elétrico para híbrido O preço dos combustíveis é um dos principais fatores que levam motoristas brasileiros a considerar a compra de um carro elétrico. Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 78% dos entrevistados que cogitam comprar um veículo desse tipo apontam a possibilidade de economizar com combustível por quilômetro rodado ou no longo prazo como um dos atrativos. O levantamento, realizado em julho, também mostra que do total de motoristas consultados, 87% considerariam comprar um carro elétrico. Desse total, 50% afirmam que "certamente" comprariam um veículo desse tipo, enquanto 37% dizem que "provavelmente" fariam a aquisição. O tema ganha relevância nesta sexta-feira (9), quando o governo Lula anunciou medidas com custo estimado em R$ 5,2 bilhões por mês para conter a alta dos combustíveis, incluindo a redução a zero dos tributos federais sobre a gasolina por 30 dias, com possibilidade de prorrogação. A decisão ocorre em meio à pressão sobre os preços do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio. Governo zera tributos sobre gasolina e publica MP que libera R$ 7,5 bilhões para segurar preço do diesel Sustentabilidade também entra na conta Além da economia com combustível, outros fatores pesam na escolha. A sustentabilidade é citada por 61% dos entrevistados que consideram a compra, seguida pela tecnologia mais avançada, mencionada por 56%, e pelo maior conforto, apontado por 51%. A percepção de vantagem financeira também aparece quando os motoristas avaliam os custos ao longo do tempo. Para 76% dos entrevistados, mesmo que um carro elétrico custe mais na compra, a economia posterior compensa o investimento. Mas há quem discorde. Outros 24% consideram que gastar menos com combustível não justificaria o valor desembolsado para adquirir o veículo. Alta do petróleo justifica a compra? A pesquisa também indica que a alta do petróleo reforça o interesse pela eletrificação. Em julho, 84% dos motoristas já afirmavam que o encarecimento da matéria-prima torna os carros elétricos ainda mais atrativos. 🔎 Com os conflitos geopolíticos, o preço dos barris Brent e WTI está oscilando entre US$ 90 e US$ 110. No fechamento de quinta-feira (8), ficaram cotados a US$ 104,13 e US$ 91,35, respectivamente. A experiência de amigos e conhecidos tambémcontribui para essa percepção. Segundo o Instituto Locomotiva, 69% dos motoristas conhecem alguém que possui um carro elétrico. Entre aqueles que conhecem proprietários, 92% dizem que essas pessoas falam bem dos veículos. Entre os motoristas que já têm carros elétricos ou híbridos, a intenção de compra é ainda maior: 98% considerariam adquirir outro veículo elétrico, sendo que 85% afirmam que certamente fariam isso e 13% dizem que provavelmente comprariam novamente. Preço desagrada O preço de aquisição, porém, continua sendo um obstáculo. Para 84% dos entrevistados, se os carros elétricos fossem mais baratos, aumentaria a chance de compra. Jaguar apresenta elétrico Type 01 em meio a polêmica de design e anúncio de demissões “O ponto de tensão está em transformar essa disposição em compra: enquanto o preço de entrada continuar alto, parte desse interesse não vira acesso. O próximo passo da eletrificação é aproximar o custo de compra da economia que o consumidor já percebe no uso, além de facilitar as opções de recarga”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Um carro elétrico é carregado em estação de recarga; estudo analisou o impacto climático da troca de veículos a combustão por modelos elétricos. Pexels

Volkswagen Tera 200 TSI divulgação/Volkswagen A Volkswagen passa a oferecer o Tera com o motor 200 TSI nas versões automáticas Comfort e Highline. O SUV compacto passa a ter motor 1.0 turbo de três cilindros com 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, associado a um novo câmbio automático de oito marchas. Antes essas configurações tinham 116 cv de potência e câmbio automático de seis marchas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A versão Comfort agora custa R$ 134.790 e a Highline sai por R$ 147.190. Um aumento de preço de R$ 1.600 e R$ 1.000, respectivamente. Agora no g1 O consumo de combustível do Tera 200 em relação ao 170 melhorou na cidade e ficou um pouco abaixo na estrada. Com etanol, são 8,7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada. Com gasolina, as novas versões do SUV fazem 12,2 km/l na cidade e 14,4 km/l na rodovia. O restante da linha do Tera continuará usando a calibração de motor 1.0 turbo com 116 cv. Elas também permanecem oferecendo somente câmbio manual. Volkswagen Tera 200 TSI A concorrência nesse segmento é forte. A CAOA Chery, por exemplo, oferece o modelo Tiggo 5 em duas versões, de R$ 125 mil e R$ 140 mil. O SUV tem motor 1.5 turbo de 143 cv, câmbio CVT, boa lista de equipamentos e maior porte que o Volkswagen. Além disso, a CAOA Chery oferece o Tiggo 7 Sport com o mesmo motor 1.5 turbo por R$ 141 mil. Isso sem falar no CAOA Changan CS55 Prime por R$ 145 mil. Na apresentação do Tera, a Volkswagen considerou como concorrentes o Fiat Pulse, o Chevrolet Sonic, o Jeep Avenger e o Renault Kardian. Isso leva em consideração tamanho e conjunto de motor e câmbio, e ignora o preço dos concorrentes chineses de segmento superior. O g1 já mostrou que os modelos seminovos nessa faixa sofreram uma forte queda de preços. Lançamentos chineses e promoções das marcas tradicionais para encarar as novidades fizeram os usados encalharem. Motor e câmbio A principal mudança está justamente no conjunto mecânico. O 200 TSI já é utilizado em outros modelos da Volkswagen, como o T-Cross, e agora chega ao Tera. De acordo com a marca, o motor entrega torque em baixas rotações, característica que favorece as respostas em situações como saídas, retomadas e ultrapassagens. Volkswagen Tera 200 TSI A outra novidade é a transmissão automática de oito velocidades. As relações foram distribuídas para manter o motor em uma faixa adequada de funcionamento em diferentes situações. A proposta é proporcionar trocas mais suaves, acelerações progressivas e rotações mais baixas durante velocidades de cruzeiro. Na prática, o novo conjunto foi desenvolvido para atuar tanto no trânsito urbano quanto em viagens. O motor de 128 cv e 20,4 kgfm trabalha em conjunto com o câmbio de oito marchas para melhorar as respostas nas retomadas e o conforto durante a condução. Nada muda A Volkswagen mantém no Tera os recursos de tecnologia e conectividade já oferecidos pelo SUV. Entre eles estão painel digital, central multimídia VW Play Connect e serviços conectados que podem ser acessados pelo aplicativo Meu VW. O desenho também não muda com a chegada do novo conjunto. O Tera mantém ainda a classificação de cinco estrelas no Latin NCAP. Entre os equipamentos citados estão seis airbags, controle eletrônico de estabilidade e sistemas de assistência à condução. O SUV foi lançado no Brasil em 2025 e, em poucos meses, alcançou a liderança entre os SUVs de entrada e, em 2026, tornou-se o segundo SUV mais vendido do país, atrás apenas do T-Cross. Volkswagen Tera 200 TSI divulgação/Volkswagen A produção também ganhou escala. A fábrica de Taubaté (SP) atingiu 100 mil unidades produzidas em menos de um ano. No mercado internacional, o Tera se tornou em 2026 o modelo mais exportado pela Volkswagen do Brasil. Foram 21.404 unidades embarcadas entre janeiro e julho para 17 mercados da América Latina.








